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Direção do IFSC expõe dificuldades no transportes de alunos

Juliete e Maria Bertilia/Dayane Wolf/Divulgação

IFSC Canoinhas já formou 1.043 estudantes através de cursos de qualificação profissional e 823 por meio do Pronatec

 

Nesta segunda-feira, 15, estiveram na Câmara de Vereadores de Canoinhas Maria Bertilia Giacomelli, diretora do campus Canoinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), e Juliete Linkowaski, diretora de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Elas contaram como se dá o funcionamento e discorreram sobre diversos assuntos ligados à instituição, mas chamaram a atenção, primordialmente, para a mudança no ingresso, que não ocorrerá mais por meio de vestibular. A partir deste ano, os estudantes que quiserem disputar uma vaga terão que prestar a prova do Enem, cujas inscrições terminam na sexta-feira, 19.

 

Agradecendo o convite feito pela vereadora Zenici Dreher (PR), Maria Bertilia aproveitou a oportunidade para reiterar conversa mantida anteriormente com o presidente da Casa, Wilmar Sudoski (PSD), quando ficou combinada a realização de uma sessão itinerante no Instituto, como forma de detalhar a atuação.

 

A instituição, segundo Maria Bertilia, atua nos eixos de recursos naturais, de produção alimentícia, de infraestrutura, de comunicação e de informação, com a colaboração de 51 docentes (mestres, doutores e pós-doutores) e 35 administrativos (mestres e doutores). “Isso quer dizer que nossa atuação vai desde o ensino médio até a pós-graduação”, explicou. A diretora do campus citou os cursos existentes – todos gratuitos – e a abertura, no ano de 2019, da graduação em Agronomia.



 

A implantação da novidade, de acordo com Juliete, ocorrerá facilmente, pois como o Instituto já atua neste eixo, “já temos parte dos recursos.” A oferta de cursos, aliás, segundo ela, ocorre devido à demanda da comunidade, através de pesquisa pública. Juliete explicou que o intuito é ofertar cursos que vão ao encontro dos recursos de que dispomos na região, como é o caso da agronomia.

 

Porém, as servidoras demonstraram preocupação e pediram amparo dos vereadores para tentar reverter um cenário que tem afligido os estudantes: a dificuldade de transporte até o IFSC. “É muito triste quando ouvimos o aluno falar que está gostando do curso, que está tendo a oportunidade de ter um curso superior gratuito, de qualidade, mas precisa desistir porque não tem transporte”, lastimou Juliete. Ela contou que a instituição conta com o Programa de Assistência Estudantil, mas, visto o aumento do número de alunos e a redução dos custos, ele já não está mais suprindo toda a necessidade. “Precisamos unir esforços e pensar em projetos para criar essas políticas de incentivo ao transporte na nossa região”, destacou.

 

Além destas explanações, as diretoras ainda fizeram questão de realizar uma prestação de contas à comunidade. De acordo com elas, o IFSC formou 1.043 estudantes através de cursos de qualificação profissional e 823 por meio do Pronatec. Citaram também que, assim como outras organizações, o Instituto Federal de Santa Catarina passou por cortes de orçamento. “Aumentamos de 400 para 900 alunos de 2011 para 2016, no entanto, o recurso diminuiu”, relatou Juliete. Maria Bertilia detalhou: o montante, que chegava a R$ 2,7 milhões, agora é de R$ 1,8 milhão. “Dobrou o número de alunos e servidores e diminuiu R$ 1 milhão no orçamento”, lamentou. As servidoras pediram apoio para pensar em estratégias que permitam o crescimento e a atuação mais efetiva do IFSC na região de Canoinhas.

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