Enquete JMais: José Clever é o canoinhense do ano

José Clever Pereira Gomes tinha 42 anos/Rodrigo MeloArquivo

Fundador da ACD, José Clever Pereira Gomes nos deixou neste ano                                                              

 

José Clever Pereira Gomes foi eleito o canoinhense do ano em enquete realizada pelo JMais na última semana do ano.

Foram 4.740 votos pelo site. Destes, 43% para Clever, que obteve no total, 2.308 votos. O segundo colocado foi o estudante André Rossano Cordeiro, com 2.008 votos (42% do total).

Em terceiro lugar ficou outro estudante, Bruno Marques dos Santos, com 7% dos votos (309 no total).

Em seguida vêm a professora Eliane Vieira Moraes (111 votos), o prefeito eleito Beto Passos (102 votos), e Francieli Woitexem (74 votos), famosa pelos pastéis de farofa.

 

SAIBA MAIS SOBRE OS OUTROS CANDIDATOS

 

O CANOINHENSE

José Clever Pereira Gomes era presidente da Associação Canoinhense dos Deficientes (ACD) e morreu neste ano aos 42 anos depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico no Hospital Santa Cruz, de Canoinhas. Clever lutava há mais de 15 anos contra uma doença degenerativa, era deficiente visual e cadeirante.

Um dos fundadores da ACD, Clever se tornou conhecido estadualmente por lutar pelos direitos dos deficientes físicos. Recentemente, a ACD passou a usar a nomenclatura Associação Catarinense de Deficientes. Desde 2004, ele fazia parte do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comde).

Clever deixou esposa e uma filha de 15 anos.

Grisele Morantt, viúva de Clever, comemorou o resultado da enquete, mas lembrou que Clever não deve ser reconhecido apenas como uma pessoa que lutou contra suas limitações físicas. “Ele dedicou sua vida em busca dos direitos das pessoas com deficiência de Canoinhas e região, fundou a Associação Catarinense de Deficientes e trabalhou nela até seu último dia de vida”, ressaltou.

No Hospital, Clever não deixou de atender o celular para ouvir os problemas de pessoas que necessitavam de sua ajuda. Seu estado era crítico, mas aos que reclamavam de ele atender o telefone, ele dizia: “Pode ser alguém que precisa muito de ajuda.”

Clever era cego e ficou cadeirante devido a uma artrite reumatoide. “Ele tinha insuficiência renal crônica, mas isso jamais foi motivo para que ele ficasse triste, seu sorriso era sua marca registrada, sempre pronto para ajudar”, recorda Grisele.

Palestrante espírita, prestigiou várias cidades de Santa Catarina com suas palavras. “Sempre demonstrou alegria em viver nesta terra tão amada por ele, nunca reclamou de suas limitações pois o que movia meu amado marido não eram suas pernas, nem sua cadeira de rodas, mas a imensa vontade de fazer a diferença com amor e dedicação, auxiliando cada um que batia à sua porta”, recorda Grisele.

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