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Fesmate no tribunal do Facebook

Abertura da festa/Priscila Noernberg/Divulgação

Edinei Wassoaski escreve sobre quem lucra e quem perde com a festa canoinhense                            

 

Notícia veiculada pelo JMais gerou uma série de comentários raivosos sobre o que representa a Fesmate para Canoinhas.  A notícia dizia respeito à liberação de R$ 100 mil pelo Governo do Estado via Secretaria de Turismo para custear a festa. “Poderia ser para a saúde esses R$ 100 mil”, tascou internauta. “Deveriam ter vergonha. Por que não fazem festas autossustentáveis?”, questiona outra internauta.

 

      Pois bem, bancando o advogado do Diabo, a coluna foi tentar entender quanto custa, quem paga a conta e a ressonância de uma festa deste alcance.

 

     Os R$ 100 mil, que suscitaram os comentários, não podem ir para a saúde porque trata-se de verba carimbada, precisa ser investida em turismo. É injusto? Pode ser, mas é como funciona a engrenagem estatal. O Município empatou mais R$ 30 mil de contrapartida e os R$ 130 mil foram para a Spinelli, empresa que ganhou o processo licitatório para organizar a festa. Fora mais R$ 40 mil para melhorar a infraestrutura do Parque de Exposições, o Município só entrou com força de trabalho. Desse valor, frise-se, boa parte foi para custear o casamento coletivo de 100 casais.

 

    Pois bem, o acerto dos shows nacionais e regionais, stands, barracas de petiscos, restaurante, enfim, todas as atrações foram acertadas pela Spinelli e ficaram sob sua responsabilidade. O custo total da festa foi orçado em R$ 1 milhão, mas embora a Spinelli não revele, deu lucro.

 

    A Spinelli levou, inclusive, a bilheteria do parque. O público, no entanto, não atendeu a expectativa e o que mais se via eram comerciantes frustrados no fim da festa, especialmente quem estava vendendo no varejo nas famosas barracas. Culpa não só da falta de público, mas do alto preço dos petiscos.

 

     O estacionamento, a R$ 20 (R$ 10 no último dia), também foi terceirizado. Dos dois casos vieram as maiores reclamações – comida e estacionamento caros. A solução, então, seria o Município assumir e não cobrar?

 

    E se furtam um carro do estacionamento? Todos, ou seja, o erário público, pagam? E comida barata, como faz? O Município deve montar uma cozinha industrial para tanto?

 

     São perguntas de resposta óbvia: o Município não tem estrutura para tanto e se for criar o custo será maior que a terceirização. Regular preços? Deus sabe o que pode aparecer.

 

      Resta apelar para o bom senso de quem assume o serviço. No caso dos comerciantes, o consumidor optou pelo mais simples: não comprou e deu uma lição em quem superestimou os preços. Assim como a cobrança de entrada no parque espantou muita gente. Todos que vendiam algo dentro do parque lucrariam mais se não tivesse cobrança de ingresso.

 

     O modelo de terceirização, de todos já tentados para a Fesmate, ainda é o melhor. Precisa, evidentemente, de pequenos ajustes.

 

A PROPÓSITO: Os ervateiros rechaçaram a ideia de extinguir o nome Fesmate e encampar o nome Expocanoinhas logo agora que o mercado ervateiro vem se expandindo com a popularização do chá mate. Foram raros os stands onde não se via cuia de chimarrão no pavilhão de exposições.

 

 

“Terceirizar para que não se tenha lucro nem prejuízo”

do vice-prefeito Renato Pike (PR), confirmando a Fesmate 2018 no mesmo modelo utilizado neste ano. Para o vice-prefeito o balanço da festa é positivo

 

 

PONTO ALTO

Prefeito e vice-prefeito, Beto Passos (PSD) e Renato Pike (PR), foram a um dos pontos mais altos da cidade para parabenizar Canoinhas por seus 106 anos de emancipação político-administrativa. A propósito, a data foi lembrada pelo apresentador do Bom Dia Brasil, da TV Globo, Chico Pinheiro, no final do telejornal. Pinheiro mandou parabéns aos canoinhenses.

 

 

Pedágio partidário

O clima ficou tenso dentro do PR há poucas semanas quando a direção do partido quis saber quem pagaria a contribuição partidária pelos mandatos de Célio Galeski e Gil Baiano, hoje ocupados pelos suplentes Ivan Karuncho e Chico Mineiro, respectivamente. Galeski e Baiano entenderam que quem está no cargo é que deveria pagar. Karuncho e Mineiro discordaram.  Mediante ameaça de que os titulares assumiriam, os suplentes toparam pagar, claro que contrariados.

 

 

A PROPÓSITO: Num passado não tão distante, teve suplente que sofreu mais nas mãos do titular. O determinado titular inovou e criou sua própria taxa particular. Para garantir que receberia, obrigou o suplente fazer um empréstimo bancário. “Em vez de pagar pra mim paga para o banco”, resumiu o esperto.



 

 

OPS: A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) se atrapalhou ao homenagear Mafra pelo seu primeiro centenário. A foto mostra o Palácio Nacional de Mafra, cidade… portuguesa. Assim que perceberam a gafe, a postagem  desapareceu das redes sociais da Alesc, mas, claro, sempre tem alguém para salvar antes.

 

 

 

 

 

 

Na corda bamba

O fato de Célio Galeski (PR) ter desistido, aparentemente, de disputar a pasta da Saúde, não significa que a atual titular, Alexandra Iglikowski, esteja a salvo no cargo. Há pressão dentro do PR para que alguém de origem política assuma a função.

O curioso é que ninguém questiona a capacidade de Alexandra, querem mesmo é fazer valer a “autoridade” de quem é bom de voto, ou de pedir votos. Até outubro a direção do PR promete responder os famintos por cargos.

 

RÁPIDAS

MAIS UM: vice-prefeito Renato Pike (PR) já se coloca como pré-candidato a deputado estadual em 2018.

 

PASSE …: o edital para contratação da empresa que vai explorar o estacionamento rotativo em Canoinhas sai ainda este mês.

 

… LIVRE: a cobrança, no entanto, não volta antes de outubro.

 

10,5 MIL: é a média de processos nas mãos de cada um dos 496 juízes catarinenses.

 

1.860: casos foram julgados, em média, por juiz, em 2016.

 

78,8%: das ações que tramitaram no último ano não tiveram desfecho.

 

ILUSTRE: Geddel Vieira Lima foi homenageado com a Medalha Anita Garibaldi pela Assembleia Legislativa em 2010. Agora segue preso depois dos emblemáticos R$ 51 milhões encontrados no apartamento do amigo.

 

VERGONHA: deputado estadual João Amin protocolou projeto desfazendo a homenagem.

 

13 HOSPITAIS: é o que daria para manter por dois meses e meio com o dinheiro pago por medicamentos caros a 23 mil catarinenses via decisão judicial. Só neste ano foram gastos R$ 220 milhões.

 

 

PERGUNTA PERTINENTE:

Com vagas lotadas no centro, alguém mais tem saudades do estacionamento rotativo?

 

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