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Matérias de: Adair Dittrich

ADAÍR DITTRICH: O Grito das Águas

Flanando sob as águas eu venho há tempos imemoriais desde a longínqua grande água salgada que impetuosamente se lança, dia e noite, em forma de imensas ondas contra rochedos e margens arenosas. Venho desde tempos imemoriais desde aquela grande água salgada que é azul porque nela refletida está a cor do infinito céu. Flanando sob estas...
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ADAÍR DITTRICH: E mais uma vez Isis

Foto: Reprodução da página do jornal Correio do Norte/Reprodução
Existem épocas na vida em que o mergulho no passado torna-se necessário como um martelo de água que incessantemente bate. E em outras ele aflora assim, de repente, sem pedir permissão, nadando incólume até em turbulentas águas. Estamos todos ainda flanando no espaço, estendidos em maciços de nuvens,...
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ADAÍR DITTRICH: O melhor dos vícios

Meu vício começou muito cedo. Era eu criança, muito pequena ainda, e já tentava decifrar aqueles misteriosos sinais desenhados em milhares de papéis que apareciam em minha frente. No início eu os copiava iguais ou quase iguais àquelas letrinhas de forma estampadas por toda a parte. Depois aprendi a interpretá-los, juntá-los um a um e então...
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ADAÍR DITTRICH: A história de Graife

Graife foi um imponente perdigueiro de negra e reluzente pelagem que vivia em nossa casa em um tempo em que os cachorros podiam circular livremente, sem coleiras e sem placas, por toda a vila. Dócil e amigo e de um inesquecível olhar meigo e cativante. Não tinha um grande porte, mas servia de montaria para...
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ADAIR DITTRICH: Reflexões movidas a gasogênio

Foto: Carro movido a gasogênio/Wikipédia
Madrugada de inverno. Sempre é madrugada quando o inesperado acontece. E passava já da meia-noite de uma gélida noite quando fomos acordados em nossa casa que era em plena praça da cidade que dormia. Um chofer de um caminhão insistentemente batia a nossa porta para nos comunicar que minha Nonna Thereza Gobbi estava...
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ADAÍR DITTRICH: O cerco à vila

Era uma fria madrugada. Era uma neblina só. Pouco se podia ver, mesmo à pequena distância. Mas, algo de anormal estava no ar... Cachorros latindo em sons e tons diferentes. Uivos e gemidos até. Passarinhos quietos em seus ninhos não avisavam do clarear do dia. Apenas um rouco e solitário cantar de um galo. Um amanhecer...
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ADAÍR DITTRICH: A emergência

Foto: Médicos operam paciente nos primórdios do Hospital Santa Cruz de Canoinhas/Arquivo Mariangela Mussi
  Carregado pelos companheiros, peões do café, como ele, em choque, o vermelho do sangue amalgamado ao vermelho da lama, Francisco chegou na madrugada encharcada ao pequeno consultório perdido na perdida e pequena cidade. Pequena cidade longe de tudo e de todo o conforto. Ali...
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A magia dos desfiles das escolas de samba

São penas, são plumas, são papéis laminados multicoloridos que esvoaçam na Avenida tentando alcançar as nuvens, a encantar a multidão de olhos. São movimentos das ondas do mar, são movimentos de libélulas encantadas alçando mirabolantes voos dardejantes num zumbido de alegria a encantar a multidão de ouvidos. O mar, ali abaixo, em branco e anil, brilhando ao...
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ADAÍR DITTRICH: Ainda o trem e o restaurante

Foto: O Restaurante, já em início de deterioração/Acervo de Fátima Santos
O Restaurante da Estação Ferroviária de Marcílio Dias, ali, à margem dos trilhos, foi um dos encantos da minha infância. Vê-lo hoje abandonado, destruído, sem aquela imponência de antigamente, é uma coisa tão doída que não tenho ânimo de fazer mais aquele lindo passeio até a...
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O trem e o restaurante

Foto: Durante a Guerra do Contestado (1912-16), tropas governistas partem da estação então chamada de Canoinhas para atacar os rebeldes no interior de Santa Catarina. Nesta época, Canoinhas era município paranaense. E a banda tocava... (Acervo Nilson Rodrigues)
Foi em 1913 que os trilhos e o trem de ferro chegaram à estação de Canoinhas (hoje Marcílio Dias). Meu...
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Uma epopeia

Colunista Adaír Dittrich relata a viagem de sua nona de Curitiba para Marcílio Dias, em Canoinhas

Era uma linda mulher. Cabelos loiros. Olhos azuis e olhar penetrante. Acordava na madrugada aos primeiros silvos das locomotivas que começavam a movimentar-se na estação de trem que ficava do outro lado da rua em que vivia naquela Curitiba de...
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Liberdade de escrever

Houve um tempo em que o escrever, para mim, era o colírio da alma. Havia até o horário do encantamento. E era sempre no silêncio das calmas noites da minha aldeia. E esse tempo foi ficando na distância porque outro encantamento que mais sobressaía estava sobrenadando e fez com que meus rabiscos ocupassem apenas o plano...
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