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Autoridades alertam que bugios não transmitem febre amarela

Filhote de bugio encontrado em Mafra/Polícia Ambiental/Divulgação

No final de semana um filhote foi encontrado desnutrido em Mafra                                               

 

As autoridades ligadas à segurança pública e à saúde estão alertando para falsa informação divulgada de que os macacos bugios são potenciais transmissores da febre amarela. No final de semana um filhote de bugio foi entregue na sede da Polícia Militar em Mafra e levado para o quartel da Polícia Ambiental de Canoinhas.

 

Na sede da PM Ambiental o filhote de bugio chegou muito debilitado, desnutrido, hipotérmico e mal se levantava do local onde estava. Ele recebeu atenção dos profissionais que o alimentaram e o aqueceram. Depois, ele foi encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade do Contestado (UnC).

 

A Polícia não sabe como o filhote foi extraviado de seu grupo, mas o caso chama a atenção para o assassinato de macacos bugios por pessoas que acreditam serem eles os transmissores de febre amarela.

 

Segundo o gerente de Saúde da regional de Canoinhas, Antonio Gilberto Carvalho, há denúncias de que bugios têm sido assassinados na região. “Acreditamos que as pessoas estão matando e enterrando esses animais, o que não permite que nossa Vigilância Epidemiológica identifique os locais onde isso está acontecendo”, explica.

 

Segundo a bióloga Cristina Grosskopf, o macaco atua como “unidade sentinela”. “Se existe uma circulação viral, o mosquito vai preferencialmente picar o macaco na área silvestre. No momento em que acabamos com a população de macacos nessa área, o mosquito não tem mais alimentação para ele, lógico que ele vai buscar essa alimentação na população”, esclarece, lembrando que eles atuam como nossos “anjos da guarda”. Além de ser uma crueldade, matar macacos configura crime ambiental.  A pena pode chegar a um ano prisão, além de pagamento de multa com valor entre R$ 500 e R$ 5 mil.

 

BUGIO

O bugio é um primata do gênero Alouatta. Os machos tem a pelagem vermelho-alaranjado e as fêmeas e jovens são castanhos escuros. Ele é famoso por seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata. Habitante da floresta atlântica, distribui-se desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul.

 

Outro problema que ameaça os bugios é o desmatamento de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.

 

O filhote fica agarrado ás costas da mãe durante os primeiros meses, atingindo a maturidade entre um ano e meio a dois anos. Alimentam-se predominantemente de folhas, flores, brotos, frutos e caules.

 

 

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