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Oscar 2017: Inesquecível só pela gafe

Momento em que se descobre a gafe/Divulgação

Lembrança do Oscar 2017 será a gafe histórica de troca de prêmios, escreve Edinei Wassoaski                                

 

Quem lembrará que Moonlight ganhou o Oscar 2017 de melhor filme daqui a 10 anos? Poucos. Inesquecível mesmo será a gafe histórica de troca de envelopes que levou Faye Dunaway a anunciar erroneamente que La La Land era o grande campeão da noite.

 

Há tempos que a Academia tem errado a mão ao dar o prêmio de melhor filme. Parte pela falta de bons filmes, questão levemente melhorada neste ano, parte pela miopia e incoerência da Academia. Não acho La La Land um grande filme, mas reunia num conjunto de quesitos, o que de melhor se produziu no ano passado. A própria Academia reconheceu isso dando 6 estatuetas para o musical de Damien Chazelle. Moonlight, por sua vez, tinha dois Oscars (roteiro e ator coadjuvante) quando foi anunciado o grande campeão da noite. Como pode um filme ter o melhor diretor, a melhor atriz, a melhor fotografia, design, trilha e música e não ser o melhor filme? Para a Academia pode. Foi o mesmo que aconteceu ano passado com Spotlight. Mad Max tinha dado uma lavada no concorrente em número de estatuetas, mas o melhor filme coube à investigação jornalística sobre padres pedófilos do jornal Boston Globe.

 

Moonlight conta a história de um menino negro e marginalizado tentando sobreviver em um ambiente hostil. S estamos falando de filmes sobre a descoberta da sexualidade, O Segredo de Brokeback Mountain fez isso com muito mais competência, mas acabou perdendo o Oscar para o esquecível Crash – no limite. Não, mas o filme fala da violência e marginalização de negros. Bom, aí a lista de bons filmes não premiados vai muito além.

 

Em crítica publicada pela Folha de S. Paulo, João Pereira Coutinho diz que desde 1993, quando Os Imperdoáveis foi premiado, a Academia não dá o Oscar de melhor filme a uma produção relevante. Acho que não é tanto assim, já que o épico Titanic (1997) ganhou em um ano em que tínhamos LA Cidade Proibida no páreo, mas ele não está errado quando diz que em 2018, quando alguém perguntar qual foi o melhor filme no Oscar de 2017, só mesmo a gafe salvará Hollywood do esquecimento.

 

 

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