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Encontrado primeiro foco do mosquito da dengue em Canoinhas neste ano

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O foco, identificado na quarta-feira, 9, é o 16º registrado em Canoinhas em 10 anos – sendo os últimos notificados em 2015. Segundo o Município, as ações para controlar a proliferação do vetor no local foram iniciadas ainda na quarta                  

 

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta sexta-feira, 11, o encontro do primeiro foco do ano de 2018 do mosquito Aedes aegypti em Canoinhas. As larvas foram encontradas no Campo d’Água Verde em uma armadilha monitorada pelo Programa de Controle e Combate ao Aedes aegypti, de acordo com a coordenadora do programa, a bióloga Cristina Brandes Grosskopf.

 

 

 

O foco, identificado na quarta-feira, 9, é o 16º registrado em Canoinhas em 10 anos – sendo os últimos notificados em 2015. Segundo Cristina, as ações para controlar a proliferação do vetor no local foram iniciadas ainda na quarta. “A delimitação do foco, nome dado à ação inicial a partir do encontro de larvas do vetor, é feita com a abertura de um raio de 300 metros a partir do local e todos os imóveis desses quarteirões são visitados pelos Agentes Comunitários de Endemias (ACEs), que farão buscas ativas por depósitos que acumulem água, que por sua vez podem se tornar potenciais criadouros do mosquito”, explica Cristina.

 

 

A secretária de Saúde de Canoinhas, Zenici Dreher, lembra que o combate ao mosquito é responsabilidade de todos os cidadãos. Nem mesmo as temperaturas baixas ou mais amenas são capazes de fazer com que a população dos mosquitos diminua, pois eles já se adaptaram ao clima e se tornaram resistentes ao frio. Na área urbana há mais disponibilidade de abrigos para os mosquitos.

 

 

FAÇA SEU PAPEL

A população pode contribuir para evitar a proliferação do mosquito seguindo as seguintes orientações da bióloga:

• evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

• guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

• mantenha as lixeiras tampadas;

• deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

• plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

• trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

• mantenha ralos fechados e desentupidos;

• lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

• retire a água acumulada em lajes;

• dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

• mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

• evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

• denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para o Programa de Controle e Combate ao Aedes aegypti, pelo telefone 3622-8416.

• caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

 

 

 

LARVAS ENCONTRADAS

Todas as larvas encontradas em Canoinhas são coletadas e encaminhadas para o laboratório de entomologia do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, para que os técnicos façam a identificação do material. “Identificado o foco, passamos a orientar a população dessa área sobre a maneira correta de eliminar os depósitos, medidas de prevenção contra o mosquito, sinais e sintomas da dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti”, explica.

 

 

DENGUE

A dengue é uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegyptiinfectado.

 

 

 

SINAIS E SINTOMAS

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

 

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

 

 

O termo “dengue hemorrágica” deixou de ser empregado em 2014, quando o Brasil passou a utilizar a nova classificação da doença, que leva em consideração que a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Para efeitos clínicos e epidemiológicos, considera-se a seguinte classificação: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.

 

 

 

QUADROS GRAVES

Os quadros graves apresentam os seguintes sintomas: sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes podem, ainda, apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

 

 

O choque ocorre quando um volume crítico de plasma (parte líquida do sangue) é perdido através do extravasamento nos vasos sanguíneos, ele se caracteriza por pulso rápido e fraco, diminuição da pressão de pulso, extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. Ele é de curta duração e pode, após terapia apropriada, evoluir para uma recuperação rápida; mas, pode também avançar para o óbito, num período de 12 a 24 horas.

 

Qualquer pessoa pode desenvolver formas graves de dengue já na primeira infecção, apesar de isso ocorrer com maior frequência entre a 2ª ou 3ª infecção, devido à resposta imune individual. No entanto, crianças, gestantes e idosos têm maior risco de apresentar quadros graves de dengue, além de pessoas em situações especiais (portadores de hipertensão arterial, diabetes mellitus, asma brônquica, alergias, doenças hematológicas ou renais crônicas, doença grave do sistema cardiovascular, doença ácido-péptica ou doença autoimune).

 

 

Na presença de sinais de alarme, o paciente deve se dirigir imediatamente ao serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve retornar.Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, numa cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados.

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