Desempenho de Bolsonaro e Moisés vai influenciar eleição municipal

Bolsonaro e Moisés/Arquivo

Em Canoinhas, PSL se articula para ter participação ativa nas próximas eleições

 

 

DEPENDE

A depender do desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência da República e de Comandante Moisés (PSL) no Governo do Estado, o partido de ambos pode ter participação capaz de mudar os rumos das eleições de 2020. Não que ele tenha algum rumo, falando especificamente de Canoinhas. Mas vai mudar o que pode se vislumbrar previsível a dois anos do pleito.


 

 

Quem assistiu a entrevista do presidente municipal do PSL, Ethel Jacomel, à coluna, percebeu que embora ele pise em ovos ao falar no futuro, parece claro que o partido está disposto a se articular para ocupar o espaço que, quem foi esperto, percebeu vago nas eleições deste ano. A questão é se este espaço seguirá existindo em 2020. Caso sim, se compararmos os nomes que já se apresentam para a disputa, nenhum significa algo realmente novo. O PSL tem plenas condições de apresentar um nome de perfil apolítico, que venha a combater “tudo que está aí”, a exemplo de Bolsonaro e Moisés. Creio que o sucesso dessa empreitada só depende do desempenho dos dois eleitos.

 

 

 

Se Bolsonaro obter sucesso na sua guinada à extrema direita e Moisés conseguir descentralizar de fato os investimentos hoje concentrados no litoral, os candidatos a prefeito, vice e vereador pelo PSL têm tudo para emplacar.

 

 

Pesquisas de opinião sobre o desempenho dos dois serão a senha para os neopeeselistas embarcarem na candidatura.

 

 

 

DISCUSSÃO

Vereadores discutiram longamente ontem o veto do Executivo ao projeto de lei que cria um programa de combate à violência doméstica a ser implementado pelas agentes de saúde. O Executivo vetou afirmando ser o projeto inconstitucional, por se tratar de cargos cujas atribuições foram determinadas por legislação federal. Beto Passos (PSD), que estava na sessão, acompanhou a discussão. No fim das contas, o veto foi derrubado.

 

 

 

“O mesmo setor que veta os nossos projetos, manda projetos com erros e pegadinhas”

do vereador Paulinho Basilio, mandando recado para o setor jurídico do Município. Ele aconselhou o prefeito Beto Passos, presente na sessão da Câmara de ontem, a procurar caminhos alternativos para projetos que na visão do seu jurídico são inconstitucionais. “Refuto o que o senhor diz, porque não estamos brincando”, respondeu Passos, dizendo que vai investigar o que considerou uma denúncia muito grave

 

 

 



LIMPEZA MAL FEITA

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que um terço do Congresso eleito é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. No total, são 160 deputados e 38 senadores. Os casos tramitam nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos estão nomes como os atuais senadores e deputados eleitos Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG). Além de petistas e tucanos, há ainda integrantes do PSL, o partido de Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça. Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações. As mais comuns são lavagem de dinheiro, corrupção e crime eleitoral.

 

 

 

DEVO, NÃO NEGO

Falando nisso, levantamento feito na Procuradoria- Geral da Fazenda mostra que dos 513 deputados eleitos para a próxima legislatura, 96 deles – ou suas empresas – devem juntos pelo menos R$ 158,4 milhões em tributos à União.

 

 

 

 

BOI, BALA E BÍBLIA

Com alto índice de renovação política nas eleições, a próxima Câmara dos Deputados terá aumento da representação de militares e líderes evangélicos, enquanto professores e médicos terão participação menor. A guinada conservadora também vai reforçar a atuação das bancadas temáticas conhecidas como “boi, bala e Bíblia” (pautadas por interesses do agronegócio, da segurança pública e de denominações cristãs). Dos 513 parlamentares que assumem o cargo em fevereiro, os maiores contingentes são de empresários e administradores de empresas (135) e advogados (102), perfil semelhante ao registrado no atual mandato. Professores, hoje a terceira maior bancada da Casa, com 75 membros, serão 47. Médicos vão de 44 para 36. Já líderes evangélicos saltam de 11 para 19, e a bancada de militares, policiais e delegados passa de 19 para 28.

 

 

 

ESTADOS NO VERMELHO

Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ainda não têm verba em caixa para pagar o 13.º salário do funcionalismo. Assim, pelo terceiro ano consecutivo, ao menos 1,5 milhão de servidores podem ficar sem receber a remuneração. A situação mais grave é a do Rio Grande do Norte, que ainda não pagou o 13.º de 2017 para quem ganha acima de R$ 5 mil. Os demais servidores receberam em parcelas. Os outros três Estados também fizeram algum tipo de parcelamento para pagar esse salário. Segundo o economista Raul Velloso, os governadores que não pagarem o 13.º neste ano e não deixarem dinheiro em caixa para quitar o compromisso poderão ser enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

 

 

PACIFICAÇÃO

Os presidentes do conselho de administração do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, afirmam que será difícil o país crescer sem pacificação. Mas avaliam que o cenário fica “mais claro” após a eleição. “O Brasil só dará certo se virar essa página. Se ficar dividido, vai ser muito difícil. Compete a quem está assumindo saber dar esse passo”, diz Moreira Salles. “Precisamos de um país que ande para a frente”, diz Setúbal. “O brasileiro não tem noção de como o país perdeu competitividade no mundo, como está perdendo importância econômica”, afirma Setúbal, em referência à crise. “Empresas grandes ainda estão em dificuldades.” Para ambos, a incerteza pré-eleitoral está superada, mas é preciso conhecer direito o programa do governo eleito —resumido na campanha a “inferências”, na visão de Moreira Salles, e “especulações”, para Setúbal. Dez anos após a união entre Itaú e Unibanco, a ideia dos executivos é retomar a internacionalização, interrompida, segundo eles, por questões tributárias e “total desincentivo para expansão no exterior”.

 

 

 

 

 

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