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Matérias de: Adair Dittrich

ADAÍR DITTRICH: A história de Graife

Graife foi um imponente perdigueiro de negra e reluzente pelagem que vivia em nossa casa em um tempo em que os cachorros podiam circular livremente, sem coleiras e sem placas, por toda a vila. Dócil e amigo e de um inesquecível olhar meigo e cativante. Não tinha um grande porte, mas servia de montaria para...
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ADAIR DITTRICH: Reflexões movidas a gasogênio

Foto: Carro movido a gasogênio/Wikipédia
Madrugada de inverno. Sempre é madrugada quando o inesperado acontece. E passava já da meia-noite de uma gélida noite quando fomos acordados em nossa casa que era em plena praça da cidade que dormia. Um chofer de um caminhão insistentemente batia a nossa porta para nos comunicar que minha Nonna Thereza Gobbi estava...
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ADAÍR DITTRICH: O cerco à vila

Era uma fria madrugada. Era uma neblina só. Pouco se podia ver, mesmo à pequena distância. Mas, algo de anormal estava no ar... Cachorros latindo em sons e tons diferentes. Uivos e gemidos até. Passarinhos quietos em seus ninhos não avisavam do clarear do dia. Apenas um rouco e solitário cantar de um galo. Um amanhecer...
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ADAÍR DITTRICH: A emergência

Foto: Médicos operam paciente nos primórdios do Hospital Santa Cruz de Canoinhas/Arquivo Mariangela Mussi
  Carregado pelos companheiros, peões do café, como ele, em choque, o vermelho do sangue amalgamado ao vermelho da lama, Francisco chegou na madrugada encharcada ao pequeno consultório perdido na perdida e pequena cidade. Pequena cidade longe de tudo e de todo o conforto. Ali...
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A magia dos desfiles das escolas de samba

São penas, são plumas, são papéis laminados multicoloridos que esvoaçam na Avenida tentando alcançar as nuvens, a encantar a multidão de olhos. São movimentos das ondas do mar, são movimentos de libélulas encantadas alçando mirabolantes voos dardejantes num zumbido de alegria a encantar a multidão de ouvidos. O mar, ali abaixo, em branco e anil, brilhando ao...
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ADAÍR DITTRICH: Ainda o trem e o restaurante

Foto: O Restaurante, já em início de deterioração/Acervo de Fátima Santos
O Restaurante da Estação Ferroviária de Marcílio Dias, ali, à margem dos trilhos, foi um dos encantos da minha infância. Vê-lo hoje abandonado, destruído, sem aquela imponência de antigamente, é uma coisa tão doída que não tenho ânimo de fazer mais aquele lindo passeio até a...
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O trem e o restaurante

Foto: Durante a Guerra do Contestado (1912-16), tropas governistas partem da estação então chamada de Canoinhas para atacar os rebeldes no interior de Santa Catarina. Nesta época, Canoinhas era município paranaense. E a banda tocava... (Acervo Nilson Rodrigues)
Foi em 1913 que os trilhos e o trem de ferro chegaram à estação de Canoinhas (hoje Marcílio Dias). Meu...
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Uma epopeia

Colunista Adaír Dittrich relata a viagem de sua nona de Curitiba para Marcílio Dias, em Canoinhas

Era uma linda mulher. Cabelos loiros. Olhos azuis e olhar penetrante. Acordava na madrugada aos primeiros silvos das locomotivas que começavam a movimentar-se na estação de trem que ficava do outro lado da rua em que vivia naquela Curitiba de...
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Liberdade de escrever

Houve um tempo em que o escrever, para mim, era o colírio da alma. Havia até o horário do encantamento. E era sempre no silêncio das calmas noites da minha aldeia. E esse tempo foi ficando na distância porque outro encantamento que mais sobressaía estava sobrenadando e fez com que meus rabiscos ocupassem apenas o plano...
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