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Matérias de: Adair Dittrich

Como se fazia um Jornal (II)

Sempre que alguém ou alguma coisa, pela vez primeira, se instala em novo local, necessário se faz que diga a seu entorno onde está e a que veio. Diferente não foi comigo quando aqui cheguei, muitos anos depois de formada, muitos anos depois de minhas andanças em residência médica, muitos anos depois em tentativas de...
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Como se fazia um jornal

O meu pensamento, em forma de palavras que vão tomando forma, viaja agora rápido pelo espaço e, em instantes, o mundo as lê. Quase inacreditável a velocidade de tempo decorrido entre o que está em minha mente e a chegada às mentes de quem por estas linhas o olhar percorre. E assim pela memória minha divagam...
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Fandango de São Gonçalo

Foto: Fandango de São Gonçalo realizado em Canoinhas/Arquivo
        No Primeiro Festival de Folclore Escolar realizado no mês de junho de mil e novecentos e setenta e cinco em Canoinhas a Escola de minha vila apresentou o Fandango de São Gonçalo. Não uma dança folclórica qualquer. Não um bailado suntuoso. Uma dança simples, uma...
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Filomena e seu sonho II (final)

Filomena andava possuída de imensa tristeza que a consumia lá no fundo mais fundo de seu vulnerável ser. Continuava com as lides do campo, semeando, plantando, colhendo, cuidando do gado, entregando o leite, batendo manteiga, lecionando na escolinha, enfim, fazendo o que sempre fizera. E vendo que a sua vida e a vida dos demais a...
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Filomena e seu sonho (I)

Pelas estradas poeirentas e barrentas a jovem Filomena e seus pais viajaram dias e dias seguidos, na cabine do velho caminhão que, na carroceria, levava os seus poucos pertences. Vinham desiludidos das intempéries que os fustigara para fora de suas terras lá do alto noroeste dos rincões de um estado rico e pujante. Intempéries desencadeadas pela...
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As festas de São Bernardo em minha vila

Foto: Estação ferroviária de Marcílio Dias, quando em atividade/Arquivo
Minha vila é um pedaço minúsculo, um pequeno torrão incrustado às margens de um rio, o rio que chamado foi de Canoas Mirim, Canoas Pequeno e depois Canoinhas. No início a minha vila era uma colônia igual a tantas outras colônias que vicejaram por tantos rincões em todas...
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Uma resposta paranoica, apenas

Houve um tempo em que falar sobre drogas ilícitas e drogados era algo difícil. E, metaforicamente, publicávamos doloridas cartas, em nosso Jornal semanário “Barriga Verde”, insinuando histórias, como esta escrita em mil e novecentos e setenta e cinco.   Amiga, quando me falaste de nosso pequeno príncipe fracassado, comparando-o a uma inútil semente alienada e fraca que já...
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Outras linhas sobre o nosso velho Salão Metzger

E o salão Metzger continua a trazer à tona, à superfície de nossas almas as mais emocionantes histórias. Histórias vividas por muitas pessoas que lá tiveram os seus mais belos momentos gravados no recôndito da memória. Em cada baile das noites de sábado, em cada domingueira (antigas tardes dançantes dos domingos), com as mais variadas músicas...
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O inesquecível Sagrado Colégio

Algumas páginas e há muitas horas eu contava e afirmava que jamais tudo será dito ou escrito sobre o nosso Sagrado Colégio. Muitas águas, ou melhor, muitas linhas ainda irão rolar até que eu consiga esgotar, pelo menos, as minhas lembranças. Então, hoje, aqui, eu volto com imagens que continuam dançando em minha memória.Com algumas imagens....
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Um amor em outra dimensão

À procura de algo, à procura de alguém ela passou a sua vida inteira. Dizia-me que sempre haveria um novo amor para preencher um vazio. E num crescente amoroso foi encontrando pelos caminhos percorridos os mais fabulosos companheiros de jornada. Sua solidão era curta e sempre compensada pela companhia de gente de grande sensibilidade como ela. Tinha seus...
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E o corte do verde continua…

Palmeiras, amargamente, sendo derrubadas continuam. Elas e suas irmãs de tantas outras espécies, árvores imensas, frondosas e delicadas árvores se vão pelos vãos dos dedos de vãs consciências ensoberbadas em nadar nos mares de douradas moedas. Algo que sempre doía em mim era o som de um machado impiedoso ou de uma serra macabra a despedaçar...
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O Campo de Trigo

Foto: Campo de Trigo/http://marciliodiasdistrito.blogspot.com.br/
Era manhã ainda, meio dia chegando, mal os trens haviam deixado a estação férrea de minha vila e o ruído, agora, era apenas o da serraria dos Olsen que fica do outro lado dos trilhos, quando um veículo diferente surge no pátio ao lado do restaurante. As pessoas que o ocupam logo dele...
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O passageiro da neblina

(Mais um desabafo perdido no tempo)   Resquícios que afloram e volteiam em torno das mais remotas e enevoadas imagens são como ânforas lacradas e há muito enterradas. Lacradas e sedimentadas com as tuas lágrimas que se cristalizaram no tempo, lacradas e sedimentadas com as tuas mágoas que se solidificaram no tempo. E então vem à mente aquela música...
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O Estafeta

Era o Estafeta do trem a pessoa que trazia e levava as malas do correio. Não era um carteiro. Era o Estafeta. Não era um correio a cavalo. Era um correio em cavalo de ferro. Seu Pires foi um deles aqui em Canoinhas. Em cima de uma pequena carroça, puxada por um cavalo só, saia ele...
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Oração Acadêmica

Ousada a minha atitude em aceitar que hoje, aqui, agora, esteja eu lendo estes rabiscos meus, esta pretensa Oração Acadêmica. Ousada eu, que no calor de uma reunião, não contestei esta indicação. Ousadia minha, sim. Porque a muitos é concedido o dom da bela escrita e do bem falar. E porque todas as minhas confreiras e todos os meus...
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A Cafeína: só o nome ficou (Parte II)

E naquele tempo em que uma fábrica para a produção de cafeína começou a funcionar em nossa vila, um pensamento começou a rodopiar na cabeça de muitos. O que teria levado os mandatários de então a montar esta fábrica em nossa região? Era a época da Segunda Grande Guerra Mundial. O mundo convulsionando. O mundo necessitando desta...
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A Cafeína: só o nome ficou (I)

Dentre as tantas travessuras de crianças estão as inúmeras incursões no entorno de seu território, sempre à procura do inédito, do diferente, do místico. Diferente não foi o dia em que aqueles que moravam às margens do caminho de ferro que levava a Porto União vieram nos contar sobre uma nova e grande construção que por...
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À Enfermagem, com nosso abraço

Não é o dia que se torna especial por ser o Dia Mundial da Enfermagem, pois estas pessoas que se entregam para amenizar a dor, para colaborar em todas as redes de saúde onde quer que estejam, tem o seu dia em todos os dias. Mas, hoje é o dia que o mundo reverencia esta classe...
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O nosso velho Salão Metzger

Foto: Salão Metzger/Fátima Santos 
Qual seria a diversão, o passatempo das pessoas nas horas de lazer do início do século passado em uma incipiente vila nos perdidos rincões rodeados de matas, bugios e serpentes? Para o homem sempre haveria a caça, a pesca e a pesca e a caça em duplo sentido também. Havia a fugida para...
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