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OPINIÃO | Os políticos que nós não queremos

Deputados catarinenses que votaram a favor da desfiguração do pacote anticorrupção: Mariani, Jorginho Melo, Valdir Colatto, Marco Tebaldi e Peninha

Leia a coluna do fim de semana do jornalista Edinei Wassoaski                                                                            

 

colunaQuem ligou na quinta-feira, dia 1º, para o número de telefone celular que o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) preserva desde os tempos em que era secretário de Estado ouviu que o número não existe. Também pudera: Mariani se obrigou a cancelar a linha depois que o número foi semeado feito praga pelo whats app de centenas de catarinenses sob a mensagem ao lado.

    Mariani teve de vir a público tentar explicar porque foi favorável ao projeto de lei que desfigura as “10 medidas contra a corrupção”. A votação, vocês sabem, aconteceu de madrugada, enquanto o Brasil estava anestesiado pela tragédia com o avião da Chapecoense. Os deputados apostaram que a tragédia abafaria a atitude vergonhosa deles. Parece que não deu certo. Além dessas atitudes tomadas pelos eleitores diretamente com seus representantes, há uma mobilização nacional marcada para este domingo, 4.

    O recado do povo brasileiro é claro: não aceitamos mais a política tradicional baseada no toma lá dá cá, no compadrio, na mutreta. O Brasil está sendo passado a limpo e o eleitor está de olho nos seus eleitos. Não há espaço para manobra. Mariani recebeu 9.474 votos em Canoinhas na eleição passada, foi o maior percentual de votos da cidade (33,4%) e deve sim, explicações ao povo da cidade, sob pena de ver soterrado seus planos de vir a ser governador. Está aqui, no Planalto Norte, sua base eleitoral. Agora, explicações protocolares já não bastam e o povo não engole. Certamente Mariani seguiu orientação do partido, mas diz que votou por acreditar que ninguém está acima da lei. De fato, mas uma coisa de cada vez. O grande câncer do Brasil hoje não são os juízes, mas sim, políticos corruptos que roubam fábulas dos bolsos da população e, salvo a Lava-Jato, saem impunes. Não se sabe nem se as “10 Medidas” de fato seriam eficazes para conter a fome por propina que acomete a maioria dos políticos. Mesmo assim, a proposta foi desfigurada. Vimos, ainda, um desesperado Renan Calheiros (PMDB) tentando votar o projeto a força no Senado, isso um dia antes de ser julgado pelo Supremo em um dos 12 processos que correm contra ele há quase uma década.

    Estive há pouco no apartamento funcional que Mariani tem em Brasília e fiquei tocado ao ver que ele hospeda várias pessoas que precisam fazer tratamento médico na Capital e não tem onde ficar. Triste ver um deputado de bom coração compactuando com isso.

 

Em tempo: depois de Mariani, os mais votados em Canoinhas na eleição passada foram Décio Lima (PT), que não participou da sessão; Jorginho Melo (PR), que votou a favor de desfigurar o projeto das 10 Medidas contra a Corrupção, assim como Valdir Colatto (PMDB), Marco Tebaldi (PSDB) e Peninha (PMDB). Esperidião Amin (PP), também entre os mais votados em Canoinhas, se absteve.

 

 

PERGUNTA PERTINENTE

Beto Passos foi o responsável direto pela queda de Ricardo Martin?

 

 

Aguiar preside sessão/Luis Debiasi/Agência AL

Aguiar preside sessão/Luis Debiasi/Agência AL

PRESTÍGIO

Deputado Antonio Aguiar (ao microfone) foi, segundo ele, o primeiro canoinhense a presidir uma sessão da Assembleia Legislativa de SC. Na qualidade de vice-presidente da Casa, Aguiar assumiu a presidência na ausência de Gelson Merísio (PSD) na semana passada. Merísio que diz que “nasceu de novo”, considerando que deveria estar no avião da Chapecoense.

 

Não sei de nada

Deputado Antonio Aguiar (PMDB) disse ontem que não sabe de nada relacionado a substituição do secretário regional. Renato Pike (PR), vice de Beto Passos (PSD) que, por sua vez, pediu a cabeça de Ricardo Pereira Martin recentemente, afirmou que Aloísio Salvatti (PMDB), de Porto União, vai assumir a Agência em 2017. E agora? Todos sabem que a palavra final é de Aguiar.

 

 

O último a saber

Na entrevista coletiva para a imprensa regional, na semana passada, em Mafra, governador Raimundo Colombo (PSD) se comportou como marido traído. Chegou a agradecer os jornalistas sobre os questionamentos já que desconhecia parte dos problemas apresentados.

 

 

O mais jovem



Paulinho Basílio (PMDB) é o segundo vereador mais jovem a assumir uma cadeira da Câmara de Canoinhas em toda a sua história. Perde somente para Fauri de Lima, que assumiu uma vaga na Casa de Leis com 21 anos. Paulinho tem 22.

 

 

“Se alguém está reclamando acho que é por dor de cotovelo”

do vereador eleito Paulinho Basílio (PMDB), respondendo às críticas de que teria sido privilegiado pelo PMDB em detrimento dos candidatos com mais tempo de casa

 

O preferido dos políticos

Beto Passos (PSD), Luis Shimoguiri (PR), Adelmo Alberti (PSDB), Juliano Pereira (PSDB) e Orildo Severgnini (PMDB) estão sendo ou foram assessorados pelo escritório Glinski Advogados, dos irmãos Paulo e Luiz Glinski. Paulo, dispensa apresentações, conhece política como poucos na região e usa, claro, esse conhecimento, não só para se manter na política como, também, para sua profissão. Os clientes só têm elogios.

 

 

RÁPIDAS

 

DISPUTA: Na terça-feira, 6, vai à votação na Câmara de Bela Vista do Toldo projeto que reajusta o salário dos servidores municipais. Há forte resistência em aprovar. A categoria afirma que a defasagem beira os 20%.

 

R$ 128 MILHÕES: é a dívida acumulada por candidatos a prefeito e vereador na eleição deste ano. Apenas 6 dos 35 partidos encerraram o período eleitoral com despesas iguais ou menores que a receita.

 

28%:  foi a queda nos gastos em relação a campanha anterior, impulsionada pela redução do tempo de campanha.

 

MARAJÁ: Roberto Requião (PMDB-PR) é o senador que recebe salário maior dentre os 81 colegas. Com penduricalhos, acumula R$ 67,5 mil.

 

13 MIL: servidores públicos têm salários maiores que o teto que é de R$ 33.763.

 

R$ 120 BILHÕES: é quanto os Estados e Municípios devem aos bancos.

 

CARA DE PAU: do deputado Colatto: “O eleitor que vende voto é muito mais responsável. Hoje só se penaliza quem compra”.

 

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