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Invasores fizeram fogueira de livros em escola de Três Barras

Bandidos arrombaram armário para retirar livros didáticos que foram queimados/Edinei Wassoaski/JMais

Diretora diz que em dez anos nos quais trabalha na EEB Frei Menandro Kamps, é a primeira vez que vê tal destruição

 

A indignação com que muita gente recebeu a notícia de que um grupo de vândalos invadiu a Escola de Educação Básica Frei Menandro Kamps, de Três Barras, só aumenta em quem percorre a escola e vê o quanto teve de pura maldade no ato. Lâmpadas foram arrancadas só pelo prazer de quebrá-las no chão, tinta de carimbo foi usada para sujar as paredes e vidros foram quebrados sem nenhum fim aparente senão o de simplesmente destruir.

 

 

Choca ainda mais ver uma sala de aula da 1ª série do Ensino Fundamental que teve o armário arrombado, os livros didáticos foram levados para o ginásio de esportes da escola e uma fogueira foi feita, restando apenas cinzas do pequeno mundo de conhecimento que as obras abrigavam.

 

 

Teve mais: portas de banheiros foram arrombadas e tentaram quebrar um telhado de Eternit. Nem mesmo a placa que marcou a inauguração da mais nova ala da escola se salvou. O marco foi arrancado e ficou pendurado por um parafuso na parede. Um ventilador foi destruído depois de ter sido arrancado do local onde estava afixado na parede. Sete câmeras de videomonitoramento foram arrancadas ou prejudicadas. Um técnico tenta recuperar as imagens das câmeras eles não conseguiram quebrar.

 

 



IMPRESSIONANTE

A diretora da escola, Denise Regiane Bueno, conta que trabalha há dez anos na Menandro Kamps e que é comum, no recesso escolar, acontecerem atos de vandalismo na escola. “Mas não como neste ano”, lamenta.

 

 

Ela explica que hoje tem cerca de 800 alunos matriculados e que não acredita que um deles possa ter algum envolvimento com os atos de vandalismo. A Polícia Civil investiga o caso e acredita que o ataque possa ter partido de alguém não envolvido com o ambiente escolar.

 

 

O JMais apurou que em dias letivos é comum haver interferência de membros de quadrilhas que rondam a escola ameaçando os estudantes e até professores. Os índices de violência no distrito do São Cristóvão, onde está a escola, são alarmantes se pensarmos no tamanho da cidade que tem 19,1 mil habitantes. No ano passado, três moradores do distrito foram barbaramente assassinados. Mesmo número da cidade de Canoinhas inteira ao longo de 2017. Canoinhas tem 54,4 mil habitantes.

Fogueira feita com livros da 1ª série

 

vidros das portas que dão acesso ao colégio foram quebrados

Ventilador foi retirado e inutilizado

Situação deixada pelos vândalos em uma turma da 1ª série

Lâmpadas foram quebradas

Diretora mostra situação deixada em placa inaugural

Câmeras de videomonitoramento foram quebradas ou inutilizadas

 

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