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Ex-vice prefeito chama deputado de “traidor” em Canoinhas

Edinei Wassoaski/JMais

Acusação aconteceu durante coletiva com a imprensa neste sábado                                                                             

 

Era para ser uma reunião de fortalecimento do PMDB na região de Canoinhas a coletiva marcada para a manhã deste sábado, 13, no SC Plaza Hotel, em Canoinhas. O que se viu, no entanto, foi um elefante na sala que deixou a alta cúpula do partido em Santa Catarina constrangida.

 

Enquanto o deputado estadual Antonio Aguiar (PMDB) falava sobre a rodovia SC-477 e a liberação de recursos por parte do Governo do Estado para melhoria da via, o ex-vice-prefeito Wilson Pereira (PMDB) gritou a palavra “traidor” da plateia. Aguiar fez que não entendeu e questionou Pereira, quando o presidente municipal do partido, Décio Damaso, botou panos quentes pedindo que os integrantes da imprensa prosseguissem com as perguntas.

 

A imprensa, por sua vez, botou ainda mais lenha na fogueira. O repórter José Rossi Jr questionou Aguiar sobre seu apoio a Mauro Mariani, que preside o PMDB e liderou a reunião, caso ele seja confirmado como candidato a governador de Santa Catarina. Aguiar disse que vai apoiar o candidato do partido, que pode ser Mariani, Udo Döhler (prefeito de Joinville), Dario Berger (senador) ou Pinho Moreira (vice-governador). Rossi insistiu na pergunta lembrando que na eleição municipal Aguiar teria ficado “em cima do muro”, ao que Aguiar respondeu que não pediu votos para ninguém assim como ninguém o apoiou na eleição passada para deputado. Pereira continuou falando alto críticas a Aguiar enquanto o deputado se pronunciava.

 

Na sequência, o JMais quis saber que lições o PMDB municipal tira da derrota do ano passado. Foi a vez do ex-prefeito Beto Faria falar, ressaltando que o diretório municipal prestou apoio a Aguiar na última eleição para deputado.

 

Mariani disse que vê a derrota com naturalidade a medida que o povo quer mudança.

 

Aguiar discursa em frente à faixa que pede sua saída do partido/Divulgação

MAIS TENSÃO

Encerrada a coletiva, os integrantes do partido foram para uma reunião interna no diretório municipal do PMDB. Com a maioria dos participantes pró-Pereira, Aguiar foi para a reunião depois de convocar militantes do partido simpáticos a ele. Houve discussão entre militantes e tentativa da ala pró-Pereira de não deixar integrantes da ala contrária entrarem no diretório.

 

Pereira continuava exaltado e xingando Aguiar, que se mostrou impassível. Os militantes pró-Pereira atuaram para acalmar o ex-vice-prefeito.

 

Aguiar não se manifestou sobre as acusações no diretório. Depois acusou Mariani de ter mandado Pereira difamá-lo.

 

COLETIVA

Dominada pela retórica do presidente estadual do PMDB, Mauro Mariani, a entrevista coletiva teve uma rápida participação do deputado federal Celso Maldaner e de seu irmão, o senador Cassildo Maldaner. Ainda participaram da entrevista, mas sem responder a nenhuma pergunta, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Carlos Chiodini e o coordenador regional do PMDB, Hilário Damaso da Silveira, além do ex-governador Paulo Afonso.

 

Mariani fez uma fala abordando os principais problemas do Congresso Nacional no momento, frisando o que chamou de “nova relação” da população com a política. “Desde a redemocratização temos as mesmas pessoas dominando a política brasileira. Os nomes que gravitam o poder não passam de vinte. Essa turma não larga o poder. Caem pelas tabelas, mas não se entregam. Falo de todos os partidos, e do nosso, inclusive”.

 

Questionado se dentro do PMDB não seria Döhler a novidade, ele disse que por ser um partido de grandes nomes, o PMDB comporta uma convenção para escolher o nome mais adequado para a disputa estadual. Por isso, não vê problema em bater chapa com o prefeito de Joinville.

 

Mariani lamentou o que chamou de “oportunidade perdida” pelo presidente Michel Temer de aprovar a Reforma da Previdência e disse ver poucas chances de o texto passar pelo Congresso. Para ele, a falta de informação e a complexidade da reforma proposta prejudicaram sua aprovação. “Os equívocos dificultam o processo”, afirma.

 

Celso Maldaner falou pouco, mas demarcou opinião ao afirmar que Mariani será o próximo governador de SC.

 

O “15 em Movimento” pretende percorrer todas as 36 regionais catarinenses até setembro.

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