Policial canoinhense conduz Lula na sede da PF

Paulo (terceiro de cima para baixo) conduz Lula na sede da PF/Paulo Jacob/O Globo

Paulo Witt recebeu o ex-presidente no heliponto da sede da Polícia Federal em Curitiba                              

 

O policial federal canoinhense Paulo Witt conduziu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do heliponto da sede da Polícia Federal em Curitiba até a cela preparada especialmente para receber o político no quarto andar do prédio. A prisão aconteceu na noite deste sábado, 7, depois de um dia de negociações entre a Polícia Federal e o Partido dos Trabalhadores. Lula estava há dois dias no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

 

 


A informação de que é Paulo mesmo quem escolta Lula foi rapidamente compartilhada nas redes sociais e virou motivo de orgulho para muitos canoinhenses. “Parabéns pelo filhão que nos representou em um dia histórico”, postou uma internauta na página dos pais de Paulo no Facebook.

 

 

O JMais confirmou a informação de que é mesmo Paulo quem escolta Lula com parentes dele que não quiseram se identificar. O JMais não conseguiu contato com seus pais, que seguem morando em Canoinhas. Amigos relataram que Paulo nasceu e estudou o ensino fundamental e médio em Canoinhas. Ainda morando em Canoinhas, cursou superior em Educação Física na UnC Mafra. Formado, trabalhou em uma academia de musculação de Canoinhas. Enquanto isso, prestou concurso para a PF e ao ingressar na corporação se mudou para Curitiba.

 

 

LULA PRESO

O primeiro dia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba amanheceu tranquilo. No início da manhã deste domingo, 8, uma empresa terceirizada chegou ao local para fornecer o café da manhã dos presos. Segundo agentes da PF, a primeira refeição é café com leite e pão. Lula está em uma sala especial, transformada em sala de Estado-Maior devido à condição de ex-presidente. No local, há cadeira, mesa, cama e banheiro exclusivo. Há ainda uma janela que dá vista para a área interna do prédio.

 

 

Neste domingo, as ruas próximas ao local continuam fechadas. A Polícia Militar faz um bloqueio no local em um raio de 500 metros. Lá, cerca de 400 manifestantes favoráveis ao ex-presidente passaram a noite. O clima é de tranquilidade. Por volta das 9h, o grupo cantava e gritava palavras de ordem em defesa de Lula.

 



 

Também próximo ao bloqueio, moradores da cidade e curiosos se aproximam para tirar fotos e ver de perto o local onde o ex-presidente começa a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

 

No início da madrugada, após a chegada de Lula, houve tumulto entre manifestantes. Oito pessoas ficaram feridas. Três dos oito feridos são crianças, um é policial militar e os demais são manifestantes favoráveis ao ex-presidente.

 

 

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, conversou com a imprensa e disse que Lula estava tranquilo. Ela explicou que não viu o ex-presidente, mas que fontes da PF informaram que ele estava calmo. A parlamentar também criticou a ação policial durante a chegada do petista, quando foram lançadas bombas de gás lacrimogênio. Segundo ela, as forças policiais precisam se preparar melhor e se planejar para lidar com a situação já que a previsão do grupo é fazer uma vigília enquanto Lula estiver na Superintendência.

 

 

Após o ocorrido, a PM informou que as bombas foram lançadas pela PF. Informou também que usou balas de borracha contra o grupo a favor de Lula, porque, segundo a corporação, após a explosão das bombas manifestantes favoráveis começaram a correr em direção ao grupo com ideologia oposta. Mas os manifestantes negaram e criticaram a ação policial.

 

 

 

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