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Racha na polialiança, conflito no PMDB

Cúpula do PMDB catarinense reunida na semana passada/Divulgação

Colunista Edinei Wassoaski analisa como fica o PMDB com o fim da Polialiança quatro vezes vitoriosa

 

As declarações de Raimundo Colombo (PSD) de que nada deve a qualquer partido e que, por isso, o PSD está livre para lançar quem bem entender para a disputa ao Governo em 2018 aponta dois pontos cruciais para entender a política catarinense: o primeiro é que não existe acordo a longo prazo em política. Até mesmo a finitude da vida está aí para provar isso se considerarmos que o grande artífice da polialiança vitoriosa em quatro eleições, Luiz Henrique da Silveira, morrem em 2015.  O segundo é que o PSD sabe que Gelson Merísio não tem um nome estadualizado, apesar de ter presidido a Assembleia Legislativa por dois mandatos. Precisa de pelo menos 20 meses para tentar popularizá-lo.

O PMDB, por sua vez, já dá como certa a dissidência peesedista. Virada essa página, se prepara para administrar uma disputa interna. Mauro Mariani, que cantou essa pedra em 2014, quando inconformado concordou em apoiar Colombo pela segunda vez, abrindo mão da candidatura ao Governo, mas com a promessa de LHS de que estava garantido em 2018, vê que a coisa não será nada fácil.

No ano passado, deputado Antonio Aguiar abriu o mar da discórdia interna no PMDB em declaração à coluna: a bola da vez é Udo Döhler. O prefeito reeleito de Joinville, de fato, tem moral. Com fama de administrador austero, que implantou com sucesso medidas da iniciativa privada no setor público, o empresário sai em vantagem se considerarmos que Joinville tem o maior eleitorado do Estado e que Mariani fracassou quando arriscou candidatura por aquelas plagas.

Cabe a Mariani provar seu potencial e torcer para que Döhler não entre de sola na disputa, o que parece bem pouco provável.

 

 

A PROPÓSITO: Ao contrário da modorrenta campanha de 2014, a do ano que vem tem tudo para ser emocionante. Além de Merisio e do candidato peemedebista, ensaiam candidaturas o senador Paulo Bauer (PDSB), derrotado por Colombo simplesmente por falta de vontade de fazer campanha, e Jorginho Melo (PR), que esvaziou os cargos que o partido ocupava no governo já no ano passado.

 

 

Trânsito em pauta

O texto que abriu a coluna da semana passada teve grande repercussão nas redes sociais. O que surpreende é que um texto crítico raramente se torna unanimidade nas redes, justamente o que aconteceu com o publicado aqui na coluna. Todos concordam que as mudanças no trânsito implementadas em setembro não funcionaram.

A propósito, nesta semana foi nomeada a nova composição do Conselho Municipal de Trânsito que, espera-se, tome uma providência a respeito.

 

 

Diárias

A notícia de que os vereadores tresbarrenses da legislatura passada torraram R$ 392 mil em viagens ao longo dos últimos quatro anos deixou muita gente indignada. Os passeios dos vereadores custaram R$ 20 por habitante. O recordista Joel da Cruz (DEM) gastou R$ 5,2 mil em uma só viagem em outubro passado. A título de comparação, um deputado federal representará o Brasil em um feira de informática na Suíça na próxima semana ao custo de R$ 6,2 mil em diárias.

 

 

Instrumentos embargados

O setor jurídico da prefeitura de Canoinhas colocou água no chope do Maestro Luizinho, diretor da Casa da Cultura que festejava a doação de instrumentos musicais via deputado Ismael dos Santos (PSD) para a igreja na qual milita.

A legislação não permite que doações com dinheiro público venham carimbadas, ou seja, as entidades interessadas em receber os equipamentos terão de passar por um processo seletivo com condições de igualdade, o que deve ocorrer nos próximos dias.

 

 

PERGUNTA PERTINENTE

Quem é o culpado pela falta de medicamentos na farmácia do SUS?

 

 

PREVIDÊNCIA

A PEC 287 foi tema do encontro do deputado federal Décio Lima e da deputada estadual Ana Paula Lima (PT) na noite desta terça-feira, 28, em Canoinhas. Lideranças e trabalhadores de nove municípios acompanharam o debate que teve por objetivo esclarecer as mudanças previstas na PEC.

 

Ligações perigosas

As conversas do grupo Saúde 15 15015 vazadas para o JMais serão alvo de sindicância interna a ser aberta nos próximos dias pelo prefeito Beto Passos (PSD). O prefeito quer saber até que ponto a ameaça de suspender as compras de medicamentos a partir do dia seguinte a sua vitória afetaram a vida de quem depende dos medicamentos.

Coincidentemente, ou não, desde novembro são inúmeras as reclamações de falta de remédios na farmácia básica que fica na Policlínica.

 

 

SITUAÇÃO CRÍTICA

Na tarde desta quarta-feira, 1º, prefeito Beto Passos (PSD) participou de reunião ampliada da gestão da Saúde com a presença de conselheiros, técnicos e comissionados. A ideia é aperfeiçoar os serviços.

 

 

 

ESTÁ DITO

Nunca foi feito nenhum acordo em 2014 que envolvesse a eleição em 2018”

Do deputado estadual Gelson Merisio (PSD), afirmando que o PSD não tem compromisso com o PMDB nas eleições do ano que vem

 

 

 

 RÁPIDAS

FORA: Acusado de ter usado dinheiro público para pagar viagens da filha, o auxiliar de contabilidade da Secretaria de Ação Social, Onélio Mazurkievicz, pediu exoneração.

 

FORA 2: O assessor jurídico da ADR Canoinhas, Keiny Burgardt foi exonerado nesta semana. Assume sua vaga o advogado Pierry Castellano Pereira, de Porto União.

 

FORA 3: Tania Medeiros não é mais gerente de Educação da regional de Canoinhas. Celina Muraro assumiu o cargo na quarta-feira, dia 1º.

 

R$ 1,3 MILHÃO: foi quanto os deputados federais gastaram em diárias em janeiro.

 

 

DOIS PESOS: O ex-diretor da Petrobras envolvido até o pescoço nas denúncias da Lava-Jato, Alexandrino de Alencar, terá a mesma punição que uma manicure que furtou um pacote de fraldas: sete anos e meio de prisão.

 

71% dos ouvidos por uma pesquisa da Paraná Pesquisas em todos os Estados do País disseram conhecer ou ter ouvido falar do prefeito de São Paulo, João Dória.

 

 

POP: Dória desponta como virtual candidato ao governo de SP ou, quiçá, à Presidência em 2018.

 

DOBRADINHA?: Nem bem começaram as especulações de que Udo Döhler pode ser candidato ao Governo pelo PMDB, já lhe acharam o vice perfeito: o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.

 

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