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Dados do 3º BPM convidam à reflexão sobre drogas

Edinei Wassoaski analisa dados sobre ocorrências atendidas pela PM em 2016                        

 

O  3º Batalhão de Polícia Militar de Canoinhas divulgou na semana passada dados sobre a segurança pública em Canoinhas em 2016. Chama a atenção o grande número de acidentes (785 em um ano, o que corresponde a 11,6% do total de atendimentos) e conflitos de trânsito (272, ou seja, 4% do total).

   Leia-se por conflitos, brigas de trânsito. Quando motoristas não se entendem sobre qual deles têm a razão, partem para o bate-boca e/ou agressão e o policial tem de intervir.

    Outro dado chama atenção para um problema social de grande importância. Foram 720 furtos ao longo do ano. É como se a cada 75 moradores de Canoinhas, um tivesse algum bem furtado em 2016. Furtam para comer? Não na maioria das vezes. O que todo policial está cansado de saber é que, via de regra, pequenos furtos envolvendo dinheiro ou objetos estão relacionados às drogas.

     Furta-se de tudo, desde pequenas quantias em dinheiro até bicicletas que, só para ficar no exemplo mais recente, chegam a ser vendidas por R$ 50. O baixo valor é reflexo da fissura na droga. Furtam indiscriminadamente e vendem por qualquer coisa. Precisam fazer dinheiro para sustentar o vício. Quando pegos com pequena quantia de droga, são liberados. O receptador do produto furtado vai preso.

     Não que prender o viciado seja a solução. O traficante sim. Em nenhum dos dois casos estamos bem. No ano passado, por exemplo, a Polícia Civil de Canoinhas prendeu pela segunda vez uma dupla de traficantes responsável por uma das maiores apreensões de drogas da história da comarca dois anos antes. Por que estavam soltos? Mistério.

     Prender “peixes pequenos” ou viciados, tampouco é a solução e está aí a grande crise do sistema penitenciário brasileiro pra provar.

    Legalizar as drogas e ao invés de gerar custo com traficante na prisão, gerar receitas por meio de impostos? Talvez seja esse o momento de se iniciar seriamente essa discussão.

 

Sem transparência

Em 2009 foi aprovada a Lei da Transparência. Por meio dela, todos os Município teriam um prazo para colocar na internet absolutamente todos os dados da Administração dos poderes Executivo e Legislativo. Na região, Canoinhas foi o primeiro Município a adequar à Lei. A exemplo de boa parte das prefeituras do País, contratou a Betha Sistemas que, por puxar os dados direto dos setores contábeis, consegue colocar tudo no ar praticamente em tempo real. Se os dados estiverem desatualizados é porque o contador não está fazendo seu trabalho.

Três Barras foi o último Município a obedecer a lei. Por motivos desconhecidos contratou outra empresa para fazer o serviço. Por certo, um sistema bem mais flexível e que não importa os dados direto do setor contábil da prefeitura. No site da prefeitura há apenas alguns dados de 2016. O que aconteceu antes disso é um mistério. Pior está a Câmara de Vereadores, cujo site não tem um dado sequer. Tudo zerado.

 

A PROPÓSITO: Prefeito Luis Shimoguiri (PR) também está espantado com a falta de prestação de contas na internet. Ele disse que vai chamar a atenção da empresa contratada e se não adiantar, vai dispensá-la. Ele mesmo, como cidadão, já havia denunciado a questão ao Ministério Público que, por sua vez, nada fez a respeito.

 

 

PERGUNTA PERTINENTE

O que levou a prefeitura e Câmara de Três Barras a colocarem as contas em uma caixa preta?

 

 

POSSE

Ricardo Pereira Martin se mostrou bastante cavalheiro ao passar o cargo de secretário regional a Aloísio Salvatti. Com bom humor, agradeceu ao padrinho Antonio Aguiar (ambos PMDB). Na foto, Aloísio assina o termo de posse ao lado de Martin (E), Aguiar (D). Ao fundo é possível ver os prefeitos Luis Shimoguiri (Três Barras) e Beto Passos (Canoinhas).

 

Suspeita no Samasa

Diretor recém-empossado do Serviço Autônomo de Água e Saneamento de Três Barras (Samasa), Ernani Wogeinaki iniciou uma investigação para apurar algumas suspeitas.

Segundo o que já se apurou, um funcionário da autarquia abastecia seu carro particular no posto credenciado para abastecer carros oficiais do órgão. Esse mesmo servidor recebeu R$ 10 mil em diárias num só mês.

O ex-prefeito Elói Quege (PP) diz desconhecer o caso, até porque o Samasa era um serviço autônomo, independente do poder Executivo.

 

 

“Quem fala que as SDRs vão fechar, é porque não entende de política”

do deputado Antonio Aguiar (PMDB), durante a posse de Aloísio Salvatti no comando da ADR (antiga SDR) Canoinhas

 

 

RÁPIDAS

PRESTÍGIO: Vereador Paulo Glinski (PSD) foi nomeado assessor jurídico da prefeitura de Três Barras.

 

EQUIPE: Gilberto Ziemann foi empossado secretário de Saúde de Bela Vista do Toldo.

 

AGORA É LEI: A Rua da Juventude passou a ter esse nome e servir para o fim de entreter os jovens de Canoinhas oficialmente.

 

50,6%: dos presos em Santa Catarina que participam de audiências de custódia são de fato presos.

 

R$ 2,4 MILHÕES: foi quanto aumentou no ano passado os gastos dos senadores brasileiros. Para este ano, o orçamento da Casa é de R$ 4 bilhões.

 

12: assassinatos para cada 100 mil habitantes foi a taxa de homicídios registrada em 2015 em Santa Catarina. Há 10 anos essa taxa foi de 7,21.

 

SÓ ELE: Grandes caciques do PSDB repetem a exaustão que estão fora do governo Colombo. Mesmo assim, Leonel Pavan assumiu a pasta da Cultura, Turismo e Esportes nesta semana.

 

FACILIDADE: O INSS ampliou a rede de atendimento a idosos e deficientes físicos que requerem a aposentadoria.

A partir de agora, os Municípios também estão autorizados a receberem o pedido.

 

 

 

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