Eleição de domingo cacifa Norma, Pike e Leoberto para 2020

Os três testaram seu nome para a disputa pela prefeitura de Canoinhas

 

 

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A eleição deste ano nem foi concluída, mas já tem muita gente de olho em 2020. É o caso de Norma Pereira (PSDB), Leoberto Weinert (MDB) e Renato Pike (PR). Os três foram candidatos a Câmara Federal (Norma) e Assembleia Legislativa (Pike e Leoberto). Conseguiram ótimas votações e se cacifaram para a disputa em 2020. Não querem menos que a prefeitura.


 

 

O que fala com mais cuidado sobre a questão é Pike, que recebeu apoio irrestrito do prefeito Beto Passos (PSD) na sua tentativa de emplacar a Assembleia, mas a conversa de alternar o poder partiu dos dois quando ainda em campanha em 2016.

 

 

Norma foi a que deixou mais claro: quer ser prefeita em 2020. Leoberto disse que se não fosse eleito para a Assembleia, cogitaria disputar a prefeitura pela quarta vez.

 

 

Se o quadro se confirmar, podemos ter três candidatos fortes na disputa pela prefeitura de Canoinhas, com a possibilidade de Norma esquecer que Leoberto a trocou por Chiodini (MDB) em termos de apoio político e aceitando formar uma coligação com o emedebista. A conferir.

 

 

O PREÇO A SE PAGAR

A vontade de 23,5% do eleitorado canoinhense de pulverizar votos entre candidatos de fora ou simplesmente anular o voto vai ter seu preço. Se muitos reclamavam de Antonio Aguiar (MDB), agora não tem um alvo. Aguiar não será mais deputado a partir de janeiro e de Porto União a São Bento do Sul, o Planalto Norte não terá representante.

 

 

O eleitor pode até ter protestado contra quem se apresentava como candidato de Canoinhas, mas tínhamos três candidatos de posições e correntes políticas diferentes. O eleitor indeciso poderia escolher um que se aproximasse mais de suas ideias.

 

 

Para quem votou para candidatos paraquedistas, boa sorte em convencê-los a olhar por Canoinhas tanto quanto olharão por seus territórios eleitorais.

 

 

PIOR QUE SE IMAGINAVA

Essa eleição conseguiu ser a mais catastrófica dos últimos 20 anos para o Planalto Norte. Nem o atual presidente da Alesc, Silvio Dreveck (PP), de São Bento do Sul, conseguiu se reeleger. Não que ele tivesse feito alguma coisa por Canoinhas, mas seria um consolo diante do cenário de terra arrasada que se tornou a região em termos de força política.

 



 

Pior é imaginar quais as chances de a região ter seus pleitos atendidos no caso de vitória para Gelson Merisio (PSD) ou Comandante Moisés (PSL). Nenhum dos dois têm compromisso com a região. No máximo Merisio pode atender um pleito ou outro do prefeito Beto Passos (PSD) em respeito ao partido, mas nada muito significativo.

 

 

 

A ORIGEM DE TUDO

O Congresso Nacional é, sem dúvida, o pomo da discórdia que levou o eleitor a rejeitar “tudo que está aí”. O eleitor respondeu a orgia de mordomias e roubalheira com renovação histórica de 68,75% entre os 16 nomes que representarão SC. Como dá pra ver nesses gráficos publicados pelo jornal Diário Catarinense de hoje, a bancada se diversificou de tal modo ao ponto de o líder ser o nanico PSL, desbancando o poderoso MDB.

 

 

UM CONSOLO

Se serve de consolo para Canoinhas, a eleição de Jorginho Melo (PR) é positiva para a cidade. Melo foi o deputado federal que mais recursos destinou para Canoinhas na última legislatura. É amigo de Renato Pike, que já disse que vai cobrar empenho da parte do senador eleito com Canoinhas.

 

Já Esperidião Amin (PP), o outro senador eleito, deve continuar mandando Canoinhas encontrar sua vocação (o que faz há mais de 30 anos). Amin, por sinal, elegeu a esposa, Angela, como deputada federal, e reelegeu o filho, João (aquele mesmo que saiu de licença da Alesc para surfar na Tailândia), como deputado estadual.

 

 

Raimundo Colombo (PSD), por sua vez, eleito com maioria dos votos aqui em Canoinhas na última eleição, pagou o preço pela miopia em relação a região. Aliás, o recado do eleitor catarinense em geral é de que sua última gestão foi mal avaliada.

 

 

ALESC

A onda Jair Bolsonaro passou também pela Assembleia de Santa Catarina. O PSL conquistou seis cadeiras, incluindo a do recordista de votos, Ricardo Alba, que recebeu 62.762 votos. Tirou mais cadeiras do PSD, que passa de nove para cinco deputados. O MDB continua líder, mas com uma cadeira a menos. Veja no gráfico do Diário Catarinense.

 

 

 

 

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