< 2014 junho Archive | JMais | Jornalismo Digital

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Isto não é um comentário sobre uma obra literária. Nem mesmo uma crítica. Porque eu não me vejo colocada nessa categoria. E é algo que também não faz o meu gênero, o meu estilo, o meu jeito de ser.

Mas, preciso falar de um livro. De um livro que há poucos dias acabei de ler, de um livro cujas fortes imagens nele descritas não deixam meu espírito vagar sobre outras plagas.

Um livro que depois de chegar à última página para ele ainda volto a fim de ter a certeza de que tudo aquilo lá está mesmo escrito. Um livro que merece ser lido, relido, dissecado, degustado e colocado em pedestais para que aquele relato não se perca na desmemória dos tempos.

Um livro que não é um conto de fadas e nem um romance água com açúcar. Mas, um livro que deixa um rasgo em nosso corpo, faz um risco em nossa alma e impregna de sangue e de vísceras dilaceradas um doloroso caminho. O caminho do martírio percorrido por um garoto, um adolescente, um menino, que, ao raiar da puberdade encontra desumanos algozes que nele extravasam um ódio trazido das profundezas dos séculos.

O garoto sobreviveu e seu grito, que veio de longe e que está ali, letra por letra, ponto por ponto, quase cinquenta anos depois, é o grito sufocado na garganta de quantas centenas de outros e de outras iguais a ele e que como ele foram levados a porões imundos para satisfazer às insaciáveis e sórdidas manifestações de brutalidade de alguns subordinados cúmplices de um sádico poder.

Não, eu não poderia deixar passar em branco, eu não poderia deixar passar incólume este retrato, este retrospecto de um pedaço de vida de um jovem. De um jovem que foi dilapidado, escorraçado, injustamente torturado por aprendizes daquilo que de pior a humanidade gerou em milhares de anos.

E aquele garoto, ali dependurado, pela boca, em um cabide de ferro, com suas frágeis pernas já corroídas e debilitadas pela maldade dos carrascos-meninos-soldados, tinha consciência de que se dormisse seria o seu fim.

E então ficava a divagar, a sonhar, a relembrar um passado, um passado que fora um tempo muito bonito, muito especial, o tempo de sua infância repleta de aventuras nas serras longínquas ou nas pradarias próximas de sua aldeia natal.

A descrição do autor sobre este torturante período por ele passado não deve de forma alguma ser a descrição completa e total de todos os horrores pelos quais sofreu sob os coturnos, os pesados e impiedosos coturnos daqueles meninos-soldados que nele viam apenas o grande e sujo inimigo da pátria-amada-gentil!

E enquanto no terrível cabide pendurado pela boca, pelos dentes, pelos maxilares ele sofria na carne as dores que os algozes lhe impingiam, relembrava um passado mais próximo em que passava suas tardes e suas noites trabalhando em um bar para ajudar no sustento da família.

E, pendurado pela boca, ali, naquele sujo e infecto cabide de ferro, relembrava as lições de vida recebidas de um grupo de assíduos frequentadores que nele conseguiram incutir lições de dignidade, nobreza, retidão, amor à pátria, amor pela Liberdade.  Que lhe aguçaram os sentidos para a vida. Que lhe mostravam caminhos que “mais deveriam repercutir na consciência do que na reputação”.

Lendo este livro não dá para esquecer que é uma história real. Não dá para esquecer que é a história de uma vida vivida por um personagem real.

Não dá para esquecer que é uma história guardada no baú da memória de um garoto. Uma história arquivada a ferro por cinquenta anos. Uma história que agora chegou às minhas mãos e à minha alma.

E um livro que eu não li num átimo, num abrir e fechar de olhos. Porque não seria possível lê-lo de um fôlego. Imprescindível era respirar, profundamente, entre um gole e outro de água para esfriar os pensamentos e ungir a alma em outros céus.

Ler devagar era preciso. E as imagens ficavam e se fixavam indelevelmente em cada neurônio meu.

E assim ficarão porque vejo à minha frente o amigo que a escreveu e o imagino ainda garoto, ainda menino, ainda franzino, no desabrochar dos seus quinze anos, tendo aquele cenário de horror, aquele cenário macabro como palco de seu primeiro baile, da iniciação de seu adolescer.

E o garoto aí está. Altaneiro. Vencedor. Um senhor profissional. Um professor. Um artista das artes plásticas. E agora da arte da pena. Um escritor.

Com lágrimas na alma eu te abraço Pedro Penteado do Prado por teres escrito aquilo que muitos e muitas gostariam de ter contado e que, certamente não o fizeram porque presos estiveram àquelas mesmas promessas que fizeste frente aos carrascos.

A promessa de que se o tudo e o todo passado nos tenebrosos porões viesse à lume, famílias inteiras seriam torturadas, perseguidas e massacradas.

 

E no garoto a Mácula da tortura permanece no físico. Já a Mácula da alma…

 

MÁCULA. – Autor: Pedro Penteado do Prado.

O discurso do deputado estadual Joares Ponticelli (foto) na convenção do PP na tarde desta segunda-feira, 30, traduz bem o drama que se transformou o dia decisivo para definir candidatos as eleições de outubro. “Há um sentimento de traição. Nossa gente está ferida. Não há como encaminhar outra proposta que não seja a de candidatura própria.”
Na sequência, Ponticelli disse que é preciso separar o PMDB “daquele que foi o verdadeiro mandão”, referindo-se a Luiz Henrique. “O problema é que o PMDB avalizou a traição.”

Na convenção do PMDB neste domingo, 29, o partido indicou Dario Berger como candidato a senador. Colombo avalizou. O mesmo Colombo que havia assumido compromisso com Ponticelli.

Agora, sem pai nem mãe, o PP tem de decidir se se mantém com Colombo ou aceita o convite para ser vice do PSDB de Paulo Bauer ou do PT de Cláudio Vignatti. Bauer já oficializou sua candidatura. Vignatti oficializa nesta segunda, assim como Colombo, que deve confirmar Eduardo Pinho Moreira (PMDB) como seu vice.

O PP pode se manter na aliança e bancar, sozinho, a candidatura de Ponticelli, porém, seria humilhante.

 

DISPUTA REGIONAL 

Ao que tudo indica, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa vai se concentrar entre Antonio Aguiar (PMDB) e Beto Passos (PT) na região de Canoinhas. Em Mafra e Porto União, a situação embola com Marcos do Besc (PT), Wellington Bielecki (PSD) e Herbert Werka (PR). Sem contar com Silvio Dreveck (PP), que não levou a sério a possibilidade de disputar o Senado para agradar Luiz Henrique (PMDB) que, aparentemente não tolera Joares Ponticelli (PP) como candidato da chapa liderada pelo PSD.
Aguiar sai na frente, com indiscutível vantagem. Já está na Assembleia e pavimentou muito bem o caminho para a reeleição, ampliando seu território eleitoral. Depois de ter sido hostilizado na imprensa são-bentense por ter prometido a quimioterapia há um ano, fez muita gente engolir as palavras ao apresentar a área onde será implementado o serviço.
A obra de adequação do espaço no Hospital Sagrada Família começa ainda neste mês. Dessa forma, deve tirar votos de Dreveck que, por sua vez, tem seu eleitorado em Canoinhas.
E como fica Beto Passos nesse cenário?
O canoinhense sabe que as demais candidaturas do PT o atrapalham. Mesmo sendo do PT, o prefeito de Mafra, por exemplo, vai apoiar Herbert Werka. Ao que parece, no entanto, quer projetar-se para 2016, quando deve disputar novamente a prefeitura de Canoinhas. Historicamente, no entanto, candidaturas a deputado pouco influenciaram em posteriores disputas municipais. Vide Edmilson Veka e o saudoso João Rosa Müller, só pra ficar em dois exemplos recentes.

 

AGUIAR X MARIANI

Aguiar encarou como uma afronta pessoal o apoio de Mauro Mariani a três candidatos a deputado estadual da região de Rio Negrinho/São Bento do Sul. Para não ficar por baixo, lançou sua esposa, Marilu, como candidata a deputada federal, para atrapalhar a votação de Mariani na região de Canoinhas. “Todo mundo tem direito de ser candidato, é a democracia”, lembrou Aguiar.

 

ENCHENTE

A Defesa Civil precisa ficar de olho nos recursos federais que virão para o Planalto Norte. Até agora ninguém sabe, ninguém viu os R$ 3 milhões destinados a Monte Castelo por causa de um factoide travestido de vendaval.

 

AULAS

A Secretaria Municipal da Educação de Três Barras comunica que as férias das escolas municipais terminam nesta segunda-feira, 30. Os alunos, que estavam em recesso escolar antecipado devido a enchente, devem retornar às escolas a partir desta terça-feira, dia 1º.

Menores furtando

 Na noite de sexta-feira, 27, na rua Francisco de Paula Pereira, centro de Canoinhas,

uma testemunha flagrou dois menores com 15 anos de idade furtando diversos objetos de dentro de um estabelecimento comercial.

Os policiais apreenderam os menores e os conduziram à Delegacia da Comarca de Canoinhas.

 

 

Condutor embriagado

 Na noite de sexta-feira, 27, policiais em patrulhamento pela rua Otto Friedrich, no bairro Tricolin, abordaram o condutor de um veículo VW Gol, placas LWT-5275.

Os policiais constataram que o condutor apresentava visível estado de embriaguez, o que foi comprovado pelo teste do bafômetro.

O homem foi preso e encaminhado à Delegacia da Comarca de Canoinhas.

 

 

Agressivo e perigoso

 Na tarde de sábado, 28, na rua Henrique Sorg, no bairro Jardim Esperança, a PM atendeu a uma ocorrência de perturbação do sossego alheio e ameaça.

No local, um homem com 25 anos de idade estava perturbando o sossego e ameaçando seus vizinhos.

Ele portava uma barra de ferro com a qual ameaçava um casal de vizinhos. Ao identificá-lo, os policiais descobriram que o rapaz tinha mandado de prisão em aberto.

A PM deu voz de prisão ao homem e o conduziu para a Delegacia da Comarca de Canoinhas.

 

 

Condutor embriagado

 Na noite de sábado, 28, na rua Adão Santarém, distrito de São Cristovão, em Três Barras, a PM foi chamada para atender uma ocorrência de ameaça.

No local, os policiais conversaram com a suposta vítima, um homem com 22 anos de idade, que informou estar sendo ameaçado por outro homem que havia fugido do local.

Nas proximidades, a PM abordou um veículo VW Gol, placas MED-5490, identificando seu condutor como sendo um homem com 24 anos de idade, que apresentava visíveis sinais de embriaguez.

O condutor se recusou realizar o teste do bafômetro e, por isso, vai responder a termo de constatação de embriaguez.

 

 

CNH cassada

 Na noite de sábado, 28, policiais em patrulhamento pela rua Loacir Muniz, bairro Água Verde, em Canoinhas, abordaram o condutor de uma motocicleta, placas AMX-4071, que transitava com os faróis apagados.

No momento da abordagem os policiais constataram que o condutor estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cassada.

Ele vai responder a boletim termo circunstanciado. A motocicleta foi recolhida ao pátio municipal.

 

 

Agressão contra mulher

 Na noite de sábado, 28, na rua Antonio Silva Filho, no bairro Vila Nova, em Três Barras, a PM foi chamada para atender uma ocorrência de agressão contra mulher.

A vítima, uma mulher com 27 anos de idade, confirmou para a guarnição ter sido agredida por seu ex-marido um homem com 32 anos de idade.

Os policiais deram voz de prisão ao homem e o conduziram para a Delegacia da Comarca de Canoinhas. Segundo a PM, ele já tinha mandado de prisão em aberto.

 

 

Acidente de trânsito

 Na tarde de domingo, 29, o motorista de um GM Kadet, placas MAQ-7120, capotou o veículo na rua Wendelin Metzger, no bairro Alto da Tijuca, em Canoinhas. A PM foi chamada e constatou que o condutor apresentava visível estado de embriaguez, o que foi comprovado pelo teste do bafômetro.

O condutor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da Comarca de Canoinhas.