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Mulher teria apanhado a pauladas de ex-namorado

Rosto da agredida mostra marcas da violência/Divulgação

Reviravolta em caso registrado no fim de semana explica porque delegado não prendeu acusado em flagrante

 

Um caso que gerou revolta na população de Canoinhas no fim de semana ganhou nova versão nesta terça-feira, 5. O delegado regional Rui Orestes Kuschnir, que não prendeu Iemerson Ferreira da Rocha, acusado de ter batido com um pedaço de madeira na suposta esposa, reafirmou que não se trata de caso de flagrante e que há muitas questões a serem esclarecidas.

 

 

Iemerson é, segundo o delegado, ex-namorado da agredida e estaria na casa dela e de seu marido na noite de quarta-feira, 29. Somente na quinta-feira, 30, ele mesmo, Iemerson, telefonou para a Polícia Militar relatando que estava hospedado na casa do casal que teria desparecido havia 24 horas. A PM foi até o local, momento em que a agredida e seu marido reapareceram. Os três foram encaminhados à Delegacia, onde a mulher e seu marido sustentavam que Iemerson a teria agredido. Iemerson, por sua vez, dizia que a agressão havia partido do marido da agredida. Os três não teriam deixado claro o que Iemerson fazia na casa da ex-namorada. “Eles nem disseram que o Iemerson era ex-namorado dela”, frisa o delegado.



 

 

Apesar de o rosto da mulher estar bastante machucado, laudo pericial atestou lesões corporais leves.

 

 

Kuschnir disse que um inquérito foi aberto para esclarecer o caso. As conclusões desse inquérito serão encaminhadas à Justiça. “Para enquadrar na Lei Maria da Penha (que pune com prisão maridos agressores) é preciso constatar o vínculo de afeto, o que no momento em que ouvimos os três não foi possível”, afirma o delegado.

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