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Apenas metade dos grupos em risco se vacinou contra a gripe em SC até agora

Neste sábado, 13, os postos de saúde de todo o País estarão abertos excepcionalmente para atender apenas pessoas dos grupos de risco que desejam se vacinar contra a gripe                                       

 

A pouco mais de duas semanas do fim da campanha, sós metade dos catarinenses se vacinou contra a gripe. Neste sábado, 13, Dia D da 19ª edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, os postos de saúde da rede pública de Santa Catarina estarão abertos das 8h às 17h, para atender e imunizar a população. A expectativa é ampliar a cobertura em todos os grupos prioritários, que somam 1,8 milhão de pessoas no estado.

 

“Até agora, o índice alcançado nos grupos prioritários chegou a 51,8%. E a meta é atingir e ultrapassar os 90% de cobertura na população-alvo até o encerramento da campanha, no dia 26 de maio”, informa a gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Vanessa Vieira da Silva.

 

A campanha de vacinação contra a Influenza tem como objetivo reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da Influenza na população alvo para a vacinação, que é composta pelos seguintes grupos: crianças de seis meses até menores de cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), idosos (acima de 60 anos de idade), trabalhadores de saúde, professores da rede pública e privada, indígenas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além dos portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais. A vacina é oferecida gratuitamente na rede pública de saúde para as pessoas pertencentes aos grupos prioritários, e a relação completa das salas de vacina do estado está disponível em www.gripe.sc.gov.br.

 

As pessoas que pertencem a um destes grupos devem comparecer ao posto de preferencialmente portando sua carteirinha de vacinação. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis devem apresentar prescrição médica com indicação da vacina contra Influenza. Caso sejam cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS podem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina sem a necessidade da prescrição. Já os professores devem apresentar comprovante de vínculo com uma instituição de ensino e os trabalhadores de saúde precisam levar a carteira de identificação profissional.

 

De acordo com o balanço parcial do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) em Santa Catarina, a Regional de Saúde de Concórdia se destacou vacinando 70,28% do público alvo, seguida da Regional de Braço do Norte, com 68,15% de cobertura. Já as regionais de Lages (40,19%) e Itajaí (45%) registram a menor cobertura vacinal até o momento.

 

O balanço parcial da vacinação aponta que 944.240 pessoas já se imunizaram contra a gripe em Santa Catarina. A cobertura nos grupos prioritários é de 51,8%, sendo a maior entre os idosos (69,3%), e a menor entre as crianças (32,8%) (Tabela 1).

 

Além destes grupos, um total 238.240 pessoas já foram vacinadas, das quais 233.366 pertenciam ao grupo de pessoas portadoras de comorbidades. Considerando que a estimativa é de vacinar 470.671 pessoas com comorbidades, até o momento pouco menos da metade das pessoas portadoras de doenças crônicas ou outras condições especiais se vacinaram.

 

Este grupo inclui portadores de doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas e neurológicas crônicas, além de diabéticos, imunossuprimidos, obesos mórbidos, transplantados e portadores de trissomias. “As pessoas que apresentam estas condições de saúde devem se vacinar com urgência, pois existe um risco maior de desenvolver a forma grave da gripe caso seja exposto ao vírus Influenza”, observa o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso.



 

Além disso, o secretário demonstra preocupação com as baixas coberturas, especialmente em crianças e gestantes, que também são grupos extremamente vulneráveis. Para isso, o Dia D de vacinação contra a gripe representa uma excelente oportunidade para todos aqueles que ainda não se vacinaram. “Já existem registro de casos graves de gripe com hospitalizações e óbitos no estado, o que demonstra que o vírus Influenza está circulando entre os catarinenses. Portanto, buscar imunizar os grupos mais vulneráveis deve ser uma prioridade para todos”, alerta Caropreso.

 

Doses aplicadas, população alvo e cobertura vacinal nos grupos prioritários até agora

Grupos Doses aplicadas Pop. Alvo Cobertura (%)
Crianças 125.845 384.259 32,8
Trab saúde 45.682 123.865 36,9
Gestantes 26.911 69.968 38,5
Puérperas 6.528 11.422 57,2
Indígenas 4.159 9.165 45,4
Idosos 464.405 670.028 69,3
Professores 31.870 94.362 33,8
Total 705.400 1.363.069 51,8

Fonte: SIPNI/MS (atualizado as 01:26 do dia 11/05/2017)

 

A GRIPE EM SC

De acordo com o Informe Epidemiológico n°. 7/2017- Vigilância da Influenza, divulgado nesta quinta-feira pela DIVE, de 01 de janeiro a 06 de maio deste ano, 52 pessoas foram hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo vírus Influenza em Santa Catarina. Deste total, 46 (88,5 %) foi pelo vírus Influenza A(H3N2), três (5,8%) pelo vírus Influenza B, um (1,9%) pelo vírus Influenza A(H1N1)pdm09 e dois pelo vírus influenza A que ainda aguardam subtipagem.

 

A maioria das hospitalizações por gripe acometeram pessoas que apresentam fatores de risco para complicações (65%), em especial idosos e portadores de doenças crônicas. Também foram identificados oito óbitos de SRAG por Influenza, sendo que seis (75%) apresentavam algum fator de risco, além de todos terem demorado o início do tratamento adequado. “Isto demonstra tanto a importância da vacinação dos grupos mais vulneráveis, bem como a necessidade de buscar uma unidade de saúde o mais rápido possível para iniciar o tratamento assim que surgirem os primeiros sintomas de gripe”, afirma o diretor da DIVE, Eduardo Macário.

 

É importante que as pessoas fiquem atentas aos sinais e sintomas de síndrome gripal. Ao apresentar febre, tosse, falta de ar e, pelo menos, mais um dos sintomas – dores musculares, dor de cabeça e dor nas articulações –, deve-se procurar uma unidade de saúde preferencialmente em até 48 horas para início do tratamento adequado. A quem estiver doente, recomenda-se, ainda, beber bastante líquido, ter uma alimentação saudável, evitar sair de casa e cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável ou com o antebraço ao tossir e espirrar. “Essas medidas são fundamentais para reduzir a circulação do vírus da gripe”, reforça Macário.

 

PREVENÇÃO

Para prevenirem-se contra o vírus da gripe, as pessoas devem lavar as mãos frequentemente ou fazer uso do álcool gel, e evitar tocar o rosto com as mãos. “Isso porque o vírus influenza é transmitido a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver algumas horas em diversas superfícies, de madeira, aço e tecidos. A partir do contato com um doente ou uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesões pulmonares, que podem ser graves e até fatais, se não tratadas a tempo”, explica a gerente Vanessa Vieira da Silva. Segundo ela, outra medida importante para reduzir a circulação do vírus da gripe é manter os ambientes ventilados e evitar permanecer em locais onde haja aglomeração de pessoas.

 

 

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