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Em dois meses de gestão, prefeitos da região colecionam polêmicas

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Esta é uma coluna de opinião. Aqui você vai encontrar notas sobre bastidores da política regional e estadual, além de artigos que expressam a opinião do colunista.

Ana Claudia Quege é a única com mandato mais discreto, mas tem a Câmara na mão

POLÊMICAS

COLUNA DE DOMINGO Sobre o caso do prefeito de Bela Vista do Toldo, Carlinhos Schiessl (MDB), que tentou intimidar um policial militar durante uma ocorrência no domingo, 2, o coronel Mario Erzinger, que por anos comandou o Batalhão de Canoinhas, tinha uma máxima quando algum amigo o procurava para reclamar de alguma multa ou algo semelhante: “Você e minha esposa têm de dar exemplo”. Resposta que acabava com qualquer argumento.

A polêmica que ganhou repercussão nacional deveria servir de exemplo para qualquer político. Porém, sabe-se, de todos os erros cometidos por Schiessl, o maior foi se deixar gravar, já que coisas indizíveis acontecem dentro dos gabinetes. Eis o exemplo da servidora que também gravou vídeo para reclamar de intimidação por criticar uma compra de café feita para o gabinete do prefeito.

Schiessl é polêmico e acha que pode bem mais do que de fato pode, mas por um caminho ou por outro, os políticos sempre dão um jeito de fazer prevalecer sua vontade (ou ao menos tentar). Veja o caso de Juliana Maciel Hoppe (PL), que articulou para ver um aliado na presidência da Câmara – inclusive com uma articulação intermunicipal para pressionar um dos vereadores – e, na sequência, mandou um remédio amargo para ser tomado em duas doses no mesmo dia, o polêmico projeto que cria a figura do emprego público na prefeitura de Canoinhas.

Juliana, bem mais esperta que Schiessl, usa da clássica cartilha política, aproveitando esses primeiros meses do segundo mandato para radicalizar com os efetivos e aumentar o número de comissionados, que vê como aliados imprescindíveis. Como a coluna já abordou, deu total guinada à direita, de olho em uma vaga na Assembleia, ungida pelos bolsonaristas. É uma tática que polemiza e causa dissabores, mas que a longo prazo tende a render dividendos.

Em Major Vieira, Aline Ruthes (PSD) também polemizou ao nomear o marido para cuidar das finanças do Município. Everson Spagnollo já tinha se envolvido em outra polêmica ao ser dispensado por Juliana da mesma função em Canoinhas quando veio à tona um processo de improbidade já arquivado contra o contador envolvendo outra cidade mais de uma década atrás.

Curiosa a postura de Ana Claudia Quege (MDB) neste início de segundo mandato. Mais discreta, a prefeita tem feito as vontades da base aliada que forma a maioria absoluta na Câmara de Vereadores. Pode estar aí a chave para entender esse início “tranquilo” de governo. Mas é insustentável essa postura de contentar todos para não formar oposição. A prova está nos recados mandatos pelos vereador Marcos Rogério de Paula (UB) e Abrahão Mussi (UB) em sessão de quarta-feira, 5, a mesma na qual aprovaram por unanimidade as contas do ex-prefeito Elói Quege (PP) de 2016. Elói é marido de Ana Claudia e ambos têm um projeto político para 2026. Porém, ao que tudo indica, se Ana não contentar a base, terá problemas. A ver.