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Pablo Tobias Friederich, 28 anos, foi sepultado na manhã desta quinta-feira, 31                                                

 

A emoção tomou conta de parentes e amigos do policial militar Pablo Tobias Friederich, 28 anos, sepultado na manhã desta quinta-feira, 31, no Cemitério Municipal de Canoinhas. A cerimônia militar fúnebre teve salva de tiros, toque de silêncio executada por músico da banda Novos Talentos, além de um corredor formado por colegas de farda, entre oficiais, praças e alunos soldados que prestaram continência no momento em que o caixão era levado para o túmulo. Enquanto as viaturas disparavam suas sirenes, era difícil para quem conheceu Pablo segurar as lágrimas.

 

Filho exemplar, noivo carinhoso, profissional dedicado. Eram muitas as qualidades do jovem policial exaltadas a cada momento pelos que o conheciam e lamentavam sua despedida tão precoce. O pai de Pablo lembrou das palavras do filho, contente por ter sido recentemente alocado na guarnição de Três Barras. Até então ele viajava pela perigosa SC-477 para trabalhar em Papanduva. Trabalhando mais perto, embora precisasse percorrer a BR-280, Pablo acreditava que corria menos riscos. Não foi o que aconteceu. O trágico acidente de terça-feira, 29, mostrou que nosso destino pode estar mais perto do que imaginamos.

 

CAUSA

Ainda não se sabe qual foi a causa do acidente. Especula-se que Pablo tenha sido surpreendido por um motorista que teria invadido sua pista. Para evitar uma colisão ele teria jogado o carro para o acostamento. Marcas de frenagem na pista contribuem para essa hipótese.

 

Outra possibilidade levantada é de que ele teria desviado algum animal na pista.

 

Mistério que dificilmente será revelado, considerando que até o momento não apareceu nenhuma testemunha.

 

Com a derrota, o governo será obrigado a enviar hoje o projeto de lei do Orçamento de 2018 com o déficit de R$ 129 bilhões

 

Por falta de quórum, o Congresso Nacional aprovou na madrugada de hoje, 31, o texto-base, mas não concluiu a votação do projeto que revisa as metas fiscais de 2017 e de 2018 para um déficit de R$ 159 bilhões. O texto principal que previa alteração nos déficits fiscais dos dois anos chegou a ser aprovado, mas como a sessão se prolongou pela madrugada, o quórum mínimo necessário para prosseguimento da votação, que analisava cinco destaques, não foi alcançado.

 

Com a derrota, o governo será obrigado a enviar hoje o projeto de lei do Orçamento de 2018 com o déficit de R$ 129 bilhões, menor do que as expectativas atualizadas pela equipe econômica. Caso o projeto tivesse sido aprovado por completo, o Executivo estaria autorizado a enviar a nova meta fiscal de acordo com o ajuste na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

 

Uma nova sessão do Congresso está marcada para a próxima terça-feira, 5, às 19h, para que os parlamentares terminem de apreciar os últimos dois dos cinco destaques feitos ao texto.

 

PLENÁRIO COM 2017 DEPUTADOS

Após permanecer por quase uma hora aguardando os depudados para registro de presença no plenário, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerrou a sessão pouco depois das 3h40. No momento do encerramento, 219 deputados haviam registrado presença no plenário, quando o quórum necessário para que a votação continuasse era 257.

 

“Não há necessidade disso. Estamos há mais de 50 minutos [esperando o quórum]. A meta fiscal está aprovada. Nós derrubamos aqui quase todos os destaques que eu [conduzi] democraticamente. Para não dizer que eu estava aqui esperando para votar, na calada da noite, eu vou encerrar essa sessão. Estou com a consciência de dever cumprido, não estou aqui para defender governo, nem tirar o direito da oposição legítimo”, disse o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

 

OBSTRUÇÃO

Desde as 1h46, quando o texto-base foi aprovado, os parlamentares começaram a analisar os destaques sugerindo alterações em pontos específicos do texto. Três dos cinco destaques foram rejeitados, mas no momento em que a quarta emenda seria votada, a verificação de quórum foi novamente necessária.

 

A oposição pediu por diversas vezes para que Eunício Oliveira encerrasse a votação, mas ele optou por manter a sessão enquanto a base governista ainda tentava atingir o quórum. Ele chegou a cogitar suspender a sessão e retomá-la logo pela manhã, mas a alternativa foi considerada frágil regimentalmente. O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez diversas ligações a colegas aliados ao Planalto. Aos poucos o quórum foi sendo preenchido, mas não no ritmo esperado pelo governo.

 

O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira, encerrou a sessão pouco depois das 3h40 Marcelo Camargo/Agência Brasil

REPERCUSSÃO

Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o governo não foi derrotado com a não conclusão da votação. “Foi uma derrota para o cansaço, porque 38 deputados não conseguiram chegar. Faz parte do jogo. Foi uma obstrução legítima, não podemos tirar o mérito da oposição, mas não é nada que crie qualquer problema para o governo”, disse. O senador explicou que caso os destaques sejam rejeitados na próxima semana, o governo precisa apenas enviar uma correção da meta ao Congresso Nacional.

 

Pouco antes do fim da sessão, o líder do PSOL na Câmara, deputado Glauber Braga (RJ), disse que viraria a noite se fosse preciso. “Essa história de suspender sessão para a turma tomar café e, no dia seguinte, de manhã, estar aqui, coisa nenhuma. Vamos ficar aqui. Não tem isso, não. Vamos ficar aqui no plenário da Câmara. Eu agora estou disposto. Estou com mais energia do que no início da sessão para ficar aqui agora”, disse.

 

SESSÃO

A sessão que se prolongou madrugada adentro começou pouco antes das 17h, com a análise de oito vetos presidenciais que deveriam ser votados antes das novas metas fiscais. Antes da aprovação do texto-base, a oposição já pedia a verificação de quórum, o que atrasou paulatinamente a sessão.

 

“Assim que completar o quórum, eu encerro”, disse Eunício Oliveira, deixando os oposicionistas indignados. “Quem tem compromisso com o governo e com essa meta, que estivesse no plenário”, reclamou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

 

Após a votação, o presidente do Congresso disse que foi aprovada a meta fiscal. “Como não altera absolutamente nada e o governo, pelo prazo, tem que encaminhar a meta antiga, nós encerramos a sessão uma vez que votamos aqui todos os vetos pendentes. Votamos durante onze horas ontem e onze horas e meia hoje quase vinte matérias nominais, com obstrução, com questões de ordem apenas para correr tempo, e pelo jogo da oposição”, disse.

 

Na proposta enviada ao Congresso, o governo está revendo as metas fiscais deste ano, que prevê um déficit primário de R$ 139 bilhões; e a do ano que vem, cujo déficit previsto era de R$ 129 bilhões. A proposta do governo prevê a revisão dos próximos dois anos para um déficit primário de R$ 159 bilhões.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 

 

Influenciada pelo aumento da informalidade no mercado de trabalho, a taxa de desemprego do país caiu 0,8 ponto percentual, em relação ao trimestre encerrado em abril e fechou o período maio a julho deste ano em 12,8%.

 

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados hoje, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica ainda que o país tem 13,3 milhões de desempregados.

 

No trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, a taxa de desemprego havia sido de 13,6%. Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, houve alta de 1,2 ponto percentual na desocupação.

 

Os dados representam uma queda de 5,1% no desemprego frente ao trimestre anterior (menos 721 mil pessoas). Mas o desemprego cresceu 12,5% (mais 1,5 milhão de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2016.

 

A população ocupada do país em julho era de 90,7 milhões de pessoas, aumento de 1,6% em relação ao trimestre encerrado em abril. O dado atual não apresenta alteração em relação ao mesmo trimestre de 2016.