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Foto: Momento do encontro/Ellen Colombo/Divulgação

Em sua terceira edição o Café Proseado, realizado na Estância Hidromineral Águas de Valões, em Irineópolis, já é um evento tradicional no município e reunindo professores, pesquisadores de história, personalidades locais e regionais interessadas em ouvir e contar boas histórias. Neste ano, o tema debatido foi a história e o desenvolvimento do município de Irineópolis. O convidado a palestrar na tarde de terça-feira, 29, foi o ex-prefeito do município Roberto Batschauer, que exerceu os mandatos entre os anos de 1977 a 1983 e 1989 a 1992. Além de prefeito, Batschauer assumiu liderança política na região na época em que foi prefeito, representando o município de Irineópolis e a região do Planalto Norte Catarinense em vários pleitos.

 

HISTÓRICO

O evento que nesta edição foi promovido pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Estância Hidromineral Águas de Valões foi idealizado por Léa Unterstell Corrêa, proprietária da Estância Hidromineral, com auxilio do historiador Fernando Tokarski, de Canoinhas. O primeiro encontro aconteceu em Irineópolis, reunindo um grupo seleto de pessoas que participaram de conversa sobre a Guerra do Contestado com Tokarski.  Já o II Café Proseado, uma parceria entre a Estância e as Secretarias de Educação de Irineópolis e Canoinhas teve como palestrante o professor Paulo Pinheiro Machado, doutor em história pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), que apresentou no encontro o livro “Nem fanáticos, nem jagunços: reflexões sobre o Contestado”. A terceira edição trouxe a discussão de temas locais, voltados ao resgate da história recente do município que completou no dia 22 de julho, 52 anos de emancipação político-administrativa.

O prefeito Juliano Pozzi Pereira participou do evento e em seu pronunciamento destacou a importância do resgate da história do município, lembrando que a administração lançou um Concurso Cultural com este objetivo. Autoridades locais participaram do encontro que também contou com a presença de um dos primeiros engenheiros agrônomos do município, senhor Antônio Carlos Mosena. Citado diversas vezes pelo palestrante, Mosena foi um dos responsáveis pela evolução da agricultura no município de Irineópolis, por meio da implantação de novos cultivares e de novas técnicas de plantio. Além da participação de Mosena, que não reside mais em Irineópolis, o evento contou com a  presença especial do historiador Fernando Tokarski, nascido em Irineópolis e filho de João Tokarski, primeiro vice-prefeito do município, e do prefeito de Porto União, Anízio Souza, também nascido em Irineópolis.

Um grande público lotou a Sociedade Rui Barbosa, em Itaiópolis, nesta quinta-feira, 31. Mais de 450 pessoas se reuniram para participar do 6º Ciclo de Conscientização sobre a saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente no município que concentra 2,3 mil produtores de tabaco e é o segundo maior produtor de Santa Catarina. A iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), empresas associadas e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) está em sua sexta edição anual e já reuniu cerca de 12 mil pessoas, em 32 municípios. Em Santa Catarina, sete municípios já sediaram o evento: Orleans (2014), Ituporanga e Palmitos (2013), Araranguá e Canoinhas (2012),Maravilha e Santa Terezinha (2011).

Pequenas atitudes podem fazer toda a diferença quando o assunto é saúde e segurança. No meio rural, não é diferente. As recomendações foram repassadas aos participantes por meio do vídeo ComCiência. “Os produtores precisam se conscientizar que seu bem mais valioso está em jogo ao fazer uso de agrotóxicos sem EPI ou colher tabaco úmido sem a vestimenta de colheita: sua própria saúde. A partir da informação e do conhecimento sobre os prejuízos de não se observar as orientações de segurança no trabalho, os produtores vão começar a se conscientizar sobre o tema e se prevenir de intoxicações”, avalia Iro Schünke, presidente do SindiTabaco.

Entre as orientações do vídeo também está a de utilizar somente agrotóxicos registrados, de acordo com a receita agronômica; manter o pulverizador em perfeitas condições de uso e sem vazamentos; realizar a tríplice lavagem da embalagem vazia de agrotóxico e armazená-la em local apropriado, nunca as reutilizando; usar sempre luvas impermeáveis e vestimenta específica para a colheita; evitar colher o tabaco quando as folhas estiverem molhadas pela chuva ou orvalho; dar preferência aos horários menos quentes do dia para a colheita do tabaco.

Assim como a questão da saúde e segurança, os produtores precisam observar a legislação no que se refere ao trabalho infantil. Seguindo recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil regulamentou por meio do decreto 6481/2008 duas convenções internacionais, colocando o tabaco na lista de formas de trabalho proibidas para menores de 18 anos. É, portanto, proibido por lei, utilizar mão-de-obra de crianças e adolescentes menores de 18 anos no cultivo do tabaco (plantio, pulverização, colheita, secagem e comercialização).

Entre 1992 e 2011, o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos passou de 8,4 milhões a 3,6 milhões, o que representa uma redução de 56%. “No entanto ainda temos um grande problema social, especialmente no meio rural: 60% das crianças e adolescentes que trabalham de forma irregular estão na agricultura. Nosso maior desafio está na faixa entre 15 e 17 anos, quando as oportunidades de estudo ficam escassas, o que nos leva a outro problema que o País enfrenta: a falta de escolas rurais”, afirma a socióloga e advogada Dra. Ana Paula Motta Costa que palestrou sobre os aspectos legais do trabalho infantil e abordou a importância de crianças e adolescentes frequentar regularmente a escola, em turno e contra-turno (nas localidades onde houver). “O trabalho infantil traz prejuízos às crianças e adolescentes, mas não apenas a eles. Toda a família acaba prejudicada, considerando que as pesquisas apontam que a falta de educação está diretamente relacionada ao empobrecimento”, afirmou.

A socióloga admite que este é um assunto complexo e muito enraizado à questão cultural. “Sabemos que os pais querem o melhor para seus filhos e acreditam que o trabalho é um valor. Este é um argumento válido, mas hoje precisamos tratar o assunto de forma diferente do que há alguns anos, uma vez que os tempos mudaram e a legislação não permite o trabalho no tabaco antes do 18 anos. Crianças e adolescentes podem auxiliar em pequenas tarefas e atividades para aprender valores como respeito, disciplina, organização. Mas não devem substituir a mão de obra adulta, sob pena de implicar trabalho infantil”, disse.

Policiais civis da Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas (DIC) e da Delegacia de Bela Vista do Toldo recapturaram na tarde desta quinta-feira, 31, José Anacleto de Lorena (foto), foragido da Unidade Prisional Avançada de Canoinhas (UPA) desde 2010.

Jose Anacleto havia sido preso pela DIC-Canoinhas em dezembro de 2009, e cumpria pena pelo crime de tráfico de drogas. Naquela ocasião foi encontrado pelos agentes da Polícia Civil em sua casa, no distrito de São Cristóvão, em Três Barras, cerca de 500 gramas de crack. Na época Jose Anacleto foi autuado em flagrante  e recambiado para a UPA de Canoinhas.

Em setembro de 2010, Jose Anacleto fugiu da Unidade Prisional permanecendo foragido se embrenhando nas serras no interior do município de Bela Vista do Toldo. Na tarde desta quinta, após levantarem o paradeiro do Jose Anacleto em Três Barras, os policiais cercaram o local e adentraram na casa na qual ele estava escondido. Ele foi preso e encaminhado para a Delegacia.

A operação foi comandada pelo delegado regional Wagner Meirelles, coordenador da DIC Canoinhas.

Após os procedimentos de praxe na Delegacia, Jose Anacleto foi reencaminhado para a UPA de Canoinhas, onde permanecerá a disposição da Justiça da Comarca.