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Esposas de presos protestam contra condições da UPA

Biluka

Juíza Gisele Ribeiro respondeu às reivindicações das manifestantes                                                             

 

Um grupo de pelo menos 30 mulheres protestou na tarde desta segunda-feira, 10, em frente ao Fórum da comarca de Canoinhas contra condições que consideram irregulares na Unidade Prisional Avançada (UPA) da cidade. De acordo com as manifestantes, o manifesto busca melhorias no sistema prisional de toda Santa Catarina, já que manifestos semelhantes ocorreram por todo o Estado.

 

Das reivindicações feitas pelas mulheres está pedido de luz e água 24 horas na UPA, atendimento jurídico, qualidade da alimentação, questões ligadas à remissão de pena, transferência dos condenados do regime semiaberto para unidades adequadas, banheiro no pátio para visitantes, médico, dentista, uniforme adequado e trabalho para os presos do regime fechado.

 

Segundo a juíza criminal Gisele Ribeiro, em entrevista ao JMais, boa parte das reivindicações podem ser atendidas. Ela informou que foram debatidos alguns pontos perfeitamente possíveis de serem atendidos. “Outras questões dependem do diálogo”, frisou. Ela citou o atendimento médico e odontológico como já requisitado e que o Conselho da Comunidade deve tratar da substituição do uniforme dos detentos.

 

Sobre os detidos do regime semiaberto, a juíza disse que é uma questão bastante tormentosa. “O sistema carcerário em geral tem número excessivo de apenados. Estamos sempre em tratativas para verificar o que é possível fazer”, afirmou.

 

Hoje a UPA de Canoinhas abriga 146 detentos. Sua capacidade, no entanto é para 70 detentos.

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