Fim da ADR Canoinhas é pá de cal de Colombo na região

Coletiva na qual Pinho Moreira anunciou a desativação das 15 ADRs/Arquivo

Edinei Wassoaski analisa os reflexos da extinção das ADRs no fim do mandato de Raimundo Colombo                                                                                               

 

O  anúncio feito pelo governador em exercício da desativação de 15 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), incluindo a de Canoinhas, claro, tem as digitais de Raimundo Colombo (PSD). Pinho Moreira (MDB) não teria tido tempo de articular a ideia em três dias de governo. É a pá de cal que Colombo joga sobre a região de Canoinhas.

 

 


    Não que as ADRs sejam imprescindíveis para o desenvolvimento regional. Isso já ficou provado que não são, especialmente depois que Colombo promoveu o esvaziamento de suas funções. Ademais, estruturas como as de Saúde e Educação permanecem sem alterações. Para o povo isso pouco significa. O Estado pouco investiu na região nos últimos sete anos e assim vai continuar até o fim deste mandato.

 

 

    Ocorre que ao optar por desativar a ADR Canoinhas, Colombo e Pinho Moreira subordinam a região de Canoinhas, politicamente falando, mais uma vez, à Mafra. Lá, a ADR segue intacta e a burocracia pela qual primam as repartições públicas lá será centralizada. Significa dizer que as gerências de Educação e Saúde, por exemplo, terão de se reportar a Mafra para pedir desde abastecimento de papel higiênico até o conserto de uma porta ou a troca de uma lâmpada. Aumenta não só a burocracia, mas a notória dependência que Canoinhas já tem de Mafra.

 

 

    Curiosa a forma como se deu a desativação dessas ADRs. Colombo não o fez por temer retaliação de apaniguados na tentativa de voltar ao Senado? Ou, do ponto de vista de Pinho Moreira, a desativação demarca sua posição como governador de fato e não um mero líder de mandato tampão?

 

 

     É fato que aos ouvidos do povo em geral, soa bem ouvir que a desativação das ADRs vai render economia de R$ 45 milhões. Isso se converte em votos? Em aprovação?

 

 

     Certamente uma pesquisa logo deve apontar isso.

 

A PROPÓSITO: Aumentam as especulações de que Pinho Moreira possa ser o candidato do MDB ao Governo. A baixa taxa de intenção de votos em Mauro Mariani e o anúncio nesta semana de que Udo Döhler cogita renunciar ao mandato de prefeito de Joinville em abril, visando disputar o pleito de outubro, fez com que o sinal de alerta fosse aceso. Na avaliação de muitos emedebistas, Pinho seria o fiel da balança entre os dois que já demonstraram que não têm disposição para acertarem os ponteiros. Atitudes firmes e midiáticas à frente do Governo, como a da desativação das 15 ADRs, seriam pontos capazes de aumentar a popularidade de Pinho.

 

 

Vinicius de Moraes

A respeito de nota publicada neste espaço na edição passada, a Secretaria da Educação afirma que o CEI Vinicius de Moraes não é melhor. “Todas as unidades oferecem qualidade no atendimento às crianças. Pelos dados deste novo processo realizado on-line foi possível comprovar a carência de vagas na área central do município, pois o Vinicius recebe toda a demanda do Centro (tanto de quem mora na área central, quanto dos pais que trabalham no Centro), Alto das Palmeiras e Boa Vista.” Afirma, ainda que a Secretaria já estuda alternativas para criar mais vagas no Centro.

 

 

CARAVANA

A semana foi de peregrinação de prefeitos e vereadores a Brasília a fim de garantir recursos das emendas impositivas, que serão concluídas até semana que vem. Na foto, comitiva de Major Vieira: vereadores Antonio Almeida, Osni Novack, Diogo Sudoski, prefeito Orildo Severgnini  e Augustinho dos Santos no gabinete do deputado Mauro Mariani (C).

 

Fim de jogo

O secretário executivo regional Aloísio Salvatti (MDB) concedeu entrevista ao Fala Cidade, da 98FM, na segunda, 19, e colocou o cargo a disposição, quando questionado sobre a  pressão para troca de comando da agência. Conforme a coluna adiantou, havia forte pressão de uma ala do MDB canoinhense para assumir o comando. A pendenga ajudou a desativar a ADR. Na briga, não fica com ninguém.

 

 

Salvatti fez um balanço de sua gestão, descrevendo várias ações especialmente nas escolas e disse que seu maior desafio foi colocar os “nós cegos” para trabalhar. Não especificou quem seriam os tais “nós cegos”.

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NEOLIBERAL: Também em Brasília, acompanhado do prefeito Beto Passos (PSD) e do vereador Célio Galeski (PR), vice-prefeito de Canoinhas, Renato Pike (PR) não perdeu a oportunidade de tietar o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) , pré-candidato a presidente da República.

 

 

Super secretário

Prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti (PSDB), acaba de criar a Secretaria Municipal de Governo, Articulação e Desenvolvimento Sustentável. Na verdade, pelas atribuições da pasta, o titular seria uma espécie de assessor do prefeito, capaz de representá-lo em eventos até articular sua relação com o Legislativo, passando por atender telefonemas e monitorar o email de Alberti. Tem ainda a missão de coordenar as relações do prefeito com os governos federal e estadual.

 

 

 RÁPIDAS

MÍDIA: A assessoria jurídica da prefeitura de Canoinhas informa que não houve dispensa de licitação para emissoras de rádio. Credenciamento, segundo a assessoria, também é processo licitatório.

 

38: profissionais da Saúde do Município de Canoinhas passam a receber o adicional de insalubridade de 20% sobre o salário base a partir deste ano.

 

2,07%: foi a reposição salarial autorizada pela Câmara de Bela Vista do Toldo aos servidores municipais.

 

R$ 21,4 MIL: além do teto do funcionalismo foi quanto o ex-juiz de Canoinhas, Márcio Fontes auferiu em 2017. Hoje ele é conselheiro do Conselho Nacional de Justiça. Salário de R$ 55,1 mil.

 

LICENÇA:  José Gilvane Machado assumiu a suplência de Cirineu Iarrocheski na Câmara de Bela Vista do Toldo.

 

ARTICULAÇÃO: Integrantes do Partido Novo se reuniram esta semana em Canoinhas.

 

15%: dos professores que ensinam Inglês na rede pública dominam a língua, estima o MEC.

 

O TÉCNICO: Profissional de carreira, o ex-secretário da Fazenda de SC, Renato Lacerda, disse que se o Estado destinar 14% para a Saúde, terá de cortar em outras áreas.

 

PERGUNTA PERTINENTE:

  Alguém sentirá falta da ADR Canoinhas?

 

 

 

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