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Foto: Equipe do CAC/Arquivo

Com informações do Sol Diário

O Camboriú recebeu o Canoinhas Atlético Clube (CAC) neste domingo, 31, em busca da recuperação depois de três derrotas consecutivas na Segundona do Catarinense, mas outra vez não conseguiu sair de campo com os três pontos na classificação.

Jogando no Estádio Robertão, em Camboriú, o Tricolor ficou no empate por 1 a 1 com a equipe canoinhense e continua fora da zona de classificação para o quadrangular decisivo do Estadual.

No jogo deste domingo, o Camboriú teve a chance de sair na frente aos 42 minutos do primeiro tempo, depois que Roger sofreu falta dentro da área. Na cobrança do pênalti, porém, Cadu acertou o travessão e o placar se manteve em 0 a 0.

O marcador só foi aberto aos 22 minutos da etapa final — e pelo time do Canoinhas. O goleiro Luiz Fernando perdeu a bola para Luan, que não desperdiçou e fez 1 a 0 para os visitantes. O empate dos donos da casa veio sete minutos depois. Em jogada individual, o estreante Thiago Silva soltou uma bomba no ângulo do goleiro adversário.

Com o empate o Canoinhas foi a oito pontos. Já o Camboriú foi a 10 pontos na tabela e se manteve na 5ª posição — um ponto atrás do Blumenau, que é o primeiro clube dentro da zona de classificação ao quadrangular final da Série B.

Na próxima rodada, a 9ª do primeiro turno, o Canoinhas enfrenta o Guarani, no Estádio Renato Silveira, em Palhoça, no domingo, 7.

Foto: Canteiro de fumo em Irineópolis/Edinei Wassoaski/JMais

CANOINHAS | Fumo responde por 64% do PIB agrícola

 Principal atividade agrícola canoinhense, que coloca o Município na liderança estadual do setor, está ameaçada por nova convenção mundial que vai discutir medidas restritivas à cultura

 

“Advogado!”

Sem titubear é assim que Jackson, de 11 anos, responde quando questionado se pretende seguir a profissão dos pais. Maristela e Onélio Olescovicz são fumicultores desde que se conhecem por gente. A mãe de Onélio, Eulália, também plantava fumo, assim como seu falecido marido.

A resposta de Jackson é sinal de que algo está mudando no interior canoinhense. A família mora em Rio d’Areia do Meio/Entre Rios, região que com Rio dos Pardos, que fica logo ao lado, concentra a maioria das 2,7 mil famílias que trabalham com fumo em Canoinhas e garantem ao Município a liderança estadual entre os maiores produtores da cultura.

Mas não são só as crianças que não se sentem mais atraídos pela fumicultura. Eulália mesma tem outro filho que largou o fumo para plantar legumes e verduras em Irineópolis e não se arrepende da troca.

Em Rio dos Pardos, no principal armazém da localidade, o clima é de desânimo. Os fumicultores estão justamente no período entressafra. Devem começar a semear a nova colheita nas próximas semanas. “Tem de saber controlar o dinheiro, senão falta para o resto do ano”, pondera Eduardo Hilko, ao reclamar do prejuízo da última safra.

Miguel Gontarek, dono do mercado local, já sente no bolso o abatimento dos colegas fumicultores. “O pessoal está controlando mais o dinheiro”, ressalta.

Somado aos fatores climáticos, a queima de muitas estufas elétricas por causa das sucessivas quedas de energia no ano passado desestimulou o setor. Mesmo assim, todos os fumicultores ouvidos pela reportagem são unânimes em dizer que não há alternativa mais rentável.

De fato, segundo dados da Secretaria de Agricultura de Canoinhas, enquanto a produção de tabaco rendeu 15,4 toneladas na safra 2012/2013, a produção de soja alcançou 62,2 toneladas. Financeiramente, no entanto, o fumo rendeu R$ 79,9 milhões, enquanto que o soja rendeu R$ 52,5 milhões. O peso dos produtos tem de ser considerado, mas aos olhos do fumicultor, o que conta é o custo/benefício. Eles veem, na sua maioria, como mais fácil cuidar do fumo do que de outras culturas, ignorando os sérios problemas que o fumo causa à saúde de quem trabalha com a planta.

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Convenção-quadro vai discutir medidas para coibir cultura

 Para prefeito de Canoinhas, o tabagismo tem de ser coibido, não a fumicultura

 

Maristela e a sogra, Eulália, em frente à estufa de fumo no Rio d’Areia do Meio/Edinei Wassoaski/JMais

Maristela e a sogra, Eulália, em frente à estufa de fumo no Rio d’Areia do Meio/Edinei Wassoaski/JMais

“Mas e como vamos ficar sem nosso palheiro?”

A pergunta de Maristela Olescovicz vem acompanhada de um riso. Mesmo depois de ter passado uma noite toda vomitando depois de ter colhido fumo molhado, ela não liga para as doenças que especialidades afirmam serem causadas pelo fumo. “Fazer o que? Já tentamos plantar repolho, pepino, mas tivemos prejuízo”, afirma. Mesmo com o fumo sendo a atividade mais lucrativa na visão de Maristela, ela conta que ela e o marido trabalham como diaristas para complementar a renda do fumo. “As firmas estão pagando muito pouco”, afirma.

O secretário de Agricultura de Canoinhas, Joércio Mielke, diz que o fumo gerou certo comodismo ao agricultor. Isso porque todo o processo de plantio à colheita e até mesmo a negociação final é feita por empresas especializadas. A crise do setor, na visão do secretário, gera preocupação ao Município. “Somos contra os fumantes e a favor do produtor. Não temos saída de emergência a curto prazo. A agricultura vive em torno do fumo em Canoinhas”, afirma. Dos R$ 125 milhões gerados pelo Produto Interno Bruto (PIB) agrícola canoinhense, R$ 80 milhões, ou seja, 64%, vêm do fumo. O comparativo é entre o PIB de 2011 (último dado disponível) com o lucro do fumo na safra 2012/2013.

Vice-presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), prefeito Beto Faria (PMDB) reafirma o discurso de Mielke. “Não trabalhamos na substituição, mas na diversificação da propriedade rural. Somando-se mais atividades à cultura do tabaco”, frisa.

Faria reconhece a preocupação com a 6ª Conferência das Partes (Cop 6) da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), prevista para acontecer em outubro deste ano, na Rússia. Nos últimos meses ele tem participado de inúmeras discussões em Brasília para se formular um documento que será apresentado pelo Governo brasileiro na convenção. A Convenção Quadro para Controle do Tabaco é o primeiro tratado internacional da História sobre saúde pública. Proposto durante a 52ª Assembleia Mundial da Saúde da OMS, em 1999, foi finalmente aprovada por unanimidade em 2003, durante a 56ª Assembleia. Trata-se de um compromisso internacional pela adoção de medidas de restrição ao consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. “É preciso ter consciência de que não vai se acabar com o tabagismo reprimindo o fumicultor”, afirma Faria.

 

Renda per capita do fumo chega a R$ 29,6 mil

 Em Irineópolis, 90% dos agricultores cultivam fumo. Comodidade estimula produção

 

Ronaldo, Aldo e Aldir Thietdke/Edinei Wassoaski/JMais

Ronaldo, Aldo e Aldir Thietdke/Edinei Wassoaski/JMais

Por mais que reclamem, os fumicultores de Canoinhas sabem que nenhuma outra cultura lhes garante mais lucratividade do que o fumo. Dividindo os R$ 79 milhões que a cultura rendeu na última safra entre as 2,7 mil famílias produtoras de fumo, chega-se a uma renda média de R$ 29,6 mil. Considerando que é com este dinheiro que as famílias passam boa parte do ano, teriam uma renda mensal de R$ 2,4 mil. “O lucro é pouco, por isso tem de achar outras coisas pra fazer”, opina o Eduardo Hilko, do Rio dos Pardos.

Outras culturas são ainda mais desanimadoras. Que o diga Aldir Thietdke, da localidade de Colônia Velha, interior de Irineópolis, que teve um prejuízo de R$ 40 mil quando resolveu plantar cebola. Com 130 mil pés de fumo plantados, Aldir não pensa em priorizar outra cultura. “Cada vez tá pior o tal de fumo. Na hora de vender o preço cai lá embaixo. No ano passado pagaram R$ 8 o quilo de fumo. Neste ano, com fumo melhor, pagaram R$ 7 (o quilo), mesmo assim, ainda vale a pena”, afirma.

O preço, no entanto, tem mais a ver com o excesso do produto no mercado do que com sua qualidade.

Em Irineópolis, terceiro maior produtor de fumo do Estado, cerca de 90% dos agricultores são fumicultores.

Natalício König, também de Irineópolis, já tentou parar com o fumo, plantando melancia. Não deu certo. O soja usa como alternativa na entressafra. “Por enquanto não encontrei nada que garanta mais lucro que o fumo”, afirma. Ele tem noção de que há grande pressão para acabar com a fumicultura, mas questiona o que vai acontecer com os fumicultores. Alexandre, seu filho de 32 anos, segue os passos do pai. Suas filhas menores, no entanto, não devem seguir o mesmo caminho.

Para o presidente do Sindicato dos Trabahadores Rurais de Irineópolis, José Valmor Nicoluzzi, muito além da lucratividade, a comodidade que o fumo garante ajuda e muito para a resistência da cultura. As empresas fumageiras costumam acompanhar os fumicultores desde o plantio até a negociação final com as fabricantes de cigarro. “O agricultor só tem o trabalho de entregar o fumo seco”, diz.

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Pequenos produtores são os mais prejudicados com medidas restritivas

 Fumo exige menor espaço e oferece maior produtividade, segundo fumicultores

 

Sirlei: “O fumo precisa de uma quantidade muito pequena de terras, aí a gente consegue sobreviver”/Edinei Wassoaski/JMais

Sirlei: “O fumo precisa de uma quantidade muito pequena de terras, aí a gente consegue sobreviver”/Edinei Wassoaski/JMais

O fumo movimenta hoje, basicamente, mão de obra familiar. Em Irineópolis são poucos os grandes produtores.

“O fumo precisa de uma quantidade muito pequena de terras, aí a gente consegue sobreviver”, diz Sirlei Tiedke.

“Sou a favor de substituir a cultura, mas a questão é o que substituir”, questiona o marido de Sirlei, Sérgio Tiedtke. Ele conta que essa falta de perspectivas já provoca efeitos. Os dois filhos não querem nem saber do fumo. Querem saber de estudar e mudar o rumo da vida. “Está bem mais difícil manter o filho no campo”, conta.

Sobre as medidas restritivas que podem vir com a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, marcada para ocorrer em outubro na Rússia, os fumicultores são pessimistas. “Nós, pequenos, vamos vender todos os terrenos. Os pequenos não vão sobreviver. O fumo vai terminar, mas não por causa de Convenção Quadro, porque não vai ter mais gente pra plantar”, afirma Aldir Thietdke, primo de Sérgio.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Irineópolis, José Valmor Nicoluzzi, não será nenhuma catástrofe se amanhã ou depois a fumicultura acabar.

“O produtor se vira, se amanhã ou depois o fumo for inviabilizado, eles vão dar um jeito. Eles acham uma saída.”

A queda da lucratividade, para Nicoluzzi, não vem de medidas restritivas, mas da alta produção diante de importação menor da China, maior comprador do fumo brasileiro.

Nicoluzzi vê como urgente a necessidade de se criar políticas públicas para o fumicultor. A mesma rede de assistência eficaz que as fumageiras criaram tem de ser criada para outras culturas, a fim de assegurar produtividade e lucratividade. Ele conta casos de produtores de outras culturas que chegaram a receber cheque sem fundos pela safra. “Produzir na pequena propriedade não é problema, a questão é escoar a produção”, frisa.

 

Saúde não preocupa fumicultores

Natalício e o filho, Alexandre Konig/Edinei Wassoaski/JMais

Natalício e o filho, Alexandre Konig/Edinei Wassoaski/JMais

Aldir mora ao lado do irmão, Aldo. Cada um tem sua área de terras. Ambos plantam fumo há mais de 30 anos. Ronaldo, de 24 anos, filho de Aldo, segue o pai. Enquanto o pai e o tio dizem nunca ter tido problemas sério de saúde decorrentes do fumo, ele conta que já passou mal e quase foi parar no hospital depois de ter colhido fumo molhado. “Passo a noite inteira com vômito quando colho fumo molhado”, conta. Aldo e Aldir dizem que mesmo sem proteção, nunca passaram mal. Ronaldo afirma que usa proteção como máscara e capa.

“Isso vem de uns anos pra cá, antigamente parece que não tinha”, afirma Natalício König. Ele diz que teve poucos problemas de saúde por causa da colheita de fumo. Seu filho, Alexandre, já teve problemas maiores. No ano passado, eles usaram colheitadeiras. A quebra foi maior, mas, segundo Natalício, compensa pelo uso menor de mão de obra.

Para Sirlei Tiedtke, só sofre com problemas de saúde quem não fuma. “Quem fuma não tem problemas. Eu não preciso de capa de proteção, nunca tive problemas. Meu marido, que não fuma, tem problemas mesmo usando a capa”, conta.

A chamada doença do tabaco verde, já descrita em estudos científicos, ocorre principalmente no período da colheita, quando agricultores carregam nos braços as folhas úmidas, seja por suor, orvalho ou chuva. A nicotina é uma molécula solúvel, por isso a água aumenta sua absorção. As concentrações de cotinina (derivado formado após a entrada no corpo) nesses trabalhadores são altas. Um fumante tem níveis acima de 50 ng/ml. Testes de urina realizados pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde mostraram que agricultores não fumantes com sintomas da doença tinham níveis entre 68 e 380 ng/ml. Se fumavam, os índices saltavam para 180 a 800 ng/ml. Os efeitos de longo prazo ainda não estão claros, mas, segundo o ministério, podem aparecer problemas como câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e cardiopatias.

Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS) mostra que mesmo com uso de roupas especiais, os fumicultores são atingidos pelo forte efeito do tabaco. Depois de terem sido lavadas apenas algumas vezes, as roupas perdem sua eficácia.

“Mas fazer o que, se (a fumicultura) é o que a gente sabe fazer, desde piá”, conclui Ronaldo.

 

ENTREVISTAS

Diversificação da área rural é apontada como solução

 Gerente da Epagri de Canoinhas lembra que mudança de cultura terá de ser gradual

 

Uma das autoridades regionais mais preocupadas com a diversificação da propriedade rural, Donato Noernberg levou essa preocupação da Secretaria de Agricultura de Canoinhas, onde atuou durante o governo Weinert, para a Epagri, cuja unidade de Canoinhas gerencia. Acompanhe a entrevista:

 

Noernberg: “Não acredito em colapso da economia regional”/Arquivo

Noernberg: “Não acredito em colapso da economia regional”/Arquivo

Como secretário de Agricultura de Canoinhas, o sr trabalhou intensamente na implementação da fruticultura entre os fumicultores. Que resultados este trabalho obteve? Se positivos, porque não vimos uma redução da atividade fumageira?

Apoiado no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural elaborado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário foram criados programas instituídos por leis municipais, como por exemplo, o Incentivo à Fruticultura, o Programa de Olericultura, o Incentivo à Pecuária, especialmente na área da suinocultura, entre outros. Todos esses programas tiveram resultados positivos para o município, tivemos incremento na produção de maçã, uva, amora-preta, na olericultura também tivemos avanço com a produção para os programas institucionais e para fornecimento direto ao consumidor com a implementação da feira livre municipal. Mas foi o incentivo a pecuária que mais resultados trouxe, pois elevou a suinocultura à segunda atividade mais importante do município em termos de valor bruto da produção agropecuária, perdendo apenas para a fumicultura. Temos também bons exemplos na fruticultura da região, como a Cooperpomares em Monte Castelo, a cooperativa de fruticultores de Major Vieira, entre outros. Porém a redução da atividade fumageira não ocorreu mesmo com o incremento de outras atividades em função do crescimento da renda dessa atividade nos últimos anos, o que levou mais jovens agricultores a entrar na atividade ou aumentar a área de plantio das famílias e porque sempre se trabalhou na diversificação das propriedades e não na substituição do tabaco.

 

O fumo é tido como rentável e cômodo, porque as empresas fumageiras estabelecem uma eficaz rede de colaboração que vai desde o fornecimento de insumos até a negociação final do produto. O poder público não poderia estimular a criação de redes semelhantes relacionadas a outras culturas?

Tanto pode como deve e no meu entendimento, está fazendo, porém não podemos confundir as coisas: ao poder público cabe estimular, apoiar e animar o processo e a iniciativa privada é que deve investir e ser responsável pela operacionalização e condução dos processos produtivos. O exemplo mais claro que temos hoje chama-se Planorte Leite, lançado recentemente com a presença de muitas autoridades e mais de 700 agricultores no Parque de Exposições de Canoinhas. Talvez seja uma das mais arrojadas iniciativas de trazer opções de diversificação para as propriedades rurais do planalto norte nos últimos tempos. Reunir num mesmo programa, entidades públicas de todas as esferas (municipal, estadual e federal) com as entidades da sociedade civil e os agricultores de todos os municípios da região para fomentar e organizar a produção de leite de forma integrada é o propósito deste programa, que na minha concepção avançará a passos largos, por uma série de razões, entre as quais destaco a possibilidade real de busca de recursos públicos dos governos federal e estadual, a aplicação planejada dos recursos municipais e outro fator igualmente importante, se bem trabalhada, a atividade leiteira pode trazer uma rentabilidade semelhante à cultura do tabaco, com todas as vantagens que possui no campo da saúde e do bem-estar da família produtora. Porém precisamos ter em mente que isso leva um tempo para ser organizado e desenvolvido. A cadeia de produção do tabaco, por exemplo, tem mais de 60 anos de existência. Não podemos imaginar que em 2 ou 3 anos vamos chegar nesse mesmo nível na área do leite, da fruticultura, da olericultura, etc. Na Epagri, a partir do ano passado, mudamos o nosso planejamento, que passou a ser plurianual e regionalizado, com projetos prioritários nessas áreas citadas. Entendo sim que o poder público em todos os níveis tem um papel fundamental no apoio a estas iniciativas, mas precisa planejar melhor suas ações para que os resultados sejam mais efetivos.

 

dadosAs doenças provocadas pelo fumo são uma preocupação das autoridades estaduais? O que tem sido feito no sentido da prevenção?

Não tenho conhecimento mais profundo sobre o que está sendo feito na área médica, mas na produção o que se observa é um cuidado cada vez mais intenso com a proteção da saúde dos trabalhadores envolvidos com o cultivo, através do uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), limitação de idade para trabalho dos jovens (18 anos), orientações mais constantes dos problemas que podem ser causados pela atividade, através de palestras, cursos, encontros, o que em minha opinião, ajuda muito, desde que haja conscientização de todas as partes envolvidas na cadeia produtiva, especialmente do agricultor familiar que está mais susceptível aos riscos. Outra medida que trará benefícios ao processo é a introdução de máquina para efetuar a colheita do tabaco.

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Qual sua expectativa para Convenção Quadro marcada para outubro, na Rússia?

Não acredito em medidas que venham impactar de forma imediata e com tanta intensidade o setor produtivo. A Convenção Quadro, desde 2005 quando foi assinada, vem trazendo mudanças mais amenas e com implementação gradual para a produção do tabaco e assim deve ser, pois por mais que o Brasil tenha se esforçado e investido na diversificação, esse processo não tem avançado na velocidade necessária e então medidas bruscas de forte impacto são temerárias e certamente não serão adotadas.

 

 Possíveis medidas que venham a sufocar a cultura do fumo poderiam provocar um colapso na economia regional? O sr acredita em saídas viáveis para os fumicultores?

Não acredito em colapso da economia regional, tenho receio sim de uma grave crise socioeconômica, especialmente para as famílias que hoje vivem da fumicultura. É claro que teremos fortes impactos na economia regional, afinal os mais de R$ 300 milhões que hoje circulam na economia do planalto norte advindos da produção e comercialização do tabaco possuem grande importância na alavancagem do comércio local, na renda das famílias produtoras, enfim em toda a cadeia econômica. Precisamos ressaltar que o mais preocupante numa situação como esta seria o tempo necessário para o reequilíbrio econômico, uma vez que estruturar alternativas não é tarefa fácil.

 

 ENTREVISTA | IRO SCHÜNKE

“Enquanto houver demanda de tabaco, algum país produzirá”

 Presidente do SindiTabaco diz que países africanos já tem aumentado sua produção

 

Presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, falou sobre o setor em entrevista concedida por e-mail ao JMais.

Schünke: “Com mais alternativas de renda, a qualidade de vida dos produtores melhorará”/Divulgação

Schünke: “Com mais alternativas de renda, a qualidade de vida dos produtores melhorará”/Divulgação

O sr. teme que a reunião da Convenção Quadro para Controle do Tabaco mexa ainda mais com a política de preços das empresas processadoras de fumo, dificultando ainda mais a vida dos fumicultores, que se queixam das atuais tabelas de preços?

A orientação expressa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado, sendo a entidade responsável, no âmbito do Poder Executivo, de fomentar e disseminar a cultura da livre concorrência e posteriormente julgar cartéis e outras condutas nocivas à matéria, o SindiTabaco, não se envolve com as questões relacionadas ao preço, comercialização e classificação do tabaco e, por isso, não emite opinião a respeito. O que nos preocupa com a COP6 é que o Brasil não adote medidas que venham a prejudicar a cadeia produtiva como um todo.

 

Fala-se na plantação de alimentos orgânicos como alternativa para os fumicultores deixarem a atividade. O sr apoia esse tipo de iniciativa?

Dos 295 municípios catarinenses, 217 são produtores de tabaco. Santa Catarina é o segundo maior produtor de tabaco em folha do País e a atividade envolve mais de 184 mil pessoas no meio rural. Na última safra, as 210 mil toneladas de tabaco produzidas geraram R$ 1,6 bilhão de receita aos produtores. Santa Catarina também se destaca na exportação: em 2013, o tabaco representou 10,2% no total das exportações catarinenses, com divisas de US$ 883 milhões. Além do tabaco, que ocupa pequena parcela da propriedade e gera alto valor econômico, os produtores realizam o plantio de outras culturas, caso do milho e do feijão. Para incentivar esta prática, o Programa Milho & Feijão Após a Colheita do Tabaco é desenvolvido desde 1985 pelo setor. Programas como este demonstram que o setor defende a diversificação, tendo o tabaco como uma das fontes de renda da propriedade. Naturalmente que, com mais alternativas de renda, a qualidade de vida dos produtores melhorará ainda mais, bem como a receita dos municípios.

 

O sr acredita que reprimir a produção de fumo com mais impostos ou estímulos a mudança de atividade nas áreas rurais é a alternativa correta para lidar com a questão?

O Brasil é o maior exportador de tabaco em folha no mundo desde 1993. Em 2013, foram 627 mil toneladas embarcadas e US$ 3,27 bilhões de divisas. No ranking mundial de produção de tabaco, o país fica atrás somente da China. Na última safra, foram produzidas 706 mil toneladas e gerados R$ 5,3 bilhões de remuneração aos 160 mil produtores integrados. São números que não podem ser esquecidos pelos representantes do governo brasileiro durante a COP 6, pois enquanto houver demanda de tabaco, algum país produzirá. Alguns países africanos, concorrentes do produto brasileiro, já têm aumentado suas produções. Nossa expectativa é que o governo brasileiro mantenha o compromisso firmado de não prejudicar a produção de tabaco, evitando a transferência da produção para outros países e, consequentemente, dos empregos e da renda gerada no campo e nas indústrias.

 

Produção Integrada do Tabaco avança

Expectativa do setor é contar com produto certificado e ser ainda mais competitivo no mercado internacional de tabaco em folha

Muito aguardada pelo setor, a publicação no Diário Oficial da União (DOU) das Normas Técnicas Específicas (NTEs) para a produção de tabaco deverá conferir ao produto brasileiro chancela diferenciada no mercado internacional. Publicadas em 11 de agosto, as NTEs serão um guia de como produzir, colher e beneficiar o tabaco no País, sistema conhecido como Produção Integrada. Aprovadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as normas serão agora encaminhadas ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) que credenciará as certificadoras.

Trata-se da normatização dos procedimentos aplicados ao processo produtivo, através de um sistema de rastreabilidade, de modo a garantir ao mercado consumidor o nível de qualidade e segurança do produto. A partir da certificação, que se configura como tendência global irreversível, torna-se viável comprovar a origem e os métodos empregados na geração dos produtos, por meio de registros formais e auditáveis, sobre princípios de sustentabilidade dos sistemas produtivos e sua relação direta com as demandas social, ambiental e econômica. Para receber a certificação, o sistema de produção deve atender dois critérios básicos: rastreabilidade e sustentabilidade.

 

 

 

 

Foto: Camboriú treina forte para retomar vaga no G4 da competição/Rafael Nunes /Divulgação

O Canoinhas Atlético Clube (CAC) entra em campo neste domingo, 31, às 15h, no estádio Robertão, em Camboriú, para encarar a equipe da casa. O CAC luta para superar o Porto, que passou a equipe canoinhense ao derrotá-la na semana passada no Ditão. O CAC está em sétima colocação na classificação geral com sete pontos, uma vitória, quatro empates e duas derrotas. O Porto está em sexto.

Já o Tricolor é o quinto colocado na Série B do Catarinense, com nove pontos. Uma vitória  pode recolocar o time, que vem de três derrotas consecutivas, na zona de classificação para o quadrangular decisivo da competição.

Para reforçar o time na busca pela recuperação, o Camboriú recebeu dois novos jogadores nesta semana. O atacante Thiago Silva e o goleiro Danrley foram integrados ao grupo e já estão à disposição do técnico Fernando Gil para a competição.

Thiago tem 22 anos e vem do Rio Branco, do Acre, onde conquistou o campeonato estadual na atual temporada. Antes, o jogador passou pela base do Vitória-BA. Em 2009, foi destaque do Navegantes na disputa da Divisão Especial. Danrley, de 19 anos, vem do Marcílio Dias, no qual integrou a equipe sub-20, que disputou recentemente a Taça BH de Futebol Júnior.

 

Classificação Série B P J V E D GP GS SG CA CV
GUARANI 16 8 5 1 2 10 5 5 11 3
CONCORDIA 15 7 4 3 0 12 2 10 10 2
INTERNACIONAL 14 7 4 2 1 12 3 9 8 2
BLUMENAU 10 7 2 4 1 5 4 1 10 2
CAMBORIU 9 7 3 0 4 11 13 -2 15 2
PORTO 8 8 2 2 4 10 19 -9 18 2
CANOINHAS 7 7 1 4 2 5 6 -1 18 0
HERCILIO LUZ 7 7 1 4 2 6 8 -2 5 0
TUBARAO 6 7 1 3 3 5 9 -4 13 0
10° CACADOR 3 7 0 3 4 4 11 -7 20 4

95 P – Pontos J – Jogos V – Vitórias E – Empates D – Derrotas GP – Gols Pró GS – Gols Sofridos SG – Saldo de Gols CA – Cartões Amarelos CV – Cartões Vermelhos 

Bombeiros Militares foram homenageados em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Porto União, nesta terça-feira,  26, em razão do resgate de dois caminhoneiros que foram arrastados pela enchente que atingiu o município no mês de junho.

 3º Sargento BM Edison Tarniovicz e Cabo BM Canever foram responsáveis pelo resgate de duas vítimas, condutores de caminhões, que tiveram seus veículos arrastados pelas águas da enchente no dia 8 de junho. Quando tentavam acessar os caminhões, numa viatura que carregava uma embarcação de resgate, os militares também acabaram arrastados pela força da correnteza.

A viatura que eles seguiam acabou inundada e as portas obstruídas a ponto de não permitirem sua abertura. Ambos tiveram que sair pelas janelas. Todo o material de apoio que estava na caminhonete (rádio, facas, cordas, lanterna) foram inutilizados para o socorro.

 Os militares então nadaram até a embarcação – que no momento já havia se desprendido da carreta e ficado presa às árvores às margens do rio – e iniciaram os procedimentos de resgate. A primeira vítima acessada, um homem de 49 anos, aguardava o resgate em cima da cabine da carreta que trafegava. O veículo havia sido levado pela correnteza e tombado. Foram várias tentativas até que se pudesse retirar a vítima do alto da cabine com segurança.

A cerca de 70 metros de distância, outro motorista de caminhão aguardava o socorro. Numa situação semelhante, o caminhão que ele seguia também acabou arrastado e tombado pela força da água. O homem de 61 anos, em estado de choque, também foi resgatado e colocado em segurança.

Foto: Ribas, em discurso quando prefeito de Papanduva/Arquivo Correio do Contestado

Do Correio do Contestado

O Ministério Público arquivou na semana passada o Inquérito Civil referente a possíveis irregularidades na Prestação de Contas do Exercício de 2008 do ex-prefeito Humberto Ribas. A representação judicial partiu da Câmara de Vereadores de Papanduva, em 2011.

Analisando a documentação anexa ao processo, o Ministério Público afirma que não existem elementos que comprovem irregularidades, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado aprovou na sessão do dia 9 de agosto de 2011, as contas de 2008 do ex-prefeito. Posteriormente, a Comissão de Finanças e Orçamentos indicou à Câmara de Vereadores, a aprovação total das contas apresentadas.

Mesmo com a aprovação do TCE, a Câmara de Vereadores rejeitou as contas, por seis votos contra um, contrariando e desrespeitando a decisão do Tribunal de Contas.

“A rejeição das contas teve cunho eminentemente político, pois, se assim não fosse, não haveria a emissão de pareceres pelas Comissões de Finança, Orçamento, Legislação, Justiça e Redação Final, bem como da Assessoria Jurídica da Câmara de Vereadores, todos de maneira uníssona opinando pela aprovação das contas.”, relatou a promotora de Justiça, Julia Trevisan de Toledo Barros.

“Aquilo foi um ato de covardia daqueles vereadores, provavelmente pressionados por outros interessados, para tentar denegrir nossa imagem e nos tornar inelegíveis. Agiram com extrema irresponsabilidade, pois julgaram,condenaram e publicaram nos jornais e rádio, sem nem mesmo me notificarem do que estava acontecendo. Já pensou se a justiça agisse assim? Acho que nem no tempo da inquisição. Ressalto que os vereadores Nego Vieira, Gerson Rauen e Mariza Veiga foram contra a tentativa de estupro da verdade.”, desabafou Humberto Ribas.

O processo arquivado está agora em posse do Conselho Superior do Ministério Público.

Foto: Corpo de Bombeiros de Canoinhas/Divulgação

Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente na noite de sexta-feira, 29, no trevo de acesso ao portal de Canoinhas.

A motorista de um Ford Fiesta, placas de Canoinhas, de 36 anos, colidiu contra um Ford Belina, placas de Canoinhas. Com o impacto, a Belina capotou.

A motorista do Fiesta sofreu ferimentos graves e foi conduzida pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Atendimento Municipal de Canoinhas. Outras duas mulheres que estavam com ela sofreram vários ferimentos e também foram levadas ao Pronto Atendimento. No momento, as três passam bem.

Apesar do capotamento, o motorista da Belina sofreu apenas um ferimento na perna esquerda e se recusou a ser medicado.

O local ficou aos cuidados da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

acidente 29-8 c acidente 29-8

Luiz Fernando Gritten foi condenado a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime aberto pelo crime de tentativa de homicídio, praticado em frente ao Clube Palácio, em Major Vieira, no dia 16 de setembro de 2012. O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas na sexta-feira, 29.

No dia do crime, Griten portava um revólver calibre nominal .32, oxidado, sem numeração aparente, além de três cartuchos calibre nominal .32, tudo sem autorização e em desacordo com determinação legal.

Por volta das 3h30min, após envolver-se em uma briga, ele direcionou o revólver que portava contra o peito de Pedro Ivan Vosniaki, e acionou o gatilho, “só não atingindo seu intento por motivos alheios a sua
vontade, notadamente porque o cartucho percutido não foi acionado pela ação da espoleta, e porque a vítima correu, em fuga”, anotou a Promotoria na denúncia.

Ato contínuo, o acusado, enquanto corria pela rua, não se intimidou com a presença da Polícia Militar, que havia sido chamada em razão de uma briga anterior, e acionou o gatilho por mais três vezes, sendo que apenas o
último resultou em um disparo a esmo. Ninguém se feriu.

Assim como aguardou o julgamento em liberdade, Gritten deve recorrer em liberdade.

Foto: Apresentação do Ballet Nacional de Cuba/Divulgação

Chegar em Havana numa quente e ensolarada tarde de verão e deslizar suavemente por imensa avenida arborizada que se estende desde o aeroporto até que se vislumbre o deslumbrante mar de infinitas cores era um sonho sonhado desde a minha adolescência aventureira.

Um mundo de cores ali, agora, ao meu alcance, o mesmo mundo que encantou espanhóis e outros povos depois que da ilha de Cuba não queriam mais sair.

E lá estava eu, boquiaberta ainda e esquecida da estafa pela longa jornada desde a minha casa até o local de frente ao mar onde ficamos.

Não se pode dizer ter conhecido Havana em tão curto espaço de tempo. Mas foi uma entrega total desde as primeiras horas para tudo observar, tudo ver, tudo ouvir e tudo sentir.

E, no meu mais recôndito eu havia algo a mais, um ponto máximo, um ponto clássico, um espetáculo que não poderia deixar de ser visto: uma apresentação do Ballet Nacional de Cuba. O magnífico Ballet de Cuba, mostrado, divulgado e que ficou no mundo conhecido através da arte inigualável da legendária bailarina cubana Alicia Alonso.

Ainda estou em êxtase quando lembro que tive a grande chance de ter podido ver a grande dama do balé mundial sendo aplaudida em pé e ovacionada ao aparecer em seu camarote sorrindo do alto de seus noventa e dois anos.

Alicia Alonso é a diretora geral do Ballet Nacional de Cuba e diariamente ela lá está dando lições, desenvolvendo coreografias, instruindo bailarinos.

Cega desde os setenta anos de idade não se entregou a essa deficiência e presente está em cada momento, em cada ensaio, percebendo com sua sensibilidade artística qualquer passo em falso, qualquer deslize, qualquer erro, apenas pelo som dos pés dos bailarinos nos palcos e nos tablados.

A apresentação que assistimos foi “Gala Amistad Cuba-China”, uma função especial do Ballet Nacional de Cuba com os primeiros bailarinos do Ballet Nacional da China.

E os bailarinos no palco eram como aves e como nuvens no espaço dançando ao som de selecionados excertos de célebres peças do Balé Clássico como Cenas de Giselle, Pax-de-deux de Esmeralda, Duo de amor de Espártaco e de O Corsário. E não poderia faltar o clássico Dom Quixote para encerrar o espetáculo de gala.

E, ao final, ela, a legendária vem à boca de cena, ladeada pelos bailarinos, para o coreográfico agradecimento. Uma das cenas mais emocionantes foi ver Alicia Alonso fazer aquele gesto no palco, quase genuflexa frente ao público que não cessava de ovacioná-la em pé!

Impressão de que o Teatro Nacional de Cuba quase viria abaixo com a torrente de aplausos, que duraram mais de dez minutos, enquanto lágrimas de emoção lavavam meu rosto e saí de lá em silêncio, gratificada por ter visto e aplaudido a magnífica bailarina e coreógrafa Alicia Alonso.

Confira os destaques da semana no JMais:

orildoNOVO REVÉS

A Justiça condenou o prefeito recém-empossado de Major Vieira, Orildo Severgnini (foto), à perda dos direitos políticos por três anos e manteve a indisponibilidade de seus bens em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela prática de ato de improbidade administrativa. A decisão, que é passível de recurso, é de 6 de agosto de 2014 e diz respeito a atos praticados quando Orildo exercia o cargo de prefeito em 2004.

Na ação, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas relata que, em 2004, o então prefeito exigiu propina de 20% sobre o total de uma obra para o proprietário da empreiteira que a executava. Para o mesmo empresário, o então prefeito também ofereceu a exploração comercial de uma britadeira de pedras cedida pelo Estado de Santa Catarina, com divisão dos lucros do “negócio”. Ofereceu, ainda, a venda de uma chácara particular que teria a conta de luz paga pelo município.

O empresário não aceitou as propostas e procurou o MPSC para denunciá-las. Todos os atos foram confirmados por testemunhas. Diante de fatos e provas apresentados pela Promotoria de Justiça, o então prefeito foi condenado pelo Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Canoinhas também à multa civil no valor de cinco vezes a última remuneração recebida no exercício do cargo, em valores atualizados.

Como a decisão ainda não transitou em julgado (ainda cabe recurso), Orildo pôde ser empossado prefeito de Major Vieira na semana passada. Segundo o promotor de Justiça Eder Cristiano Viana, não é possível a invocação das regras da Lei da Ficha Limpa para o caso, em virtude de se tratar de decisão judicial de primeira instância que o condenou pela prática dos atos de improbidade definidos no artigo 11 da Lei de Improbidade. Orildo foi condenado por descumprir princípios que regem a administração pública, legalidade, moralidade e impessoalidade.

A Lei da Ficha Limpa estabeleceu hipótese de inelegibilidade na Lei Complementar n. 64/1990 a partir de 2010, estabelecendo-a no caso de condenações pela prática de atos de improbidade que causem prejuízo ao erário ou que importem em enriquecimento ilícito. O prazo legal para eventual recurso é de 15 dias contados da diplomação.

 

Foto: Polícia encontrou lata de cerveja aberta em caminhão/PRF/Divulgação

Foto: Polícia encontrou lata de cerveja aberta em caminhão/PRF/Divulgação

BÊBADO E ATRAPALHADO

Um caminhoneiro de 46 anos foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira, 22, ao solicitar informações em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Mafra,  visivelmente bêbado, afirmam os policiais. O homem também andava com uma CNH cassada por ocorrências de embriaguez.

Segundo a PRF, às 3h50, o homem saiu cambaleando do veículo em direção ao posto de atendimento. Um dos policiais notou a postura desconsertada e foi ao seu encontro. Com a fala enrolada, ele perguntou pelo endereço de uma empresa em Itaiópolis, cidade vizinha onde deveria entregar a carga de milho do caminhão.

O policial notou o hálito carregado de álcool do motorista e questionou se ele havia bebido. O homem negou e disse que tinha acabado de acordar e estava com sono. Ele dirigia desde Goiânia em direção ao Norte de Santa Catarina. Em revista na carreta, o policial encontrou uma latinha de cerveja, ainda gelada, no porta-copos do veículo.

Foi decretada voz de prisão ao cidadão e encaminhado à Delegacia de Políca Civil de Mafra. Após o bafômetro, foi constatado 1 mg de álcool por litro de ar. A partir de 0,33, o motorista já está apto a condenação criminal. Ele foi detido no Presídio de Mafra. O homem é natural de Araranguá, no Sul do estado.

 

 

ASSALTO À POSTO

A Polícia Civil trabalha na identificação de uma dupla que assaltou um posto de combustíveis no bairro Jardim Esperança, em Canoinhas, na madrugada desta segunda-feira, 25.

Segundo o delegado regional Wagner Meirelles, os assaltantes renderam o frentista com um revólver, limparam o caixa e dispararam um tiro contra o televisor que transmitia imagens do circuito interno de segurança.

A câmera que armazena as imagens, no entanto, ficou intacta. Os policiais estão analisando as imagens que, segundo o delegado, não são muito boas.

Na madrugada de quinta-feira, 28, um supermercado foi assaltado no Alto das Palmeiras. Duas TVs que estavam para sorteio na vitrine do supermercado foram furtadas.

 

MORTES NO TRÂNSITO

vítimaJackson Ângelo Sirena (foto), de 28 anos, morreu em um acidente de carro no KM 412 da BR 153, na localidade de Colônia Santa Luzia, próximo a Paulo Frontim, neste domingo, 24.

 Ele dirigia um veículo HB 20 com placas de São Mateus do Sul quando capotou o veículo que bateu em uma árvore e incendiou.

Jackson morreu carbonizado. Ele era morador da comunidade de Fluviópolis, em São Mateus do Sul

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória e sepultado no final da tarde desta segunda-feira, 25.

Já o trecho Canoinhas a Porto União da BR-280 registrou a primeira morte em acidente desde a federalização em fevereiro deste ano.
Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e Samu foram acionadas por volta das 5h30 desta quinta-feira, 28, para atender o acidente na localidade conhecida como “Santinha”.

Segundo os bombeiros, o veículo Parati, placas MAB 7106, de Joinville, colidiu frontalmente contra um caminhão Mercedes Benz, placas MAF 0784, de Irineópolis, conduzido por Valdemar Cruz, 53, que nada sofreu.

 

Fotos: William/Luiz Correa/ Sd Silas

Fotos: William/Luiz Correa/ Sd Silas

Na Parati estava uma família de cinco pessoas. O motorista Cenírio Macedo, 50anos, ficou preso às ferragens do veículo, apresentando lesão de face e suspeita de hemorragia interna. No banco traseiro estavam três pessoas, todas conscientes – uma jovem com diversas escoriações e fratura de fêmur direito, uma senhora idosa com lesão na face, suspeita de traumatismo craniano encefálico e suspeita de trauma de coluna, e uma criança muito nervosa, relatando dores pelo corpo. Essas vítimas foram estabilizadas por equipes dos bombeiros e conduzidas pela equipe do Samu, motivo pelo qual a reportagem ainda não conseguiu apurar os nomes.
No banco carona da Parati, também preso às ferragens, estava um senhor de aproximadamente 40 anos, já com ausência total de sinais vitais, ainda não identificado. Com a chegada da segunda viatura do Samu UTI Móvel, o medico Tiago Leão confirmou o óbito no local. A vítima fatal não portava documentação e seus parentes estavam em atendimento, o que não permite, até o momento, sua identificação.
Todas as vítimas foram encaminhadas ao Pronto Socorro de Canoinhas. Estiveram no local equipe do Corpo de Bombeiros de Canoinhas, equipes do Samu USB e UTI Móvel, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar (PM) de Canoinhas.
As pistas ficaram totalmente interditadas durante o resgate, sendo que depois o local ficou sob coordenação da PRF e PM. O soldado PM Soares, que é policial militar em Canoinhas, acompanhou a guarnição do ASU 252 em missão de resgate e condução de uma das vítimas até o Pronto Socorro, devido à necessidade de apoio no transporte.

 

 

jefersonMORTE NO TRABALHO

Jeferson Perich (foto), 32 anos, morreu na manhã desta terça-feira, 26, ao ser atingido por uma pilha de aparas de papel no pátio de uma empresa papeleira no Alto do Mussi, em Três Barras.

Perich era encarregado de setor e, ao transitar pelo pátio foi atingido pela pilha.  Quando os bombeiros de Três Barras chegaram no local, nada mais podia ser feito. Ele teria morrido na hora.

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a morte. O Instituto Geral de Perícias (IGP) está analisando o local do acidente. Várias pessoas que testemunharam a morte devem ser ouvidas.

A investigação, segundo o delegado regional Wagner Meirelles, será conduzida pela Delegacia de Comarca por meio de Três Barras.

 

Foto: Biluka

Foto: Biluka

ACIDENTE

Bombeiros, Serviço Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF), atenderam no início da tarde deste sábado, 30, um acidente automobilístico na BR-280, em frente ao Posto Pwiedade, em Canoinhas.

A reportagem do JMais esteve no local e acompanhou o resgate das vítimas. O que pode se observar na cena do acidente é que um veículo Ônix com placas MKQ 6563, de Canoinhas, saiu do posto de combustíveis e não avistou um Fiat Uno com placas MLC 5429, também de Canoinhas, que transitava pela rodovia sentido Bela Vista do Toldo a Canoinhas, e atingiu a lateral do Ônix jogando-o para fora da pista.

As equipes de resgate ao chegarem no local se depararam com três vítimas que necessitavam de atendimento. Elas apresentavam ferimentos generalizados no rosto, braços e pernas. Após as análises e atendimentos pré-hospitalares, duas pessoas foram conduzidas pelo ASU dos bombeiros e outras duas, uma senhora com 55 anos e uma jovem que estava no Fiat Uno, foram conduzidas pela pela USB do Samu para receber atendimento médico no Pronto Atendimento Municipal.
Policias militares controlaram o trânsito até a chegada da PRF, que assumiu a ocorrência.
Foto: Assinatura do contrato/Ascom/Divulgação

Foto: Assinatura do contrato/Ascom/Divulgação

BALSAS N’ÁGUA

Nesta quarta-feira, 27, o prefeito Beto Faria assinou o contrato de permissão de uso com a empresa de navegação que passa a ser responsável pelo transporte aquaviário nas balsas de Taunay, Paula Pereira, Santa Leocádia e Felipe Schmidt, na área rural de Canoinhas. O contrato de exploração a título precário tem vigência de 15 anos.

A empresa contratada deverá utilizar equipamentos aprovados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ou Marinha do Brasil, além de possuir todas as licenças, autorizações e seguro necessário para exploração comercial das balsas. De acordo com o contrato, a empresa também deverá priorizar a segurança, economia, higiene, conforto, pontualidade, bom atendimento e a diligência dinamizada para o usuário, suas tripulações e profissionais de inspeção. “Em 2013 recebemos uma notificação da Antaq e agora estamos cumprindo com o que foi pedido pela agência, que determina que os serviços de travessia sejam feitos por empresas e não pelas prefeituras”, explica o prefeito Beto Faria.

A balsa de Taunay suporta até 20 toneladas e as demais balsas do município tem capacidade para até 30 toneladas, podendo fazer travessias até de caminhões trucados. Os motoristas e pedestres que utilizarem a balsa devem pagar o valor referente ao meio de transporte que fará a travessia pela balsa, sendo o valor mínimo de R$1,50 para pedestres e animais, podendo chegar a R$ 15 para travessias de ônibus.

Foto: Com instalação da Caixa na rua, trânsito complicou/FábioRodrigues/Correio do Norte

Foto: Com instalação da Caixa na rua, trânsito complicou/Fábio Rodrigues/Correio do Norte

MUDANÇA NO TRÂNSITO

Depois de amplos estudos, o Departamento de Trânsito de Canoinhas (Detracan) tomou a primeira medida do governo Beto Faria (PMDB) para tentar amenizar o fluxo intenso de veículos no centro da cidade, especialmente em horários de pico como 13h e 17h.

Segundo o coordenador do Detracan, Lorival Schiptoski, ainda na primeira quinzena de setembro deve entrar em vigor mão única na rua Major Vieira, entre as ruas Getúlio Vargas e Barão do Rio Branco.
O tráfego de veículos, que já era considerável, aumentou com a mudança da agência da Caixa Econômica Federal para a rua.
De acordo com Schiptoski, a alteração depende somente da instalação de placas de sinalização. A compra do material já foi aprovada e depende agora do processo licitatório. “Acredito que na primeira quinzena de setembro consigamos implementar a mudança”, afirma.
Com a alteração, os veículos poderão entrar na rua Major Vieira somente pela Getúlio Vargas (esquina da praça Lauro Müller e HSBC). O acesso pela rua Caetano Costa será impedido.

 

 

Foto: Equipe de alunos e professor que conduzem o programa/Sérgio Teixeira/Divulgação

Foto: Equipe de alunos e professor que conduzem o programa/Sérgio Teixeira/Divulgação

PROJETO PREMIADO

O Ministério da Educação através do Programa “Mais Cultura”, avaliou no mês de julho com conceito A, o projeto “Rádio Escola”, da Escola de Educação Básica (EEB) Santa Cruz, de Canoinhas.

A escola vai receber no mês de setembro, um subsídio no valor de R$ 22 mil através do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que consiste na assistência financeira às escolas com o objetivo dos recursos trazerem melhorias da infraestrutura pedagógica e/ou física. O valor será aplicado na locação de instrumentos, equipamentos, materiais permanentes e contratação de serviços diversos para o bom funcionamento do Projeto.

Segundo o supervisor do projeto na escola, professor Rodrigo Kucarz, o projeto beneficia hoje toda a comunidade escolar e também a sociedade. “Esse projeto foi inscrito em junho do ano passado, e após um ano saiu o resultado, fazendo de nossa escola, exemplo na área de projetos destaque no Ensino Médio Inovador”, destaca.

Kucarz frisa também que o projeto visa propiciar ao educando, participação e desenvolvimento de suas potencialidades, ampliando a linguagem, a expressão e locução verbal, usando espaço e instrumentos radiofônicos, favorecendo momentos de recreação, conhecimento e informação que auxiliam a aprendizagem e a boa convivência social.

O programa Rádio Escola foi uma iniciativa do professor Ricardo Pereira Martin, que iniciou o projeto na instituição em 1995. Hoje, o projeto tem embasamento teórico e é uma realidade na escola. “É um orgulho ver um trabalho que começamos ter um resultado tão positivo hoje. Esse projeto também descobriu na cidade grandes talentos, que hoje são destaque em rádios de nossa cidade”.

Os alunos que fazem parte do Projeto são Júlio Cesar Ribeiro Hauth e Pedro Tomczyk Junior, que atuaram na rádio em 2013;Matheus Renan Riske, que atuou em 2013 e nesse ano; e os alunos que entraram no programa esse ano, Ademir de Souza Lopes Junior e Mateus Emanuel Neves Rodrigues. Todos os alunos são do Ensino Médio Inovador (EMI) e do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (EMIEP). “O mais legal é que todos os discentes, docentes e comunidade se envolvem com o programa, tornando muito mais dinâmico e prazeroso de ser feito”, finaliza o professor Rodrigo.

O Detracan aprovou outra alteração no trânsito canoinhense que visa atender quem reclama da bifurcação entre as ruas Duque de Caxias, Barão do Rio Branco e Vidal Ramos (esquina da Mallon Volkswagen). O trecho terá quatro pistas marcadas por tachões. A via da direita será livre para quem quiser entrar na Duque de Caxias vindo da Coronel Albuquerque ou da Barão do Rio Branco. Outra livre para quem vai ingressar na Vidal Ramos. As duas centrais serão usadas para quem pretende seguir da Francisco de Paula Pereira em diante. Quatro faixas de pedestres serão sinalizadas.
A implementação dessa mudança depende também da compra de sinalização, já autorizada pela Câmara de Vereadores.

 

 

Foto: Público presente no evento/Gilberto Neppel

O curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC) e a Universidad Gastón Dachary de Posadas, na Argentina, em parceria com a Epagri de Canoinhas, promoveram na semana passada o 3º Workshop sobre Desenvolvimento Regional no Território do Contestado e 2º Seminário Sistemas de Produção Tradicionais e Agroflorestais no Centro-Sul do Paraná e Norte Catarinense.

O tema do workshop foi “Experiências inovadoras internacionais como contributo ao desenvolvimento regional no Território do Contestado”. Para discutir o assunto, participaram cinco pesquisadores de Portugal, um da Espanha e três da Argentina, além de especialistas de diversos estados brasileiros.

 

DEBATE

O debate abrangeu temas como Avanços Tecnológicos e Inovações no Setor da Silvicultura, como alternativa ao desenvolvimento regional, apresentando a experiência argentina na produção agrosilvopastoril e da erva-mate; Usos do solo e desenvolvimento regional, com a experiência de Castilla La-Mancha, na Espanha, além da apresentação de resultados de investigação realizada no Território do Contestado; Indicação Geográfica; e o papel das associações de desenvolvimento, como estrutura organizacional e funcional inovadora de gestão do desenvolvimento territorial.

Além disso, foram realizadas três mesas redondas, umas delas, como síntese final dos temas apresentados no evento.

A primeira discutiu os sistemas de produção tradicionais e agroflorestais no centro-sul do Paraná e norte catarinense com os impactos no Desenvolvimento Territorial, focando em experiências inovadoras de Santa Catarina e do Paraná.

A Indicação Geográfica como alternativa de Desenvolvimento Territorial no Estado de Santa Catarina, no Brasil e na Argentina, foi tema de outro debate que expôs experiências catarinenses como o caso do Vale da Uva Goethe (Urussanga), do Queijo Serrano (Serra Catarinense e Rio-grandense) e da Erva-Mate (Planalto Norte Catarinense e Centro-Sul do Paraná).

A terceira mesa discutiu experiências internacionais de desenvolvimento local e regional e sua aplicabilidade no Território do Contestado.

A partir desses debates, foi elaborado um “Documento Estratégico”, que se propôs a destacar a atual situação, os avanços e desafios do processo de desenvolvimento regional do chamado Território do Contestado. “Esse documento será disponibilizado às instituições e lideranças regionais, a partir da próxima semana, a fim de que sirva de referência ao debate atual e futuro sobre desenvolvimento regional no Território do Contestado”, explica o professor Dr. Valdir Roque Dallabrida, coordenador geral do evento.

Texto e fotos: Biluka
Bombeiros, Serviço Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF), atenderam no início da tarde deste sábado, 30, um acidente automobilístico na BR-280, em frente ao Posto Pwiedade, em Canoinhas.
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A reportagem do JMais esteve no local e acompanhou o resgate das vítimas. O que pode se observar na cena do acidente é que um veículo Ônix com placas MKQ 6563, de Canoinhas, saiu do posto de combustíveis e não avistou um Fiat Uno com placas MLC 5429, também de Canoinhas, que transitava pela rodovia sentido Bela Vista do Toldo a Canoinhas, e atingiu a lateral do Uno jogando-o para fora da pista.
As equipes de resgate ao chegarem no local se depararam com três vítimas que necessitavam de atendimento. Elas apresentavam ferimentos generalizados no rosto, braços e pernas. Após as análises e atendimentos pré-hospitalares, duas pessoas foram conduzidas pelo ASU dos bombeiros e outras duas, uma senhora com 55 anos e uma jovem que estava no Fiat Uno, foram conduzidas pela pela USB do Samu para receber atendimento médico no Pronto Atendimento Municipal.
Policias militares controlaram o trânsito até a chegada da PRF, que assumiu a ocorrência.

 

O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Nelson Juliano Schaefer Martins, assume nesta segunda-feira, dia 1º, como governador em exercício. A cerimônia de transmissão do cargo será realizada às 9h, em ato no Centro Administrativo do Estado, em Florianópolis.

O governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira pediram licença do Poder Executivo até o dia 5 de outubro, período de campanha eleitoral. A licença solicitada à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, conforme prevê a Constituição do Estado, não vai gerar ônus para os cofres públicos, porque Colombo e o vice Eduardo não terão remuneração nestes dias.

O desembargador Nelson Juliano Schaefer Martins já havia assumido o cargo de governador em exercício entre os dias 23 de maio e 1º de junho deste ano, durante missão oficial do governador Colombo e do vice Eduardo para os Estados Unidos.

Foto: Montagem com Wendt e as plantas encontradas na sua casa/PC/Divulgação
A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas (DIC), prendeu na manhã desta sexta-feira, 29, Juliano Wendt, vulgo “Nano”, que cultivava no quintal da sua casa, no centro de Canoinhas, pés de maconha. Dentro de casa, foram encontradas cerca de nove gramas de sementes e folhas análogas à maconha. Foram apreendidos ainda R$ 500 em dinheiro.
“Nano” já vinha sendo investigado pela DIC pela venda de maconha na sua residência, sendo que, após a autorização judicial para buscas na sua casa, a equipe aguardou a melhor oportunidade para realizar a diligência.
Também foi encontrada na casa do investigado uma carteira de identidade falsificada, constando como titular o nome de uma pessoa que havia perdido os documentos pessoais, porém, com a foto de “Nano”.
O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado até a Unidade Prisional Avançada de Canoinhas, onde permanece a disposição da justiça.

A Polícia Civil de Três Barras investiga um assalto seguido de sequestro ocorrido na noite desta quinta-feira, 28, em Três Barras.

Segundo o site Portal de Canoinhas, os ladrões encapuzados invadiram a casa de um empresário tresbarrense e, depois de roubarem joias, eletrônicos e outros objetos de valor da casa, sequestraram a esposa e a filha menor do empresário.

O empresário não estaria em casa no momento da ação dos bandidos.

Ainda de acordo com o site, o objetivo dos bandidos era de exigir um resgate, porém quando estavam nas proximidades do município paranaense de Rio Negro, as vítimas foram libertadas.

A mulher a criança não teriam sofrido agressões físicas. Não há pistas dos assaltantes.

 

Foto: Com instalação da Caixa na rua, trânsito complicou/FábioRodrigues/Correio do Norte

Depois de amplos estudos, o Departamento de Trânsito de Canoinhas (Detracan) tomou a primeira medida do governo Beto Faria (PMDB) para tentar amenizar o fluxo intenso de veículos no centro da cidade, especialmente em horários de pico como 13h e 17h.

Segundo o coordenador do Detracan, Lorival Schiptoski, ainda na primeira quinzena de setembro deve entrar em vigor mão única na rua Major Vieira, entre as ruas Getúlio Vargas e Barão do Rio Branco.
O tráfego de veículos, que já era considerável, aumentou com a mudança da agência da Caixa Econômica Federal para a rua.
De acordo com Schiptoski, a alteração depende somente da instalação de placas de sinalização. A compra do material já foi aprovada e depende agora do processo licitatório. “Acredito que na primeira quinzena de setembro consigamos implementar a mudança”, afirma.
Com a alteração, os veículos poderão entrar na rua Major Vieira somente pela Getúlio Vargas (esquina da praça Lauro Müller e HSBC). O acesso pela rua Caetano Costa será impedido.

 

MAIS MUDANÇAS
O Detracan aprovou outra alteração no trânsito canoinhense que visa atender quem reclama da bifurcação entre as ruas Duque de Caxias, Barão do Rio Branco e Vidal Ramos (esquina da Mallon Volkswagen). O trecho terá quatro pistas marcadas por tachões. A via da direita será livre para quem quiser entrar na Duque de Caxias vindo da Coronel Albuquerque ou da Barão do Rio Branco. Outra livre para quem vai ingressar na Vidal Ramos. As duas centrais serão usadas para quem pretende seguir da Francisco de Paula Pereira em diante. Quatro faixas de pedestres serão sinalizadas.
A implementação dessa mudança depende também da compra de sinalização, já autorizada pela Câmara de Vereadores.

O atual governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD) lidera a corrida eleitoral no Estado, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 28.

Segundo o instituto, que ouviu 812 eleitores em 45 municípios entre os dias 25 e 27 de agosto, Colombo tem 43% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Paulo Bauer (PSDB), com 19%, seguido por Cláudio Vignatti (PT), com 7%. Já os candidatos Afrânio Boppré (PSOL), Gilmar Salgado (PSTU), e Janaina Deitos (PPL) têm 1% cada. Elpídio Neves (PRP) e Marlene Soccas(PCB) não chegaram a 1% cada.

Foto: Aviões 2 está em cartaz no Cine Queluz, em Canoinhas/Divulgação

Confira os destaques de Canoinhas e região

paodeiraDAJ CACHAÇARIA

Quando? Sexta, 29

O que? Pagodeira A Casa Caiu

Quando? Sábado, 30

O que? Sabadão Sertanejo

 

 

 

 

 

 

pancPANCADÃO MUSIC BAR

Quando? Sexta, 29

O que? Show nacional com Fábio e Rafael

 

Quando? Sábado, 30

O que? Pegada Bruta

 

quadrinhosSESC

Quando? Sábado, 30

O que? Oficina Criando Histórias em Quadrinhos

 

 

 

 

 

smallRECANTUS BAR (ANTIGO BARZITO)

Quando? Sábado, 30

O que? Small Planet

 

 

essESSENCE CLUB

Quando? Sábado, 3o

O que? Inauguração com Lau Rodrigues e Bruno Zeizer

 

sboSBO

Quando? Domingo, 31

O que? Ivonir Machado

 

 

 

 

CINEMA

Aviões 2 estreou nesta quinta-feira, 28, no Cine Queluz, em Canoinhas. Dusty descobre que seu motor está severamente danificado e nunca mais poderá participar de corridas. Após algumas adaptações ele acaba realocado na brigada aérea de incêndio, onde conhece o veterano helicóptero Blade Ranger e a equipe terrestre conhecida como The Smokejumpers. Enfrentando o fogo diariamente, Dusty finalmente entende o significado da palavra “herói”.

Malévola segue em cartaz. Confira datas e horários.

D A T A  DIAS DA SEMANA HORÁRIO              F I L M E S
28.08 Quinta 20h Aviões 2 (Dub – Livre)
29.08 Sexta 20h Aviões 2
30.08 Sábado 17h Aviões 2
20h Malévola (Dub – 10 anos)
31.08 Domingo 17h Aviões 2
20h Malévola (Dub – 10 anos)
01.09 Segunda NÃO TEM SESSÃO
02.09 Terça 20h Aviões 2
03.09 Quarta 20h Aviões 2
04.09 Quinta 20h Aviões 2
PREÇOS DOS INGRESSOS
TERÇA A DOMINGO E FERIADOS – MEIA R$ 7,00 – INTEIRA R$ 14,00
QUARTA  – PREÇO ÚNICO R$ 7,00
O Queluz se reserva o direito de mudar a programação sem aviso prévio.

A Justiça condenou o prefeito recém-empossado de Major Vieira, Orildo Severgnini (foto), à perda dos direitos políticos por três anos e manteve a indisponibilidade de seus bens em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela prática de ato de improbidade administrativa. A decisão, que é passível de recurso, é de 6 de agosto de 2014 e diz respeito a atos praticados quando Orildo exercia o cargo de prefeito em 2004.

Na ação, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas relata que, em 2004, o então prefeito exigiu propina de 20% sobre o total de uma obra para o proprietário da empreiteira que a executava. Para o mesmo empresário, o então prefeito também ofereceu a exploração comercial de uma britadeira de pedras cedida pelo Estado de Santa Catarina, com divisão dos lucros do “negócio”. Ofereceu, ainda, a venda de uma chácara particular que teria a conta de luz paga pelo município.

O empresário não aceitou as propostas e procurou o MPSC para denunciá-las. Todos os atos foram confirmados por testemunhas. Diante de fatos e provas apresentados pela Promotoria de Justiça, o então prefeito foi condenado pelo Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Canoinhas também à multa civil no valor de cinco vezes a última remuneração recebida no exercício do cargo, em valores atualizados.

 

ATOS NÃO SE ENQUADRAM NA LEI DA FICHA LIMPA

Como a decisão ainda não transitou em julgado (ainda cabe recurso), Orildo pôde ser empossado prefeito de Major Vieira na semana passada. Segundo o promotor de Justiça Eder Cristiano Viana, não é possível a invocação das regras da Lei da Ficha Limpa para o caso, em virtude de se tratar de decisão judicial de primeira instância que o condenou pela prática dos atos de improbidade definidos no artigo 11 da Lei de Improbidade. Orildo foi condenado por descumprir princípios que regem a administração pública, legalidade, moralidade e impessoalidade.

A Lei da Ficha Limpa estabeleceu hipótese de inelegibilidade na Lei Complementar n. 64/1990 a partir de 2010, estabelecendo-a no caso de condenações pela prática de atos de improbidade que causem prejuízo ao erário ou que importem em enriquecimento ilícito. O prazo legal para eventual recurso é de 15 dias contados da diplomação.

 

Da Agência Brasil

 

A partir de 1º de janeiro de 2015, o salário mínimo deve ser R$ 788,06, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) 2015. Um reajuste de 8,8%. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 28, pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, depois de entregar a proposta ao presidente o Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ministra antecipou que o texto prioriza investimentos em saúde, educação combate à pobreza e infraestrutura.

A peça orçamentária traz uma mensagem da presidenta Dilma Rousseff com um diagnóstico sobre a situação econômica do país e suas perspectivas.

Pela Constituição, o prazo de entrega do projeto pelo Executivo termina no dia 31 de agosto. Mas, com a expectativa de conclusão da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as metas e prioridades da administração pública federal, só na semana que vem, durante o esforço concentrado, o governo se antecipou. A LDO deveria orientar a elaboração da peça orçamentária.

“Coloquei  toda a equipe do ministério [do Planejamento] à disposição, para os esclarecimentos necessários, para que o Congresso possa fazer uma análise rápida do Orçamento e votá-lo até o fim do ano, prazo que o presidente do Senado [Renan Calheiros], confirmou que é possível fazer”, explicou a ministra.

O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja votada e aprovada até o dia 22 de dezembro.

No projeto de lei, também consta a estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, no próximo ano.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 3% (R$ 5,756 trilhões).

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimentos, o superávit primário vai para R$ 114,7 bilhões, correspondentes a 2% do PIB.

O superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo seus credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, tem condições de pagar dividas.

entrega do projeto tecnico e das assinaturas ao reitor (1)Nesta quarta-feira, 27, em Chapecó, o prefeito de Três Barras, Elói José Quege, juntamente com os secretários Eloá Steklain, Marcos Budant e o vereador canoinhense João Grein, entregaram para o reitor Jaime Giollo o projeto técnico sobre a expansão da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) no Planalto Norte Catarinense.

O projeto, que defende inicialmente a instalação de cinco cursos nas áreas de ciências sociais aplicadas e engenharias, visa implantar um campus da UFFS com o objetivo de mudar o paradigma de que o Planalto Norte é historicamente reprimido e por meio de uma universidade pública alavancar a economia regional bem como chamar a atenção dos investidores do setor hoteleiro, gastronômico, comercial e imobiliário, entre outros.

De acordo com Quege, o esforço e a união dos prefeitos, secretários de educação, sociedade civil, empresários, educadores, entidades representativas vem ao encontro do desejo de mudar o quadro regional e incentivar os jovens a permanecerem nos locais de origem.

“A falta de uma universidade pública e gratuita, faz com que percamos nossos jovens para os grandes centros em busca de oportunidades, quando estas estão aqui, mas não são exploradas ou necessitam de mão de obra capacitada e qualificada para impulsionar o tão sonhado desenvolvimento. Hoje estamos todos juntos por esta luta. Desde o início do ano temos elaborado essa ideia em reuniões conjuntas e contamos com o apoio de 15 prefeitos de Santa Catarina e 14 prefeitos do sul do Paraná”, afirma.

Além do projeto de expansão, foram entregues mais de 7500 assinaturas do abaixo-assinado de apoio realizado durante todo mês de agosto, moção da Prefeitura de Três Barras e das Câmaras de Vereadores de Três Barras e Canoinhas.

Os cursos pretendidos, que foram avaliados de acordo com as características e necessidades da região a fim de aproveitar suas potencialidades econômicas, são: Administração Pública, Ciências Econômicas (com ênfase de formação em economia agrícola e desenvolvimento regional), Ciências Sociais, Engenharia Civil e Engenharia Agrícola.

Segundo a secretária da Educação de Três Barras, Eloá Steklain, após a entrega do projeto o momento é de prosseguir com os movimentos sociais e aguardar a reitoria da Universidade proferir qual será o próximo passo a ser dado.