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Quando a vida é um sonho

Ela foi praticamente obrigada a ir a um casamento e, quando chegou se impressionou com o noivo que não lhe saiu da cabeça…

 

 

Alexandra Araneda Schreiner

 


 

Eu tinha 13 anos quando meus pais me convidaram para ir a um casamento numa fazenda, na zona rural da cidade de onde morávamos, Itapeva, no estado de São Paulo, Brasil. Pensei:

 

 

– Que chatice! Ir a um casamento de dia e ainda, sem conhecer ninguém… Coisas de adolescente.

 

 

Mas acabei indo e, ao chegar me deparei com o casal. Cumprimentei-os e vi o noivo mais lindo que já havia visto na minha vida e preferi não acreditar em que ele estava se casando… Fiquei com o noivo na minha cabeça por alguns meses, mas eu sabia quer era um absurdo pensar nele, afinal de contas eu era apenas uma adolescente e ele já um homem, agora casado, e com família formada.

 

 

Minha família foi embora de Itapeva (cidade onde cresci livre para brincar nas ruas, além de ter muitos amigos, da escola, da igreja e onde eu era feliz) quando eu tinha de 16 para 17 anos. Quando meus pais foram embora, prometi para mim mesma, que um dia voltaria a viver ali, pois entendia que ali estavam minhas raízes e minha felicidade.

 

 

Anos se passaram, tive alguns namorados, estava fazendo faculdade de Enfermagem em Itajaí, no estado de Santa Catarina quando fui passar a virada de ano de 1999-2000 na cidade de Itapeva.

 

 

Na virada de ano, fui a uma festa da irmã do noivo cujo casamento eu havia ido, e já haviam se passado 10 anos, e eu sem saber que esse noivo já estava separado há mais de um ano, portanto já não era mais noivo, era um solteiro… E ele estava na festa. Porém aquele não era o momento de eu me apaixonar, pois era meu último ano de estudos universitários e eu já tinha emprego garantido em Portugal. Pensei:



 

 

– Não, não, não, não posso me apaixonar, pois meus pais me matariam, pois além de meus planos profissionais, aquele ex-noivo, era 15 anos mais velho que eu.

 

 

Porém a vida, às vezes, nos prega peças, que mesmo querendo não conseguimos fugir. Conversei com o ex-noivo, por horas a fio, saímos juntos da festa e lhe expliquei que não poderíamos ficar juntos, outras vezes, devido aos meus projetos de carreira.

 

 

Voltei para Santa Catarina, para a casa de meus pais e passada uma semana, o ex-noivo, agora desquitado, foi me ver. Ele passou lá um final de semana e naquele instante começou nosso namoro, ainda que uma distância de 600 quilômetros entre Itapeva e Balneário Camboriú (onde eu morava) atrapalhasse o nosso relacionamento.

 

 

Curiosamente e como obra do destino, depois de 6 meses, assim que me formei, prestei um concurso em Itapeva e fui aprovada em 3º lugar, sendocontratada imediatamente.

 

 

Aí, não teve jeito, continuei meu namoro, nos casamos, meses depois e hoje o lindo noivo é meu esposo, estamos casados há 17 anos, vivemos em comunhão perfeita, vivendo juntos o melhor de Deus para nossas vidas, formamos família, temos duas lindas filhas e tudo o que sonhei, em casar-me com o ele, em voltar a morar em Itapeva, em exercer a minha profissão, se tornou realidade. Só posso concluir que minha vida é um sonho.

 

 

 

*Alexandra Araneda Schreiner é enfermeira e professora, mora no interior de São Paulo, na cidade de Itapeva

 

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