Em Canoinhas, Amin confirma pré-candidatura ao Governo

Edinei Wassoaski/JMais

Ex-governador se reuniu com correligionários do Progressistas nesta sexta-feira, 7                         

 

Confirmado

Ex-governador de Santa Catarina e atual deputado federal, Esperidião Amin (Progressistas) foi recebido pela militância na sexta-feira, 7, em evento realizado no Restaurante Laffayette, em Canoinhas. Garantiu que é pré-candidato ao Governo, mas admitiu que das conversações com outras siglas, especialmente com o PSD, pode sair outro candidato. A entrevista completa será publicada nesta semana no JMais TV.

 

 


Amin desponta como favorito na  pesquisa mais recente divulgada no mês passado. Efeito óbvio do amplo conhecimento que tem com o eleitorado brasileiro. Na eleição de 2010, sua esposa, Angela Amin, aparecia com 40% das intenções de voto antes do início da campanha. Acabou perdendo feio para Raimundo Colombo (PSD), que emplacou 52% dos votos, ante 24% de Angela. Escrevo isso para mostrar o quanto as pesquisas em período de pré-campanha são muito mais um retrato da memória eleitoral do pesquisado do que retrato de favoritismo. Findas as coligações, quando a campanha começar, é que podemos dar maior confiabilidade às pesquisas. Isso tem um prazo: 15 de agosto.

 

 

Dessa forma, as próximas semanas serão de intensas negociações partidárias. Amin, ao que parece, está colocando o nome no mercado a fim de dar peso decisório ao Progressistas. Evidente, no entanto, que numa provável coligação com o PSD de Gelson Merisio, Amin carrega muito mais força política. Merisio, no entanto, tem 108 prefeitos do Estado a seu favor, são cabos eleitorais importantíssimos e decisivos em uma campanha.

 

 

Volto a repetir, com o fim da polialiança que elegeu Luis Henrique (MDB) e Colombo em quatro eleições, a sorte está lançada.

 

 

Constrangimento

Ex-prefeito de Três Barras, Elói Quege (Progressistas) ficou constrangido e certamente irritado com a presença de seu arqui-inimigo, Luis Shimoguiri (PSD), atual prefeito de Três Barras, no encontro do partido na sexta-feira, 6, em Canoinhas. Sua irritação aumentou ainda mais quando Shimoguiri foi chamado a compor a mesa de autoridades, aclamado pela plateia e descrito como um prefeito exemplar pelo locutor.



 

Shimoguiri sempre foi Progressista (antigo PP) e só deixou o partido porque o diretório municipal optou por Quege na disputa pela eleição passada. Sem alternativa, Shimoguiri ingressou no PR, partido pelo qual foi eleito. O Progressistas, que apostou errado em Quege, agora corre atrás do prejuízo.

 

 

 

Saliba preocupado

O prefeito de Papanduva, Luis Henrique Saliba (Progressistas) se mostrou preocupado com o grande tráfego de veículos pela avenida principal da cidade com a conclusão do trecho de Papanduva a Doutor Pedrinho da SC-477. Durante a inauguração, na quinta-feira, 5, pediu ao Governo do Estado que reestruture a avenida a fim de comportar o grande contingente de veículos. A rodovia vai encurtar em 100km a distância do Planalto Norte ao litoral.

 

“Contaram o milagre, mas se esqueceram do santo… e o santo é este deputado que vos fala”

do deputado estadual Antonio Aguiar (PSD), durante inauguração da SC-477, em Papanduva, chamando para si o crédito de ter sugerido o nome do ex-prefeito de Papanduva, Natanael Ribas, ao trecho inaugurado da rodovia. Natanael foi sequestrado e brutalmente assassinado em 2007

 

Falando em milagre

Cresceu a expectativa dos moradores da região de que o Governo do Estado de fato revitalize o trecho da SC-477 que liga Canoinhas à BR-116. Desta vez a promessa é de R$ 42 milhões vindos do naufragado Fundam 2, agora convertido em outro programa. O Badesc, no entanto, analisa com muito cuidado o pedido de empréstimo de R$ 700 milhões feitos pelo Estado. Sairia deste valor os R$ 42 milhões para recuperação da rodovia.

 

Hoje, o governo admite déficit de R$ 1 bilhão. Diz, ainda, que vai mandar para a Assembleia o orçamento do ano que vem com déficit de R$ 3 bilhões. O Badesc questiona: como garantir que o Governo vai honrar a dívida de R$ 700 milhões com o banco se já acumula uma dívida de R$ 4 bilhões?

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