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Dive reforça importância do diagnóstico precoce da tuberculose

Cerca de  1.159 casos foram confirmados como tuberculose pulmonar  em 2016 no Brasil                                                               

 

 

 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) reforça o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para a cura da tuberculose. O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde e tem duração de, no mínimo, seis meses, sendo necessário tomar diariamente o medicamento.

 

 

Em 2016 foram notificados 58.601 casos no país. Em Santa Catarina, os registros indicam que naquele ano foram notificados 1.585 casos novos de tuberculose, sendo que 1.046 pessoas foram curadas com o tratamento adequado. Do total de casos, 1.159 foram confirmados como tuberculose pulmonar.

 

 

O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que o Brasil possui um terço (33%) de toda a carga de tuberculose das Américas, estando no grupo de países responsáveis por 44% do total de casos no mundo e cerca de 34% dos casos de coinfecção com HIV.

 

 

“É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que a doença está curada”, alerta Eduardo Macário, diretor da Dive. A falta de adesão ao uso dos medicamentos, o abandono ou o uso irregular deles podem ocasionar a resistência dos bacilos, o que complica o quadro clínico e demanda tratamento por um maior período de tempo (18 a 24 meses).

 



 

TURBECULOSE X HIV

Outro importante alerta é para a coinfecção Tuberculose – HIV/AIDS. No Brasil, cerca de 10% a 12% das pessoas doentes com tuberculose são também infectadas pelo HIV. Isso se deve a falhas na imunidade celular acarretadas pelo vírus, as quais reduzem a capacidade de o organismo combater e controlar a infecção da tuberculose.

 

 

Em muitos casos, o diagnóstico de tuberculose conduz o indivíduo ao teste do HIV, já que todas as pessoas em tratamento da doença devem realizar o exame para verificar a presença do vírus no organismo, independentemente da idade ou do sexo. Da mesma forma, pessoas infectadas pelo HIV devem ser continuamente monitoradas para a infecção por tuberculose e ficarem atentas aos sintomas frequentes. A tuberculose tem cura, por isso o tratamento tem data para terminar. Já o tratamento do HIV é previsto para toda a vida.

 

 

TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosae) que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outras partes do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). A transmissão é aérea, não ocorrendo contágio por compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

 

 

Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam partículas no ar. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de infecção. Para prevenir a tuberculose é importante vacinar crianças menores de quatro anos de idade com a vacina BCG, tratar pessoas infectadas com maior risco de adoecer e efetuar medidas de controle de infecção.

 

 

Em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma é a tosse (por três semanas ou mais), associada ou não à febre (especialmente à tarde), além de suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento. Em crianças menores de dez anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica. Também são comuns sintomas como irritabilidade, tosse, falta de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Na presença dos sinais e sintomas descritos é importante procurar um serviço de saúde para avaliação.

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