O lado obscuro do populismo

Quadro de Wassily Kandinsky, um estudo para a obra ‘Casas na Montanha’, de 1909. Foto: Divulgação

   “A pior pobreza é a de espírito” (Elmo)

 

Quase todas as ditaduras vigentes no planeta, algumas disfarçadas de repúblicas democráticas, têm como fundamento uma das ramificações das doutrinas do século XIX e início do século XX, na sua forma mais belicosa e cruel – o Populismo. Na América Latina tornou-se lugar comum em quase todas as nações, infestando a sociedade com ideias pouco aceitáveis que discriminam e dividem, sobremaneira, as nações. Países multiraciais como o Brasil, além dos problemas de desigualdades regionais, enfrentam discursos, propagandas, decisões absurdas e legislação que ferem o princípio constitucional que apregoa “a igualdade perante a lei”, estabelecendo tratamentos diferenciados aos cidadãos o que estabelece desintegração dos núcleos sociais, antes dispostos à aceitação do status quo. Atitudes propositais? Teorias da conspiração à parte, observa-se no decorrer desses últimos catorze anos um forte decréscimo no nível de solidariedade nacional e um retorno à hipótese do separatismo como solução para os inúmeros impasses nacionais.

Outro fato marcante, disseminado em todos os segmentos nacionais mostra que a MERITOCRACIA tem sido relegada a segundo plano, o que caracteriza o intenso esforço de governantes populistas em “aparelhar” ideologicamente as instituições, motivo de ruína, empobrecimento e corrupção motivados pelo menosprezo a padrões éticos eminentes tais como honestidade, transparência, idoneidade, responsabilidade e, principalmente, COMPETÊNCIA.

Mas, “para a felicidade geral da nação”, a população, que representa o gigante adormecido, diante de tantos descalabros, despertou, em sua maioria e qual levante extraordinário, sem politização das ações, saiu às ruas do país e empunhou a bandeira verde e amarela, clamando pelo seu lema positivista, “Ordem e Progresso”.

O restante dos fatos são consequências diretas e imediatas da Vox populi que cansou de tantas arbitrariedades e mazelas. A história oficial pode escrever e distorcer episódios marcantes, mas a história real, presente, pulsante, dinâmica está por aí; basta tocá-la, analisá-la, criticá-la, vivê-la – é límpida como a transformação, é sólida como o diamante, é ardente como a verdade, é fluente como a liberdade.   

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