Formulário + Botão Guia+ Desktop

Formulário + Botão Guia+ Mobile

Matérias de: Adair Dittrich

Dos pastéis da Dona Nena

Mal os trens aportavam na velha estação de minha vila era uma correria só daquele povo todo para não perder a chance de saborear um pastel quentinho produzido pelas mãos de fada de Dona Nena, minha mãe.

            Qual seria o segredo daquela carne que recheava iguaria tão deliciosa? Seria o tempero? E minha...

Continue lendo...

O horror no entardecer de um domingo

Como um prenúncio de tempestade a tarde amornara. Calor parado no espaço azul. Noite chegando sem teatral crepúsculo.

E todos ali. Naquele entardecer que se ia. No dia de trabalho que findava. Ruído de cartões sendo batidos no relógio-ponto. Portões batendo a saudade. Pessoal saindo de um turno. Outro entrando.

E a morte entrando....

Continue lendo...

Uma flauta ecoando na floresta

Era pela floresta, pelo desconhecido que ele queria andar. Era ao encontro do pequeno, do rude, do simples que ele queria ir. Um sonho de jovem. De jovem esperançoso. E a floresta era imensa. O desconhecido era imenso. E o seu sonho era ajudar aquela gente pequena e rude e simples das pequenas e...

Continue lendo...

Em agonia… um último aviso

... e o vermelho do sangue no cáqui da farda   Na névoa empoeirada da estrada seguia, cambaleante, um quase menino. Sim, um menino, de altaneiro semblante, com trôpego andar e nos olhos o brilho mais puro dos que conduzem bem dentro de si a certeza mais nobre de um ideal a cumprir. Era um quase imberbe menino...
Continue lendo...

Num crepúsculo de um dia qualquer

Foto: Tela O Semeador, de Van Gogh/Divulgação
As sombras da noite ainda não chegaram. Mas ainda haveria raios de sol, se sol houvesse nesse dia. Ouvindo as músicas que entram na alma. As clássicas de outros tempos que extasiaram multidões embevecidas. Sinfonias e Concertos dos mestres da música. Porque elas me aquecem, me envolvem, me transportam. Fazem...
Continue lendo...

Dia de Lucas, o Médico

Foto: Bezerra de Menezes que, segundo alguns, seria uma reencarnação de Lucas/Intelitera.blogspot.com
Desde o tempo em que era apenas um menino já sentia em seu âmago uma angústia muito grande ao ver alguém sofrendo as dores do corpo, as dores da alma. Nascido grego, nascido escravo, nascido de pais escravos de nobre família romana, com eles conviveu e...
Continue lendo...

O Herói nosso de cada dia

Nas épocas que ficaram perdidas na memória do tempo os Mestres passeavam nos campos ensinando segredos e encantos ... Sem eles, o conhecimento e as lições apagar-se-iam. Com eles, somos sabedores do que existe no mundo e fora dele. O Herói nosso de cada dia é rodeado sempre de gente de todas as idades. O Herói nosso de...
Continue lendo...

Poema para uma Criança

Outubro lembra um mundo de fantasia. Outubro é a minha fantasia. Em outubro eu me visto com as cores da Primavera e me cubro com o manto da saudade. Tanto em outubro a relembrar. A descoberta da vida em um novo poema ... E tanto a comemorar. Criança, Professor, Médico e o Outubro que se...
Continue lendo...

A mestra inesquecível

[caption id="attachment_21066" align="alignleft" width="300"]Fotos: Acervo de Fátima Santos Fotos: Acervo de Fátima Santos[/caption] Imagens da vida reiteradamente retornam a nossa mente. Não saberia dizer quais as mais intensas e nem quais as que com maior frequência deslizam dentro destas intrincadas paisagens que, amiúde, vislumbramos. Seriam as da infância? Ou...
Continue lendo...

Frustrações de um amigo

Largaram-me pelas livrarias. Amontoaram-me em prateleiras e estantes mil. Deixaram que a poeira do mundo se acumulasse em meu dorso. De brancas folhas, de lisas folhas, amareleci no correr dos tempos sem que mãos amigas, carinhosamente, tentassem me afagar, sem que ávidos olhos me captassem e sem que sedentos cérebros me absorvessem. Quantas e quantas vezes,...
Continue lendo...

Como se fazia um Jornal (II)

Sempre que alguém ou alguma coisa, pela vez primeira, se instala em novo local, necessário se faz que diga a seu entorno onde está e a que veio. Diferente não foi comigo quando aqui cheguei, muitos anos depois de formada, muitos anos depois de minhas andanças em residência médica, muitos anos depois em tentativas de...
Continue lendo...

Como se fazia um jornal

O meu pensamento, em forma de palavras que vão tomando forma, viaja agora rápido pelo espaço e, em instantes, o mundo as lê. Quase inacreditável a velocidade de tempo decorrido entre o que está em minha mente e a chegada às mentes de quem por estas linhas o olhar percorre. E assim pela memória minha divagam...
Continue lendo...

Fandango de São Gonçalo

Foto: Fandango de São Gonçalo realizado em Canoinhas/Arquivo
        No Primeiro Festival de Folclore Escolar realizado no mês de junho de mil e novecentos e setenta e cinco em Canoinhas a Escola de minha vila apresentou o Fandango de São Gonçalo. Não uma dança folclórica qualquer. Não um bailado suntuoso. Uma dança simples, uma...
Continue lendo...

Filomena e seu sonho II (final)

Filomena andava possuída de imensa tristeza que a consumia lá no fundo mais fundo de seu vulnerável ser. Continuava com as lides do campo, semeando, plantando, colhendo, cuidando do gado, entregando o leite, batendo manteiga, lecionando na escolinha, enfim, fazendo o que sempre fizera. E vendo que a sua vida e a vida dos demais a...
Continue lendo...

Filomena e seu sonho (I)

Pelas estradas poeirentas e barrentas a jovem Filomena e seus pais viajaram dias e dias seguidos, na cabine do velho caminhão que, na carroceria, levava os seus poucos pertences. Vinham desiludidos das intempéries que os fustigara para fora de suas terras lá do alto noroeste dos rincões de um estado rico e pujante. Intempéries desencadeadas pela...
Continue lendo...

As festas de São Bernardo em minha vila

Foto: Estação ferroviária de Marcílio Dias, quando em atividade/Arquivo
Minha vila é um pedaço minúsculo, um pequeno torrão incrustado às margens de um rio, o rio que chamado foi de Canoas Mirim, Canoas Pequeno e depois Canoinhas. No início a minha vila era uma colônia igual a tantas outras colônias que vicejaram por tantos rincões em todas...
Continue lendo...

Uma resposta paranoica, apenas

Houve um tempo em que falar sobre drogas ilícitas e drogados era algo difícil. E, metaforicamente, publicávamos doloridas cartas, em nosso Jornal semanário “Barriga Verde”, insinuando histórias, como esta escrita em mil e novecentos e setenta e cinco.   Amiga, quando me falaste de nosso pequeno príncipe fracassado, comparando-o a uma inútil semente alienada e fraca que já...
Continue lendo...

Outras linhas sobre o nosso velho Salão Metzger

E o salão Metzger continua a trazer à tona, à superfície de nossas almas as mais emocionantes histórias. Histórias vividas por muitas pessoas que lá tiveram os seus mais belos momentos gravados no recôndito da memória. Em cada baile das noites de sábado, em cada domingueira (antigas tardes dançantes dos domingos), com as mais variadas músicas...
Continue lendo...

Top