2018 já tem 36 acidentes com animais peçonhentos em Canoinhas

Aranha marrom/Divulgação

Caso mais comum é com aranha marrom                                                                                  

 

 

Primavera, verão e outono são estações do ano em que são mais comuns acidentes com animais peçonhentos. Especialmente com a aranha-marrom. Isso por que o aracnídeo sai do esconderijo para caçar insetos, mas acaba atacando as pessoas em uma tentativa de defesa, pois muitas vezes ficam em casacos e sapatos fechados. Apesar da chegada do frio, é importante estar sempre atento ao aparecimento destes animais em casa.

 


O Serviço de Vigilância Epidemiológica de Canoinhas registrou 36 acidentes com animais peçonhentos em 2018. Acidentes com aranha-marrom são os casos mais comuns.

 

 

A enfermeira do ambulatório de epidemiologia do município, Francieli da Costa Colla, explica que, em caso de picada de animal peçonhento é imprescindível buscar o serviço de saúde. “Sempre que possível é interessante o paciente levar o animal até a unidade de saúde”, alerta.

 

 

Os acidentes podem ser evitados com medidas de limpeza com higienização de ambientes internos e externos e com a busca precoce de socorro em caso de suspeita de picada. A secretária Zenici Dreher lembra que há casos que podem ser atendidos nas unidades báscias de saúde e que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está apta a receber os pacientes também. “Nossa equipe está treinada e possui os recursos necessários para atender a população e realizar qualquer encaminhamento”, assegura.

 

 

 

 Em caso de acidentes com animais peçonhentos:

  • Guarde o animal (mesmo que estiver morto) para fins de identificação e leve-o junto ao serviço de saúde mais próximo;
  • Lavar o local da picada somente com água e sabão.
  • Se a picada tiver ocorrido no pé ou na perna, procurar manter a parte atingida em posição horizontal, evitando que o acidentado ande ou corra.
  • Tomar bastante água, desde que seja consciente.
  • Procurar o mais rapidamente possível um serviço de saúde.
  • NÃO amarrar o membro acometido. NÃO fazer torniquete ou garrote, pois isso dificulta a circulação do sangue podendo produzir necrose ou gangrena e não impede o veneno de ser absorvido.
  • NÃO cortar o local da picada. Alguns venenos podem inclusive provocar hemorragias e o corte aumentará a perda de sangue.
  • NÃO chupar o local da picada, pois não se consegue retirar o veneno de organismo após inoculação. A sucção pode piorar as condições do local atingido.
  • NÃO colocar substâncias no local da picada, como folhas, querosene, pó de café, pois elas não impedem que o veneno seja absorvido, pelo contrário, podem provocar infecção.
  • NÃO beber álcool ou outras bebidas, pois estas além de não neutralizarem a ação do veneno, podem causar intoxicações.

 

 



Sobre a aranha Marrom

A aranha marrom tem o corpo pequeno (cerca de um cm) com pernas longas e finas (aproximadamente três vezes o tamanho do corpo). Sua cor varia do castanho claro ao marrom escuro. Faz teias com aparência de algodão esfiapado, onde capturam insetos especialmente à noite. Elas não são agressivas e os acidentes ocorrem quando são comprimidas contra o corpo. Como a picada é pouco dolorosa pode passar despercebida.

 

 

 

Onde vive?

Em lugares escuros, quente e secos. Ambiente externo: Em frestas, cascas nos tronco das árvores, cavidades de pedras, telhas, tijolos empilhados, lenha, etc.

 

 

Ambiente intradomiciliar: Escondidas em roupas de vestir, toalhas e roupas de cama. Atrás de quadros e armários. Entre livros, caixas de papelão ou entre outros objetos que são pouco manuseados. Também em paióis, ranchos, galpões e depósitos

 

Prevenção

  • Usar botas de borracha (até o joelho), ou botinas com perneiras ao andar no campo ou na mata.
  • Usar luvas de raspa de couro e/ou abrigo com mangas longas nas atividades de jardinagem.
  • Manter jardins e quintais limpos. Limpar terrenos baldios próximos das residências.
  • Evitar folhagens densas junto a paredes e muros de casas.
  • Usar graveto, enxada ou gancho ao mexer em lenha, buracos, folhas secas, troncos ocos.
  • Rebocar paredes para que não apresentem rachaduras ou frestas. Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha.
  • Colocar telas nos ralos das pias ou tanques e nas janelas.

 

Fonte: SINAN, CIA TOX de SC

 

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