Formulário + Botão Guia+ Desktop

Formulário + Botão Guia+ Mobile

Matérias de: Adair Dittrich

OUTUBRO ROSA: Meus encontros num jardim abstrato

Foto: Voluntárias da Rede em Canoinhas/Fabio Rodrigues/Correio do Norte
Acabo de transpor a tênue linha que me separa do concreto para o abstrato. Não para falar de abstrações. Mas, para vagar por este abstrato espaço onde navego minhas ilusões e minhas crenças. Para navegar pelo concreto e pelo abstrato espaço onde tudo aconteceu. Não posso falar simplesmente do alto de uma pequena planura. Preciso alçar-me aos...
Continue lendo...

Ainda o meu primeiro dia de internato

Foto: Arquivo pessoal
Por que sair de minha pequena e aconchegante vila, deixar minha família, o calor de meu lar, para, ainda criança, jogar-me na aventura de uma vida vivida nas vinte e quatro horas de um dia sob um estranho teto, circunscrita às quatro paredes do internato de um colégio cinzento? É uma pergunta que me...
Continue lendo...

Debutando no internato

Foto: Alunas do I. E. S. C.J em frente ao único prédio, em alvenaria, nos anos 1940/Arquivo pessoal
A entrada era por uma escada de madeira, como de madeira era todo o prédio de cor marrom que se afigurava a minha frente. Subindo por ela é que se chegava até um minúsculo e quadrado saguão. Do lado...
Continue lendo...

ADAIR DITTRICH: O Ballet de Cuba e Alicia Alonso

Foto: Apresentação do Ballet Nacional de Cuba/Divulgação
Chegar em Havana numa quente e ensolarada tarde de verão e deslizar suavemente por imensa avenida arborizada que se estende desde o aeroporto até que se vislumbre o deslumbrante mar de infinitas cores era um sonho sonhado desde a minha adolescência aventureira. Um mundo de cores ali, agora, ao meu...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: Álbum de figurinhas

Ainda flanando o pensamento, ainda com a mente coalhada de reflexos do futebol e das lembranças das primeiras copas do mundo, outras histórias vão chegando. Como eu as vi, como eu as senti, como eu as aplaudi, como chorei de desilusão e como chorei de emoção. Volto ao mais antigo tempo de que me lembro quando...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: O Grito das Águas

Flanando sob as águas eu venho há tempos imemoriais desde a longínqua grande água salgada que impetuosamente se lança, dia e noite, em forma de imensas ondas contra rochedos e margens arenosas. Venho desde tempos imemoriais desde aquela grande água salgada que é azul porque nela refletida está a cor do infinito céu. Flanando sob estas...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: E mais uma vez Isis

Foto: Reprodução da página do jornal Correio do Norte/Reprodução
Existem épocas na vida em que o mergulho no passado torna-se necessário como um martelo de água que incessantemente bate. E em outras ele aflora assim, de repente, sem pedir permissão, nadando incólume até em turbulentas águas. Estamos todos ainda flanando no espaço, estendidos em maciços de nuvens,...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: O melhor dos vícios

Meu vício começou muito cedo. Era eu criança, muito pequena ainda, e já tentava decifrar aqueles misteriosos sinais desenhados em milhares de papéis que apareciam em minha frente. No início eu os copiava iguais ou quase iguais àquelas letrinhas de forma estampadas por toda a parte. Depois aprendi a interpretá-los, juntá-los um a um e então...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: A história de Graife

Graife foi um imponente perdigueiro de negra e reluzente pelagem que vivia em nossa casa em um tempo em que os cachorros podiam circular livremente, sem coleiras e sem placas, por toda a vila. Dócil e amigo e de um inesquecível olhar meigo e cativante. Não tinha um grande porte, mas servia de montaria para...
Continue lendo...

ADAIR DITTRICH: Reflexões movidas a gasogênio

Foto: Carro movido a gasogênio/Wikipédia
Madrugada de inverno. Sempre é madrugada quando o inesperado acontece. E passava já da meia-noite de uma gélida noite quando fomos acordados em nossa casa que era em plena praça da cidade que dormia. Um chofer de um caminhão insistentemente batia a nossa porta para nos comunicar que minha Nonna Thereza Gobbi estava...
Continue lendo...

ADAÍR DITTRICH: O cerco à vila

Era uma fria madrugada. Era uma neblina só. Pouco se podia ver, mesmo à pequena distância. Mas, algo de anormal estava no ar... Cachorros latindo em sons e tons diferentes. Uivos e gemidos até. Passarinhos quietos em seus ninhos não avisavam do clarear do dia. Apenas um rouco e solitário cantar de um galo. Um amanhecer...
Continue lendo...