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Pesquisa: Preço da gasolina oscila até R$ 0,90 entre postos de Canoinhas

Preço mais alto do litro de gasolina aditivada, a R$ 4,89, é o mais caro encontrado entre as cidades catarinenses pesquisadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP)

 

Os moradores de Florianópolis acordaram assustados nesta segunda-feira, 6. Da noite para o dia viram o preço do litro da gasolina aditivada ultrapassar a barreira dos R$ 4. Se o valor pago pela gasolina na Capital assusta, deveria provocar pânico em Canoinhas, que vem avançando a passos largos no preço dos combustíveis. Tanto que se comparado o preço mais alto praticado no caso da gasolina aditivada em Canoinhas (R$ 4,89) aos praticados nas 12 grandes centros urbanos catarinenses pesquisados semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), Canoinhas tem a gasolina mais cara do Estado.

 

 

Segundo a ANP, o preço máximo praticado nestes centros está em Mafra (R$ 4,44 o litro da gasolina aditivada). Gerentes de postos ouvidos pelo JMais voltam a afirmar que o aumento de preços está calcada na nova política de valores praticada pela Petrobras e que a distância de Canoinhas das refinarias encarece o valor por litro.

 

 

OSCILAÇÃO

Apesar do preço salgado, é possível economizar até R$ 0,90 no litro da gasolina aditivada pesquisando postos em Canoinhas. No caso da gasolina comum é possível economizar até R$ 0,70.

 

De seis postos pesquisados pelo JMais, o preço da gasolina comum varia de R$ 3,74 a R$ 4,44. No caso da aditivada, a oscilação vai de R$ 3,99 a R$ 4,89.

 

 

NOVA POLÍTICA



O aumento sucessivo nos preços dos combustíveis se deve a uma nova política de preços praticada pela Petrobras desde julho. Após quatro meses da nova política de reajuste do preço dos combustíveis, a Petrobras avaliou como positiva a mudança implantada em 3 de julho, com aumentos ou reduções quase diários da gasolina e do óleo diesel.

 

 

Em reunião, o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras disse que “os ajustes promovidos têm sido suficientes para garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio”.

 

 

Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), a política de ajustes é positiva para a empresa, que, segundo ele, tem conseguido diminuir a capacidade ociosa das refinarias e reconquistar mercado na venda de gasolina e de diesel no país.

 

 

“Acho que a política está tendo sucesso, as empresas que importavam estão tendo que ter muito mais cuidado na importação, porque a importação às vezes demora, o prazo da chegada do produto no Brasil é de uns 30 dias, e em 30 dias a Petrobras pode ter feito 30 reajustes, para baixo ou para cima, no preço da gasolina. Então, agora, as distribuidoras/importadoras de gasolina e óleo diesel têm que prestar muita atenção no estoque dos produtos. Porque antes olhavam muito só a questão do preço”.

 

Do ponto de vista da sociedade, Pires considera uma boa política porque os reajustes diários banalizam os aumentos ou reduções e “tiram a gasolina e o diesel da primeira página do jornal. A gente tinha uma cultura no Brasil de achar que preço de gasolina e diesel é diferente do preço do leite, do arroz, do feijão, e sempre ficava aquela expectativa, quando é que vai anunciar o aumento da gasolina, o aumento do diesel, daí dava primeira página do jornal e o cara aumentava o pão na padaria, o refrigerante e a cachaça no mercado”, argumentou.

 

 

Segundo ele, anteriormente os reajustes eram feitos “para controlar a inflação, aumentar a arrecadação ou ajudar os candidatos apoiados pelo governo de plantão a ganharem as eleições”.

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