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Matérias de: Adair Dittrich

Como desenhos que o vento desfaz…

A água escorrendo no chuveiro e aquele assobio sincopado e monocórdico em melodia sempre igual, demonstrando o seu desesperador estado de espírito. E ela, no quarto ao lado, olhando o céu cinzento de um entardecer de agosto. O mar não se mostrava amigo e batia furiosamente nas encostas dos rochedos. O bater das ondas, a água despencando...
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Desabafos perdidos no tempo

Como os fios de muitas meadas enrodilhadas, desfilamos nossos dias entre a multidão. Pessoas que passam despercebidas ao nosso olhar e aos nossos sentidos, pessoas outras que ao nosso lado são figurantes de todas as horas e muitos outros e muitas outras que ao nosso lado apenas se sentam para tentar desfiar suas angústias. Dentro de...
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Moka: a perdigueira inteligente

Depois que o nosso grande amigo Graife partiu para morar nas campinas eternas onde foi se integrar à matilha-potestade dos anjos-cachorros, meu pai ficou algum tempo sem o seu esporte único, a caça. Não sei quanto tempo se passou, mas, não demorou muito e um dia ele apareceu com uma linda cadela de branca pelagem com...
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Um Natal Inesquecível

São tantas, e tão profundamente enraizadas na alma, as lembranças dos mais ternos Natais passados com minha família. Foram muitas as noites felizes de Natal em que, juntos, cantamos “Noite Feliz”. Natais da infância, natais do adolescer. Natais do agora. Mas, existe um Natal que ficou indelével, gravado a fogo, escrito com diamante no compacto e...
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…em um santuário de paredes brancas

Vidas e histórias vividas desenterradas do mais recôndito de cada ser que passou entre as quatro paredes de um local a que sempre chamei de meu sagrado santuário. Foi longo o espaço de tempo dentro do espaço de uma vida ali dinamicamente vivida. Histórias dos que cuidavam do outro e da outra que naquele universo vinham...
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Peraltices de colegiais nos anos trinta

Foto: Acervo pessoal de Fátima Santos
No final dos Anos Trinta do século passado as Irmãs Franciscanas iniciaram a construção do primeiro bloco de alvenaria do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Canoinhas. Dormitórios das internas, Clausura, Capela, salas de aula, administração, enfim, tudo o que compunha a organização localizava-se, ainda, nos pavilhões de madeira. O novo prédio...
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Divagando entre palmeiras

Cuba 372Um dia eu me deparei a rabiscar palmeiras em qualquer papel a meu alcance. Toscas palmeiras que minha mão nada hábil na arte do desenho tentava fazer com que alcançassem o mar ali ao lado à tênue luz de um imaginário luar. E assim passei por...
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… Em busca de outro caminho

Um fim de tarde guardando no ar o peso de um grito que tenta explodir e trazendo com ele a incógnita, a expectativa de um punhado de amigos. Lá, sentados, na sala de decisões, circunspectos, tranquilos, heroicos, abnegados, os donos de uma situação. Lá, sentados, tranquilos, resolvendo, como num julgamento imortal da vida e do destino dos...
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História real

Não encontrei um título para esta história real. Espero que a imaginação de vocês o faça.   Tornou-se um vulto meio abstrato a vagar pela casa. A vagar pelo seu esquecido jardim já cheio de ervas daninhas. Esse seu jardim onde ele ficava, por horas inteiras sentado na relva macia debaixo da grande...
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Um ritual do Dia de Finados

Levar flores, acender as velas, fazer uma prece diante de um espaço onde os mais amados nossos que se foram estão é o ritual que se repete ano a ano neste dia, nesta época. Um ritual de amor para homenagear aqueles que muito significaram em nossas vidas. Um ritual simplificado agora que encontramos floriculturas abarrotadas com os...
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O amanhecer do primeiro dia no internato

Foto: Capela do Sagrado em imagem mais recente/Arquivo
Não havia horário de verão ainda naquele fevereiro de mil novecentos e quarenta e quatro em que eu, pela vez primeira, dormia longe de minha mãe, de meu aconchego, de meu mundo, dos meus conhecidos aromas tão amados. Embora o dia já tivesse raiado naquela madrugada o sono era...
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Médico, você vive histórias…

Pintura: “MÉDICO”, de Samuel Luke  Fildes, 1891
Dezoito de Outubro tem seu dia marcado no calendário dos santos como o dia de Lucas. Lucas, o Médico de Homens e de Almas. Lucas, o Evangelista que não conheceu Jesus, mas, que dele teceu as mais belas páginas do Evangelho. Lucas que só chegou à Galileia depois que...
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OUTUBRO ROSA: Meus encontros num jardim abstrato

Foto: Voluntárias da Rede em Canoinhas/Fabio Rodrigues/Correio do Norte
Acabo de transpor a tênue linha que me separa do concreto para o abstrato. Não para falar de abstrações. Mas, para vagar por este abstrato espaço onde navego minhas ilusões e minhas crenças. Para navegar pelo concreto e pelo abstrato espaço onde tudo aconteceu. Não posso falar simplesmente do alto de uma pequena planura. Preciso alçar-me aos...
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Ainda o meu primeiro dia de internato

Foto: Arquivo pessoal
Por que sair de minha pequena e aconchegante vila, deixar minha família, o calor de meu lar, para, ainda criança, jogar-me na aventura de uma vida vivida nas vinte e quatro horas de um dia sob um estranho teto, circunscrita às quatro paredes do internato de um colégio cinzento? É uma pergunta que me...
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Debutando no internato

Foto: Alunas do I. E. S. C.J em frente ao único prédio, em alvenaria, nos anos 1940/Arquivo pessoal
A entrada era por uma escada de madeira, como de madeira era todo o prédio de cor marrom que se afigurava a minha frente. Subindo por ela é que se chegava até um minúsculo e quadrado saguão. Do lado...
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ADAIR DITTRICH: O Ballet de Cuba e Alicia Alonso

Foto: Apresentação do Ballet Nacional de Cuba/Divulgação
Chegar em Havana numa quente e ensolarada tarde de verão e deslizar suavemente por imensa avenida arborizada que se estende desde o aeroporto até que se vislumbre o deslumbrante mar de infinitas cores era um sonho sonhado desde a minha adolescência aventureira. Um mundo de cores ali, agora, ao meu...
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ADAÍR DITTRICH: Álbum de figurinhas

Ainda flanando o pensamento, ainda com a mente coalhada de reflexos do futebol e das lembranças das primeiras copas do mundo, outras histórias vão chegando. Como eu as vi, como eu as senti, como eu as aplaudi, como chorei de desilusão e como chorei de emoção. Volto ao mais antigo tempo de que me lembro quando...
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