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Ela ainda afirmou à Polícia que faz uso de cocaína                                                                                   

 

Uma moradora da rua Basílio Humenhuk, no bairro Sossego, em Canoinhas, chamou a Polícia Militar  no sábado, 24, informando que sua filha, de 20 anos de idade, teve um surto dentro de casa e a agrediu fisicamente, além de ter quebrado vários objetos dentro da casa. A mulher correu para a rua e pediu ajuda a transeuntes que ligaram ao 190.

 

 

Na chegada no local, os policiais perceberam que a jovem estava muito alterada, mas contida por vizinhos. Ao questionar a moça sobre seu estado, ela relatou, mesmo em estado alterado, que havia fumado maconha e tomado um chá alucinógeno.

 

 

O Corpo de Bombeiros foi chamado e auxiliou na condução ao Pronto Socorro para que a menina fosse medicada.

 

 

No quarto da jovem não foram localizadas as supostas substâncias alucinógenas, mas ela mesma informou que além maconha, usa cocaína.

Câmara debateu a possibilidade de implementação de rede mais tecnológica                                                                    

 

Por meio de requerimento, os vereadores Chico Mineiro (PR), Paulinho Basílio (PMDB) e Camila Lima (PMDB) solicitaram informações sobre o sistema de iluminação pública do município. No documento, os vereadores questionam o poder executivo sobre quem é responsável pela troca de lâmpadas queimadas e se existe material para fazer a troca.

 

 

 

Durante a sessão desta terça-feira, 27, Basílio relatou que, apesar de a prefeitura informar que repassa o recurso para que a empresa responsável realize a troca, a empresa alega que está sem material para substituir as lâmpadas queimadas. “A gente pede bastante prioridade do executivo para resolver esse assunto”, afirmou. A vereadora Norma Pereira (PSDB) concordou com Basílio, relatando que também foi informada que não há material para fazer a substituição dos dispositivos danificados.

 

 

Ao lembrar que a iluminação pública foi tema de debate na câmara no último ano, o vereador Paulo Glinski (PSD) comentou que membros da comissão de licitação do poder executivo informaram os vereadores sobre a existência de sistemas mais modernos, onde se poderia obter informações exatas sobre a quantidade de lâmpadas que necessita de trocas e sobre a periodicidade da substituição. “A empresa que quer se dispor a fazer esse trabalho tem que ter tecnologia através de um controle. […] Hoje, com a modernidade, nós temos que ter um sistema diferenciado”.

 

 

Célio Galeski (PR) relatou que não conhecia o sistema mais moderno e que considera importante que a câmara peça, mediante requerimento, a instituição de uma rede de iluminação pública mais tecnológica. “Propor essa modernização para que nós possamos fazer efetivamente esse acompanhamento do quanto é gasto, para a gente poder prestar contas”.

Novo estudo acompanhou pela primeira vez em Santa Catarina áreas acima de 1 hectare; Canoinhas e Bela Vista do Toldo são os municípios com menor área de mata atlântica na região

 

Três Barras possui a maio extensão de mata atlântica da região. É o que mostram mapas que trazem o total de remanescentes florestais do bioma Mata Atlântica no estado de Santa Catarina. Esses mapas foram apresentados durante o Seminário “Santa Catarina (ainda) é Mata Atlântica”, realizado na semana passada em Florianópolis, pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e Governo do Estado de Santa Catarina. Elaborado pela ONG SOS Mata Atlântica mapeia desde 1985 o total de mata atlântica presente em território brasileiro, porém, em suas últimas análises, a fundação estudava apenas territórios de 3 hectares ou mais. Nos novos mapas entregues agora, a ONG analisou pela primeira vez no estado áreas a partir de 1 hectare.

 

 

 

Na análise anterior, referente ao período 2014-2015, o Atlas da Mata Atlântica apontou que em Santa Catarina, o bioma estava presente em 29,6% do território. Com a mudança no parâmetro de avaliação (de 3 hectares para 1 hectare), os novos mapas, referente ao período de 2015-2016, mostraram um ganho de 11,9%, apontando que hoje, em Santa Catarina, 41,4% do território é composto pelo bioma mata atlântica.

 

 

Os mapas também mostram que, entre 2015 e 2016, houve um aumento de 57% no desmatamento de mata atlântica em Santa Catarina. Isso representou uma perda de 1054 hectares de mata em todo o Estado.

 

 

O estudo foi entregue ao MPSC, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável do Governo do Estado de Santa Catarina (SDS) e ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Ele é de acesso público, e pode ser consultado por meio de duas plataformas. No site mapas.sosma.org.br é possível encontrar o Atlas da Mata Atlântica de todo o país, com acesso aos relatórios anuais da SOS Mata Atlântica. O outro modo de consulta aos mapas é através da plataforma ‘Aqui tem mapa‘, onde se avalia a situação do bioma em cada uma das cidades brasileiras.

 

 

REGIÃO

O fato de Três Barras ter a maior área de mata atlântica da região, é, segundo o comandante da Polícia Ambiental de Canoinhas, major Christopher Rudolf Froehner, devido às áreas de preservação federais, caso da Floresta Nacional (Flona), a área administrada pelo Exército,  área de domínio da Rede Ferroviária e as áreas de reserva preservadas pelas empresas WestRock e  Mili. “Isso contribui para a cidade ter esse número expressivo”, reflete.

 

 

Já a baixa extensão de mata atlântica em Canoinhas, se deve, na visão de Froehner, ao fato de a cidade ser o grande polo econômico da região. “Um dos principais fatores é o fato de que Canoinhas teve uma expansão demográfica anterior para que gerasse desenvolvimento econômico. É histórico, também, que a matriz econômica da cidade, no início do século, foi a atividade extrativista”, explica.

 

 

 

Froehner frisa que a Polícia Ambiental trabalha intensamente para manter as reservas de mata atlântica intactas.

 

SITUAÇÃO NA REGIÃO

CIDADE por ha   
Três Barras 19640
Porto União 3648
Papanduva 2645
Monte Castelo 2037
Major Vieira 1689
Mafra 1677
Itaiópolis 1142
Irineópolis 1106
Canoinhas 364
Bela Vista do Toldo 118

 

 

PRÓXIMOS PASSOS

O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME), promotor de Justiça Paulo Antonio Locatelli, reforçou a importância que o estudo apresentado tem para auxiliar as ações de combate ao desmatamento. “Os mapas entregues oficialmente pela SOS Mata Atlântica permitirão a identificação dos polígonos desmatados para uma atuação conjunta do MP com os demais órgãos públicos visando a conservação e a recuperação do bioma atlântica.”

 

 

O objetivo da entrega dos mapas, segundo a pesquisadora da SOS Mata Atlântica Marcia Hirota, é subsidiar ações de conservação e preservação do bioma. “A intenção é que esse mapa sirva de embasamento para ações do MPSC, dos órgãos ambientais, da polícia ambiental e também para que as pessoas, em geral, conheçam onde tem mata atlântica na sua cidade e ajudem a conservar.”

 

 

 

Segundo o coordenador do Centro de Apoio Operacional Técnico (CAT), promotor de Justiça João Carlos Teixeira Joaquim, a ideia é estabelecer um comparativo entre este mapa e outro que mostra as áreas remanescentes de mata atlântica em Santa Catarina referente ao ano de 2012. Este estudo, desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, é o último considerado oficial para o MPSC. “Agora nós vamos sobrepor as imagens destes dois mapas para verificar os focos de desmatamento. A partir daí, vamos articular com o CME e com as Promotorias do Meio Ambiente para verificar qual a estratégia a ser definida”, afirma João Carlos.

 

 

 

Por enquanto, os mapas ficarão disponíveis no CAT para acesso direto das Promotorias de Justiça, e o objetivo é que estes novos dados abasteçam o Portal do Promotor, uma plataforma que reúne dados administrativos, de gestão de gabinete, socioeconômicos e de diversos órgãos públicos para acesso dos promotores de justiça do MPSC.