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O problema é o iPhone

Priscila Noernberg/Divulgação

Edinei Wassoaski analisa a polêmica compra de dois iPhones para o gabinete de Beto Passos                                                

 

Pelas novas regras trabalhistas, se em um elevador estiver um operário e um alto executivo e, por acidente, esse elevador despencar, a indenização a ser paga em caso de morte ou lesões será proporcional ao salário do cidadão. “Imagine a disparidade considerando quanto ganha o operário e quanto ganha o executivo?”, esbravejou o representante do Sindicato dos Empregados do Comércio de Canoinhas, Fernando Camargo, durante debate  no programa “Fala Cidade”, da 98FM, sobre as mudanças aprovadas pela reforma trabalhista que incluem, entre tantos dispositivos, este. O Brasil é um país desigual e é pensamento comum na esquerda que faltam oportunidades para as pessoas saírem da pobreza, então, que pelo menos no infortúnio que tenham condições iguais a do patrão.

    Claro que o sindicalista expressou uma indignação comum a muita gente e, arrisco a fazer a relação, pensamento comum entre quem acha que o prefeito Beto Passos (PSD) não pode ter um iPhone patrocinado pelos cofres públicos. Se a esquerda frisa a desigualdade, é pensamento comum na direita, que as oportunidades estão aí, cabe ao cidadão ir atrás. Passos contraria os dois pensamentos: nasceu pobre, cresceu por seus méritos, foi eleito prefeito e hoje senta-se à mesa com pobres e ricos. Mas não pode ter um iPhone, sinônimo de ostentação que para boa parte do povo parece trair suas origens.

       É evidente que há em maior número nesse debate a participação de quem votou em Beto Faria e não aceita Passos no poder. A disputa acirrada mostra que praticamente metade da cidade não aprovou a eleição de Passos e o caso do iPhone é só mais um sintoma para lembrá-lo disso.

    Para aqueles distantes da polarização política, no entanto, a polêmica da semana tem muito mais a ver com o sinônimo de status que o aparelho da Apple proporciona do que com o mérito ou não de o prefeito ter um aparelho que, frise-se, a legislação permite e todos os seus antecessores usufruíram sem constrangimento. Ademais, qualquer empresa que te contrate para uma função cuja ligações telefônicas são necessárias constantemente, tem o dever de te fornecer o aparelho e bancar a conta. Ponto pacífico, o problema mesmo é o iPhone.

 

 

Sobre celulares

A administração passada comprou 11 aparelhos de telefone celular no último ano de mandato. Destes, quatro foram encontrados. Sindicância foi aberta para apurar por onde andam os demais. Os quatro devolvidos constam como inservíveis. A informação é do vice-prefeito Renato Pike. Faria não foi localizado para comentar. Ex-vice-prefeito Wilson Pereira não se lembra.

Ainda sobre o assunto, todos os secretários têm celulares corporativos pagos pelo Município e, até não muito tempo, todos os vereadores também tinham celulares pagos com dinheiro público. À época, quando fazer uma ligação interurbana poderia custar uma refeição certo vereador mimava sua filha com o aparelho, afinal, os jovens precisam se comunicar, não é mesmo.

 

CONVERSAÇÕES

Presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas, Wilmar Sudoski (PSD) conversa com o prefeito Beto Passos sobre projeto de lei que permite a municipalização da Escola Gertrudes Müller antes de evento realizado nesta semana em Canoinhas. Quem observa é o advogado Douglas Allan da Silva, sobrinho de Passos que estuda seguir a inspiração política do tio.

 

 

Municipalização

Vereadores de oposição reclamaram da falta de informações no projeto de lei que municipaliza a Escola Gertrudes Müller, hoje estadual. O projeto tem apenas oito linhas. Comissão, composta por Paulinho Basilio (PMDB), Telma Bley (PMDB) e Ivan Karuncho (PR) elaborou um ofício pedindo mais informações.  Querem saber detalhes. “Não somos contra a municipalização, mas a forma como nos foi apresentada”, disse Paulinho.

Segundo o vice-prefeito Renato Pike, o Governo Federal deve repassar R$ 4,1 mil por ano por aluno para que o Município assuma a escola com 316 estudantes. Para ele, um bom negócio. Faltou argumentar com os vereadores, no entanto.

 

Melhor prefeito?

Beto Passos (PSD) poderia ter evitado o constrangimento de ver colocado em dúvida o prêmio de suposto 7º melhor prefeito de SC pela obscura União Brasileira de Divulgação (UBD). Não foi feita nenhuma pesquisa nem existem dados confiáveis que permitam tal ranking simplesmente porque é cedo para isso. Dados confiáveis que meçam desempenho de governo não surgem antes de um ano.

 

 

 

“A vontade política não anda com a técnica no caso do Hemosc”

do diretor administrativo do Hospital Santa Cruz, de Canoinhas, Derby Fontana, sobre a cada vez mais distante chance de o posto ser reativado em Canoinhas

 

RÁPIDAS

41%: foi o aumento na venda de tratores em SC. Fruto da boa safra.

 

RAPOSA…: Apontado como líder de uma facção criminosa, o ex-deputado Gilmar Knaessl trabalha na Assembleia de SC como coordenador do orçamento.

 

…NO GALINHEIRO: Para o presidente da Alesc, Silvio Dreveck, tá tudo bem.

 

AZEDOU: O clima pesou no PSD estadual com o veto ao nome de João Rodrigues na vice de Gelson Merisio por parte do governador. Rodrigues ameaça disputar a prévia com Colombo ao Senado.

 

TREM DA ALEGRIA: A Câmara de Papanduva aprovou sob protestos do povo a criação de sete cargos para acomodar cabos eleitorais do prefeito, segundo os contrários.

 

R$ 520 MIL: foi quanto a ex-presidente Dilma torrou em viagens somente neste ano a fim de divulgar o “golpe” pelo mundo. Como ex-presidente ela tem direito a ter suas viagens pagas pelo erário público mais sete assessores.

 

 

 

 

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