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O que esperar do prefeito?

Edinei Wassoaski escreve sobre a real função do mandatário municipal                                                           

 

Muito tem se comentado sobre a movimentada vida digital do prefeito Beto Passos (PSD).  Cada passo é uma postagem. Se não tem vídeos, tem fotos de quem visita e porque visita seu gabinete. Para seus apoiadores, sinal de transparência e trabalho. Para seus detratores, exibicionismo gratuito que maquia a ineficiência.

 

   Partindo do exemplo de Passos, é óbvio que não basta que a agenda dos políticos seja intensa. É um primeiro passo, mas está longe de ser suficiente. É preciso um diligente e constante trabalho, mas concentrado naquilo que corresponde ao cargo público. Não há bom prefeito se o asfalto está ruim, se os semáforos não funcionam, se as árvores não estão podadas, se as ruas estão sujas, se o serviço de ônibus é precário, entre tantas outras tarefas da prefeitura. Muito especialmente, um prefeito deve ser avaliado pelo funcionamento adequado de escolas, hospitais e postos de saúde. Sem isso, não se pode dizer que há uma boa gestão da coisa pública.

 

    A administração pública, seja em qual esfera for – municipal, estadual ou federal –, enfrenta grandes desafios, especialmente se a gestão anterior foi acintosamente deficiente, e seria irreal exigir que os serviços públicos alcançassem um nível de excelência pela simples chegada de um novo político ao cargo. A resolução dos problemas públicos demanda tempo. Isso não significa, no entanto, que a população tenha de se contentar com o mesmo sofrível atendimento público anterior. Uma coisa é exigir a imediata perfeição, outra coisa é entender que os progressos virão a conta-gotas, na medida da deficiência com que foram assumidos. 

 

     Urge, portanto, uma nova mentalidade no exercício dos cargos públicos, com uma condução profissional a produzir resultados palpáveis para a população. Responsabilidade, compromisso e honestidade são pré-requisitos para o cargo. A isso se deve acrescentar uma gestão que alie competência técnica, criatividade na resolução dos problemas e exímio conhecimento das exatas responsabilidades do cargo que se ocupa.

 

A PROPÓSITO: Beto Passos (PSD) tem sido o primeiro a entrar e o último a sair da prefeitura, coisa que só se via nos tempos de Leoberto Weinert (PMDB).

 

 

Polêmica ressuscitada

O empresariado canoinhense tem aproveitado a nova gestão para pressionar a fim de resolver assunto não pacificado desde 2006. Naquele ano depois de idas e vindas, o então prefeito Leoberto Weinert (PMDB) mandou para a Câmara projeto de Lei que oficializava 3 de maio como feriado e 12 de setembro como ponto facultativo. Pressionados por empresários, os vereadores decidiram por oito votos a um, transformar o dia de Santa Cruz num feriado móvel (primeiro domingo de maio), mantendo 12 de setembro como feriado municipal. Logo em seguida, no entanto, eles voltaram atrás e aceitaram o veto do prefeito ao projeto. Dessa forma, 3 de maio voltou a ser feriado municipal e, desde então, Canoinhas tem dois feriados municipais. O empresariado, claro, é contra.

 

Passos estuda, agora, se reabre ou não a polêmica.

 

 

“Eu acho que eu mesma  vou lá roçar e vou construir”

Da vereadora Camila Lima (PMDB) ao se referir a terreno baldio que virou matagal e cuja propriedade ninguém assume; vizinhos reclamam de animais peçonhentos

 

 

NA CAPITAL

Deputado Antonio Aguiar (PMDB) mediou em seu gabinete nesta semana, audiência dos prefeitos e vices de Canoinhas e Bela Vista do Toldo com o secretário de Agricultura Moacir Sopelsa. Deputado Darci de Matos (PSD) também participou da reunião que teve como pleito principal o pedido de equipamentos agrícolas.

 

 

 

Salada – o retorno

Se pesquisa fosse feita nos arquivos da Câmara de Vereadores de Canoinhas certamente a palavra “salada” para denominar os projetos de lei mistos que vinham do Executivo possivelmente foi uma das palavras mais usadas na gestão passada.

 

Pois bem, a palavra já grassou nesta gestão, invocada pelo vereador Paulinho Basílio (PMDB), que reclamou das respostas do Executivo a questionamentos feitos por ele em relação à licitação da iluminação pública. “Quem fez o edital? A Secretaria de Planejamento, mas isso é óbvio”, exemplificou. “O Executivo poderia prestar mais atenção no que nós perguntamos. Nada do que perguntei foi respondido”, criticou.



 

DEIXA QUIETO: Deputado federal Mauro Mariani (PMDB) puxou a fila do sim dos deputados catarinenses que votaram por livrar Michel Temer de investigação sobre denúncia de corrupção passiva. Votaram com o governo: Valdir Colatto (PMDB), Ronaldo Benedet (PMDB), Rogério Peninha Mendonça (PMDB), Marco Tebaldi (PSDB), João Rodrigues (PSD), João Paulo Kleinübing (PSD) Cesar Souza (PSD) e Celso Maldaner (PMDB).

 

 

Nada a declarar

Criador de cavalos gaúcho tem sondado a região para descobrir os podres de um ex-prefeito que lhe deu calote no ano passado. O político teria comprado um cavalo do criador e pagado parte do valor. Ficou um saldo de R$ 50 mil que ele não reconhece. O vendedor foi para a Justiça e ganhou o processo. Ficou espantado, no entanto, quando foi executar a dívida e descobriu que o ex-prefeito não tem um alfinete no seu nome. Executar como? É a pergunta que o credor se faz todos os dias.

 

RÁPIDAS

13,2 MIL: perderam o auxílio-doença em perícias realizadas pelo INSS.

 

DOIS CARGOS: O Ministério Público abriu investigação para apurar se a vereadora Zenici Dreher acumulou a função de secretária de Saúde no início do mandato.

 

QUESTÃO FECHADA: O PSDB de SC está mais certo do que nunca que terá chapa pura em 2018.

 

47: servidores da Assembleia de SC (16% do total) começaram a ser demitidos nesta semana dando cumprimento a acordo com o Ministério Público.

 

APOIO: Esperidião Amin (PP) deixa claro que por ele o PP apoia a candidatura de Gelson Merisio (PSD) ao governo.

 

DIVISÃO: Dos R$ 10 milhões destinados em propina da JBS para SC, R$ 2 milhões teriam molhado as mãos de Raimundo Colombo e R$ 8 milhões teriam idos direto para o PSD.

 

TOP 3: Levantamento do jornal O Globo mostra que pela ordem, Jair Bolsonaro, Lula e João Doria são os políticos mais populares nas redes sociais.

 

BOOM: Nunca o Exército concedeu tantas licenças para pessoas físicas terem acesso a armas de fogo. Só no ano passado foram 20.575 autorizações, 185% a mais que as 7.215 concedidas no ano anterior.

 

 

PERGUNTA PERTINENTE:

Quem vai bancar o desconto na passagem de ônibus aprovada na Câmara de Canoinhas?

 

 

 

 

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