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Foto: Reunião do PMDB realizada em Canoinhas/Divulgação

A presença do deputado estadual Antonio Aguiar no encontro organizado pelo federal Mauro Mariani na sexta-feira, 21, colocou pimenta no caldo eleitoral que vem engrossando cada vez mais na toca pé-vermelha.
Aguiar diz que foi lá apenas para louvar a democracia, que permite divergências dentro do partido. Mas não colou.
Quem foi no encontro (uns falam em 500, outros em 1.000) está com Mauro e não abre. A força da outra ala, que defende apoio a Raimundo Colombo, só vai ser conhecida quando Luiz Henrique e Pinho Moreira reunirem a militância. Fato é que, dos dois lados, o discurso tem sido cada vez mais ríspido.
Interessante perceber a presença do prefeito e do vice de Canoinhas, Beto Faria e Wilson Pereira, que até aqui tem jogado para os dois lados. Afinal, no frigir dos ovos vão apoiar quem? Leoberto Weinert, mentor de Faria e cotado como pré-candidato a deputado federal no caso de Mariani ir ao governo, parece propenso a apoiar Mariani incondicionalmente, ainda mais depois do entrevero com Aguiar durante a eleição
do diretório do partido.
Por mais que Mariani e Luis Henrique falem em democracia, o que vale para cada um é a sua verdade. Se a tese contrária ganhar, vai haver racha. Mariani já cantou a pedra dizendo não se sentir confortável em apoiar Colombo. O PMDB vive, sem dúvida, um dos momentos mais delicados de sua recente trajetória.

 

CONFUSÃO

Involuntariamente, ou não, a assessoria de imprensa da prefeitura de Canoinhas confundiu alhos com bugalhos ao divulgar que o Município repassou R$ 2,5 milhões ao Hospital Santa Cruz. A direção do HSC está à espera da grana, já que este valor não chegou por lá. Como o próprio release deixa claro, a maior parte do dinheiro serviu para manter os serviços de sobreaviso, que são prerrogativa do Pronto Atendimento Municipal, de inteira responsabilidade da prefeitura. Hospital é outro departamento.
Falando em assessoria de imprensa, a popularidade de Beto Faria deve estar batendo o teto, ja que há semanas a imprensa não recebe uma sugestão de pauta sequer. Os textos são publicados direto no site da prefeitura sob alegação de que o e-mail da prefeitura está com defeito. Certamente desconhecem serviços de e-mails gratuitos criados com o advento da internet.

Os 50 anos do Golpe Militar suscitam variáveis interpretativas, além de reações passionais e antigas dores às quais cabe o devido respeito. Reservados os sentimentos, tentarei explicar o fato histórico a partir de uma justificativa teórica, cuidadosamente formulada pelo artífice intelectual do Regime, General Golbery do Couto e Silva. No contexto da Guerra Fria, assumiu a responsabilidade de justificar o paradoxo tupiniquim de uma intervenção autoritária em defesa da democracia. Em nome da segurança, a liberdade foi postergada e os fins justificaram os meios.

A “Revolução de 64”, foi um golpe de Estado. Revoluções em geral o são. A despeito das intenções e efeitos, assim o foi, pelo rompimento com as regras democráticas. Mas não foi o simples golpe de uma camarilha militar. Foi o resultado de um movimento que começa em 1937. É quando alguns jovens militares, formados na Escola Superior de Guerra – ESG, desaprovam o fechamento do Congresso, pelo governo de Getúlio. Estranho paradoxo, considerando que esses jovens, críticos do totalitarismo e defensores da liberal-democracia, seriam os mentores e operadores do Golpe de 64. É, mas os fins justificam os meios.

Entre os personagens, despontavam figuras como Geisel, Castelo Branco e Golbery – que serviu no 13º Batalhão de Caçadores de Joinvile. Todos passaram pela ESG e comporiam o que podemos chamar de uma “elite emergente” com um projeto de poder. E aqui começa nosso entendimento sobre a complexidade do fato, enredado numa leitura sociológica, apoiada na filosofia da história e da política, acerca dos destinos do País.

A ideia era a de que um país com a formação antropológica brasileira, oligárquica, latifundiária e destituída de senso comunitário, só chegaria à modernidade e à democracia pela via autoritária. E isso seria possível pela conduta de uma elite emergente, ciente de sua missão histórica. Por trás do argumento, uma visão histórica do Brasil e dos processos civilizatórios.

Ali está, por extensão, a primeira formulação teórica da sociologia, qual seja, a do positivismo de Augusto Comte. Ordem e progresso, lema do nosso símbolo maior, é a expressão do positivismo, adaptado à realidade nacional pelos formuladores da sociologia brasileira, Alberto Torres e Oliveira Viana, mentores intelectuais dos melhores alunos da ESG. Só o Estado centralizado, governado por uma elite capaz de evitar a decadência, poderia conduzir o País rumo ao destino manifesto: potência e liderança geopolítica na América do Sul.

Essa é a chave interpretativa do pensamento de Golbery. Membro dessa “elite emergente”, anti-comunista intransigente, Ele propõe uma aliança estratégica com os Estados Unidos. Em seus livros Planejamento Estratégico e Geopolítica do Brasil, sugere que os EUA teriam boas razões em apoiar o Brasil na assunção dessa liderança continental, em defesa dos interesses da civilização ocidental, cristã e democrática, contra o comunismo ateu e totalitário. Nessa perspectiva geopolítica, impossível não reconhecer a grandeza dos interesses.

No contexto da Guerra Fria, e na batalha cristã entre o bem e o mal, cabia não apenas identificar o inimigo externo. O comunismo era uma real ameaça interna, e cabia eliminá-la a todo custo. Isso não se faria democraticamente, ante a fragilidade de um povo ignorante, presa fácil da demagogia inimiga. Diante da “anomia social” (olha o positivismo aí), era necessária uma solução autoritária, em que a liberdade, provisoriamente, daria lugar à segurança. Uma vez livres da ameaça comunista, estaríamos aptos a construir o caminho da democracia. Na perspectiva da filosofia política, Machiavel e Hobbes esfregam as mãos.

Ficam no plano da filosofia da história ao menos duas claras orientações: primeiramente, a crença numa elite emergente, anunciando a redenção e o restabelecimento da ordem e o progresso, ante a ameaça da decadência civilizatória (Toynbee e Spengler). Em segundo lugar, aparece a interessante perspectiva, novamente, de Oliveira Viana: a história política do Brasil seria marcada por uma sucessão de sístoles e diástoles. E na década de sessenta, era o momento de concentrar, até que as condições estivessem seguras ao processo de abertura. Dito e feito.

De quebra, coube a Golbery o refinamento de defender um regime restritivo, porém, com legislativo bi-partidário. “A crítica é o sal da vida” e um regime autoritário, por mais esclarecido, não seria criativo sem oposição. ARENA e MDB atuariam nesse novo cenário, tais quais republicanos e democratas nos EUA. Além disso, a ideia de uma elite dirigente e tecnocrática é a antítese do populismo e do caudilhismo latino-americano, que Golbery e os seus consideravam a pior herança cultural getulista. O poder, portanto, deveria ser assumido por uma junta, despersonalizando o seu exercício.

A despeito de julgamentos e interpretações, é imprescindível compreender os fatos históricos a partir das ideias que os permeiam. E o mosaico ideológico do “bruxo da ditadura” é tão importante para compreender as razões do Golpe, quanto as idéias de Machiavel e Hobbes são para as razões de Estado.

Não teremos outro golpe, nem patriotas ao estilo de Golbery e dos militares no poder. Mas continuaremos pensando o Brasil. Do contrário, não seremos a potência que Ele e os militares obsessivamente almejaram. Sugeria certo filosofo alemão, que uma nação só se faz quando vai ao próprio fígado. Significa pensar suas próprias ideias e enfrentá-las. As grandes nações tiveram seus golpes e revoluções, e nunca deixam de pensar a si próprias. Punhal no fígado dá mal estar, mas é a história, e o fígado regenera.

Walter Marcos Knaesel Birkner

Sociólogo, professor da UnC, autor do livro

O realismo de Golbery, Editora da Univali, 2002.

 

Wilsoney Gonçalves, especial para o JMais

Mesa redonda realizada sábado, 29, no anfiteatro Francisco Goebel – UnC – Canoinhas, organizada pelo Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) e a coordenação do curso, debateu o Programa de saúde “Mais Médicos” e seus desdobramentos no Planalto Norte Catarinense.

Participaram das atividades a professora Drª Itaira Susko, pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade do Contestado e demais autoridades da instituição, professores de diversas áreas e cursos da Universidade, acadêmicos de graduação dos campus de Canoinhas e Mafra, mestrandos do programa de Desenvolvimento Regional, sociedade civil, secretários de saúde da região, médicos estrangeiros e o prefeito de Mafra, Roberto Agenor Scholze.

Com foco no programa governamental “Mais Médicos” e seus desdobramentos na dinâmica do Planalto Norte Catarinense, as discussões foram inicializadas por Scholze, secretária de Saúde de Mafra, Jaqueline Previatti Veiga e os médicos estrangeiros do município, Dr. Julio Sergio Lima e Dr José Luiz Garcia Diegues. Sob outro viés foram feitas abordagens pelo secretário de Saúde do município de Monte Castelo, Oscar Ribeiro Fernandes e o médico cubano, Dr. Roniel Riveiro Rúbio.

O debate oportunizou esclarecimentos a comunidade, auxiliados pelas desmistificações do programa, problemáticas do senso comum ou lobby criados por interesses de classes. Questões fundamentais no entendimento do paradigma da sociedade que se constitui.

A atividade aproximou às políticas governamentais as reflexões acadêmicas, fortalecendo a interdisciplinaridade e a função social da Universidade, juntamente com o estreitar dos caminhos com a comunidade, o que permite almejarmos e disseminarmos elevados graus de desenvolvimento cientifico, político, econômico e cultural.

Encontro, na Câmara Municipal de Canoinhas, reuniu autoridades políticas e produtores rurais da região, além dos comandos da 6ª DRPF e 16º GPRE

Foto: Produtor rural fazendo questionamento aos comandos das PRF e PRE/Rodrigo Melo/Divulgação

O tráfego de máquinas agrícolas pelas rodovias da região está temporariamente permitido desde que os agricultores adotem medidas que garantam a fluidez do trânsito, a segurança deles próprios e também dos demais motoristas.

A travessia está sendo autorizada apenas para pequenos trajetos na BR-280, entre Canoinhas e Porto União e na SC-477, que liga os municípios de Canoinhas e Papanduva. O assunto foi debatido durante reunião no plenário da Câmara Municipal de Canoinhas, na manhã de segunda-feira, 31. Na ocasião ainda foi feito o cadastramento dos agricultores que margeiam e utilizam as rodovias para deslocarem suas máquinas até as lavouras.

Participaram do encontro, organizado pelos vereadores canoinhenses, autoridades políticas e produtores rurais da região, representantes de associações e sindicatos ligados à agricultura e os comandos da 6ª Delegacia de Policia Rodoviária Federal (DPRF) e do 16º Grupamento de Polícia Rodoviária Estadual (GPRE).

Ficou definido que o trânsito de colheitadeiras terá de ser comunicado aos postos policiais com antecedência e que a escolta deve ser feita por batedores sinalizados. Os tratores e carretas devem possuir faixas refletivas nas traseiras. O maquinário só poderá ser conduzido por pessoa habilitada.

Também não será permitido o tráfego à noite, em dias de chuva, com neblina ou cerração e muito menos em véspera e logo após feriados. “Nossa intenção é resolver e não gerar um problema, pois em caso de acidente, o ônus recairá sobre os agricultores”, disse o inspetor Arnaldo José Drachinski, comandante da 6ª DPRF.

Já o comandante do 16º GPRE, Osni Paggi, afirmou que apesar de o Código de Trânsito Brasileiro proibir o tráfego de máquinas agrícolas pelas rodovias, num primeiro momento será feito um trabalho de orientação e de esclarecimento aos agricultores. “Mas é importante que vocês (produtores rurais) vão se adequando a legislação, inclusive, no que diz respeito à lei que obriga o emplacamento do maquinário”, frisou.

Até agora, segundo os comandantes, nenhuma máquina flagrada transitando irregularmente foi multada ou apreendida. Na ocasião, eles responderam a questionamentos feitos pelo público.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Câmara Municipal de Canoinhas, Neno Pangratz (PP), pelo 1º secretário da mesa diretora, vereador Renato Pike (PR) e pelo vereador João Grein (PT), vice-presidente da Casa.

Vereadores Chiquinho da Silva (PMDB), Neuzo Genérico (PSB), Wilmar Sudoski (PSD) e Gilmar Martins, o Gil Baiano (PSDB) também acompanharam os trabalhos. Prefeito de Canoinhas, Beto Faria (PMDB), vice-prefeito Wilson Pereira (PMDB) e Juliano Pereira (PSDB), prefeito de Irineópolis, também compareceram ao encontro.

Foto: Frasco do veneno chamado Bazuka/Blog do Anderson
Na tarde deste sábado, 29, na comunidade do Dois Irmãos, em São Mateus do Sul, depois de uma discussão familiar, Miguel Marcio Gonçalves, 42 anos, acabou ingerindo uma dose de um veneno bastante forte chamado Bazuka.
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados, mas ao chegar no local o homem já estava morto.
Segundo informações de familiares, Gonçalves tomava medicamentos contra depressão.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória. O sepultamento ocorreu neste domingo, 30, em São Mateus do Sul.

A partir desta segunda-feira, 31, os remédios estão mais caros em todo o Brasil. Mas, em algumas farmácias o consumidor ainda consegue comprar pelo preço antigo.

No total, nove mil remédios vão ficar mais caros a partir desta segunda-feira. O reajuste foi autorizado pelo governo na semana passada e levou em conta a inflação dos últimos 12 meses. Dependendo do remédio, o aumento pode a quase 6%.

Os medicamentos que terão maior reajuste são os antibióticos, anti-hipertensivos, os remédios de tratamento para o colesterol, diabetes, antiácidos e analgésicos. O aumento para esse grupo será de 5,68%. Os anestésicos vão subir 3,35%. Já os medicamentos para tratamento de câncer e de problemas do coração ficam quase 1% mais caros.

Confira a lista dos remédios que tiveram  reajuste.

A modelo de Canoinhas, Mayara Iargas, foi a grande vencedora do concurso Miss Santa Catarina Globo Intercontinental 2014.

Segundo a modelo, havia quatro títulos em disputa. A representante de Canoinhas recebeu o título de Miss Santa Catarina Intercontinental e irá representar o Estado de Santa Catarina no concurso nacional.

A etapa estadual aconteceu neste fim de semana em Itajaí.

Com a vitória, ela representará o Estado de Santa Catarina no Miss Brasil Intercontinental, que acontece no Rio de Janeiro, em dezembro.

Mayara nasceu em São Bento do Sul mas mora e trabalha em Canoinhas como modelo profissional.

Ouça a entrevista que a modelo concedeu ao Jornal da Band:

Foto: Flagrante aconteceu no trecho canoinhense da rodovia/Arquivo

Na noite deste sábado, 29, policiais em patrulhamento pela rodovia BR-280, no bairro Piedade, em Canoinhas, foram surpreendidos por um veículo transitando na contramão de direção. Os policiais acompanharam o veículo VW Gol, placas ANN-4076, posteriormente abordado.

O condutor apresentava visíveis sinais de embriaguez, o que foi comprovado pelo teste do bafômetro.

O motorista foi levado até o Posto da Polícia Rodoviária Federal para serem tomadas as devidas providências.

No começo do mês de março, um motorista dirigindo na contramão provocou a própria morte e a de outras duas pessoas na BR-101, em Joinville. O rapaz viajava para Major Vieira, onde deveria pegar a esposa e o filho que passavam uma temporada na casa de parentes.

 

Ladrão de bicicleta

Na noite de domingo, 30, na rua Vidal Ramos, no centro de Canoinhas, a Polícia foi informada de que teria ocorrido um roubo.

Segundo a vítima, usando de violência, um homem teria roubado sua bicicleta.

Uma testemunha, que presenciou o fato, repassou as características do suspeito para os policiais.

Nas proximidades foi abordado um suspeito que posteriormente foi reconhecido pela vítima.

Os policiais deram voz de prisão ao suspeito e o encaminharam para a Delegacia da Comarca de Canoinhas.

Foto: Reunião aconteceu na semana passada/Jucelli Moreira – Ascom Prefeitura

Em breve, os moradores do Campo da Água Verde poderão acompanhar a construção de uma cozinha comunitária no bairro. Com investimento que ultrapassa R$ 480 mil, com recursos dos governos federal e municipal, a obra beneficiará pessoas em situação de insegurança alimentar e vulnerabilidade social.

A cozinha comunitária é um equipamento público de alimentação e nutrição, destinado ao preparo de refeições saudáveis, variadas e saborosas, que são fornecidas gratuitamente ou com preços acessíveis à população em situação de vulnerabilidade, garantindo a esse público o direito de ter alimentação adequada. Em Canoinhas, a meta é oferecer no mínimo 200 refeições ao dia, atendendo participantes do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, beneficiários do programa Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), famílias advindas de proteção social, pessoas que se encontram em situação de extrema pobreza, sem moradia fixa e em área de abrangência do Campo da Água Verde.

Para o prefeito Beto Faria, a construção da cozinha comunitária é uma das ações desenvolvidas pensando no cuidado com as pessoas. “ Esta obra vem ao encontro do que propomos com o slogan da prefeitura de Canoinhas – Nossa Missão é cuidar de você”, comenta o prefeito.

De acordo com a engenheira agrônoma da secretaria de Desenvolvimento Rural e uma das responsáveis pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Canoinhas, Adelina Cecília Berns, a cozinha comunitária não será utilizada somente para servir refeições, mas também como um espaço para o desenvolvimento de oficinas na área de gastronomia. “Serão oferecidos cursos e oficinas para orientar sobre alimentação saudável, reaproveitamento de alimentos, noções de nutrição e gastronomia”, explica Adelina, salientando que os cursos terão como público alvo as famílias e entidades que recebem alimentos por meio do PAA.

Além dos R$ 12,6 mil pagos para a elaboração do projeto da cozinha comunitária, também serão investidos R$ 313.161,22, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e contrapartida da prefeitura de Canoinhas, para a construção. Os governos federal e municipal também estão aplicando recursos para a aquisição de materiais, equipamentos e utensílios da cozinha. Após a conclusão da obra, caberá ao município a manutenção do local, contratação e pagamento de funcionários, nutricionistas, equipe para o preparo de alimentos e serviços diversos.

 

REUNIÃO

Na semana passada, o prefeito Beto Faria recebeu em seu gabinete a equipe de engenharia da Caixa Econômica Federal e representantes da construtora que venceu a licitação e será responsável pela construção da cozinha. A reunião, que foi acompanhada pelos secretários municipais de Planejamento, Gilson Guimarães; Desenvolvimento Social, Ângela Soares e de Educação, Hamilton Wendt, teve como objetivo prestar orientações sobre prazos e condutas para o desenvolvimento da obra e forma de pagamento do governo federal.

O encontro também contou com a presença do engenheiro civil da secretaria de Planejamento, Cleison Tarcisio Fuck e da assistente social, Zenilda Lemos de Souza, uma das técnicas responsáveis pelo projeto da implantação da cozinha.

 

 SEGURANÇA ALIMENTAR

Em 2013 Canoinhas foi um dos 12 primeiros municípios brasileiros a assinar o termo de adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que busca assegurar o direito humano à alimentação adequada.

De acordo com Zenilda, o Sisan representa uma nova maneira de trabalhar a segurança alimentar em Canoinhas, pois além de implementar políticas públicas nesta área, promove o acompanhamento, o monitoramento e avaliação da segurança alimentar e nutricional. Para a secretária de Desenvolvimento Social e da Família, Ângela Soares, a cozinha comunitária representa uma grande conquista para o município. “Estamos em fase de elaboração do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, que por meio da Cozinha Comunitária garantirá o fornecimento de alimentação preparada, balanceada para famílias e/ou pessoas em situação de insegurança alimentar”, conta Ângela. A secretária complementa ainda que haverá formação em Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, contribuindo com a melhoria da dieta alimentar, com o resgate dos hábitos alimentares saudáveis e promoção da saúde da população de Canoinhas.

DITADURA I

Por estes dias recebi muitas mensagens in box,  pelo Facebook, solicitando que eu mudasse a minha foto da capa, por uma foto da bandeira do Brasil. A mensagem ainda  falava em apoio a “pessoas de bem”, como Rachel Sheherazade,  e conclamava pela família e pela liberdade.

Definitivamente acho que estas pessoas não tem a mínima noção do que isso representa.

O movimento nacional, que solicita este tipo de coisa, quer a volta dos militares ao poder e para isso aspiram:

 

1-destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo de presidente da República, e o vice-presidente Michel Temer, por estarem inaptos a ocuparem seus cargos e por não conterem mais a confiança e legitimidade do povo brasileiro;

2 – dissolver o Congresso Nacional;

3 – prisão de todos os conspiradores por corrupção e alta traição, ao servirem voluntariamente a interesses estrangeiros contra o Brasil através do foro de São Paulo, que é uma invasão sigilosa do território nacional executada por países estrangeiros liderados pelo regime de Cuba através de agentes infiltrados, também por associação aos narcotraficantes das FARC e pelo desvio das riquezas nacionais para beneficiar outros países;

4 – dissolução de todos os partidos e investigação com punição à organizações e partidos integrantes ou apoiadores do Foro de São Paulo;

5 – Intervenção em todos os governos estaduais e municipais e seus respectivos legislativos sob a mesma forma dos itens 1 e 2;

6 – combate sistemático à corrupção e subversão;

7 – intervenção no STF, cuja presença de ministros simpáticos aos conspiradores é clara e evidente.

 

DITADURA II

Na verdade, o que estas pessoas querem é a volta da Ditadura.  Infelizmente, estes mentecaptos que se prestam a enviar este tipo de pedido aos amigos do Facebook, o que é lamentável.

Na página http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2014/03/finalmente-brasil-em-festa-marcha-da.html, tem-se inclusive os locais onde deveria ter a concentração para a marcha das Famílias com Deus, que deveria ocorrer em 22 de março, às 15 horas. Constam como locais para as reuniões, o Campo de Instrução Marechal Hermes, na Avenida Rigesa, em Três Barras e 13ª Delegacia do Serviço Militar da 16ª C S M, no Terminal Rodoviário, em Canoinhas.  Ainda bem, que os eventos não tiveram adesão!

 

DITADURA III

A ditadura militar foi, entre tantos outros fatos notáveis da história do Brasil, o que mais manchou a biografia do nosso país. Este período é marcado pelo despotismo, veto aos direitos estabelecidos pela constituição, opressão policial e militar, encarceramentos e suplício dos oponentes. A censura aos canais de informação e à produção cultural, ou seja, a editoração de livros, a produção cinematográfica e tudo que fosse referente à televisão, foi intensa, tudo era acompanhado muito de perto pelos censores do governo. O objetivo principal era passar à população a ideia de que o país se encontrava na mais perfeita ordem, os jornais foram calados, obrigados a publicarem desde poesias até receitas no lugar das verdadeiras atrocidades pelas quais o país passava.

 

DITADURA IV

O povo brasileiro sabe o que significou a ditadura militar nas suas vidas. Famílias que perderam seus filhos ainda esperam para enterrá-los. Pessoas que foram torturadas ainda esperam para poder dizer quem foram seus algozes. Vozes ainda têm dificuldade de dizer com força o que pensam por terem medo de serem reprimidas. A tortura segue sendo prática sistemática em delegacias e presídios Esta é a herança da ditadura. Vítimas que sofreram e ainda sofrem a injustiça, que ainda esperam pela possibilidade de dizer sua palavra e ver a verdade proclamada. Vítimas que ainda esperam por justiça.

 

DITADURA V

No período da ditadura, era praticamente impossível imaginar a sociedade civil organizada atuando para controlar gastos ou denunciando corrupção. Não havia conselhos fiscalizatórios e, com a dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram analisadas, nem havia publicidade dos gastos públicos, como é hoje obrigatório.

O maior antídoto da corrupção é a transparência. Durante a ditadura, tivemos o oposto disso.

Foto: Drama do agricultor foi destaque no jornal Folha de S.Paulo/Reprodução

Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) devolveu ao agricultor Marcos Winter, a posse do sítio que ele perdeu há cinco anos por não pagar um empréstimo bancário de R$ 1.387. Cabe recurso.

Em 1997, o agricultor pegou empréstimo no Banco do Brasil para plantar feijão e milho em seu sítio em Matos Costa (a 104km de Canoinhas). Ele deveria ter quitado o valor (hoje, atualizado pela inflação, em R$ 3.528) em 1998, mas não o fez. O banco entrou na Justiça para cobrar a dívida.

Em 2005, foi decretada a penhora do imóvel para pagamento da dívida, e a Justiça o avaliou em R$ 11,2 mil.

A propriedade tem o tamanho de 15 campos de futebol e vale, segundo Winter, entre R$ 100 mil e R$ 200 mil.

Na decisão, publicada na quarta-feira, 26, o STJ entendeu que a dívida estava prescrita quando foi cobrada na Justiça, em 2003, e que “todos os atos recorrentes, inclusive a arrematação” em leilão, devem ser anulados. Foi a primeira movimentação do processo desde 2009.

O empréstimo foi concedido em 1997 e venceu em 1998. Segundo o STJ, o Banco do Brasil teria só até 2001 para propor a ação de cobrança.

Em 2009, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina já havia acatado esse argumento da defesa, mas banco e o arrematante (comprador do imóvel em leilão realizado em 2007) recorreram.

A perda do sítio foi tema de reportagem da Folha de S. Paulo em fevereiro. Na ocasião a reportagem mostrou que ele foi despejado do imóvel, onde praticava agricultura de subsistência, e vive hoje em casa emprestada.

Desta vez, o BB informou que não vai recorrer da decisão de quarta-feira.

 

Na tarde deste sábado, 29, a motorista de um veículo Voyage, placas MKA-7531, de Canoinhas, de 26 anos, colidiu contra uma motocicleta Honda Biz 125, placa MLF-8270, de Canoinhas, que era conduzida por uma mulher de 20 anos. A motociclista descia pela rua Caetano Costa quando encontrou o Voyage na esquina com a rua Major Vieira. Segundo testemunhas, o motorista do Voyage teria cortado a preferencial da motociclista. Com o impacto da batida, a motociclista foi jogada violentamente para o alto e caiu no capô do carro.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Canoinhas, que atendeu a ocorrência, a mulher foi encontrada sem capacete, com sangramento nasal, escoriações generalizadas, suspeita de lesão na região cervical e suspeita de traumatismo craniano. Ela estava consciente, mas bastante confusa.

Ela foi encaminhada pelos bombeiros ao Pronto Atendimento Municipal de Canoinhas.

Os bombeiros alertam para a necessidade de os motociclistas fixarem corretamente a presilha do capacete, pois  devido ao impacto no momento da colisão, o capacete pode sair da cabeça do motociclista.

 

Canoinhas também marchou pela família e pela liberdade

 Rivais à época, jornais Correio do Norte e Barriga Verde, num raro momento de concordância, apoiaram o golpe

 Poucos anos atrás, numa tarde fria de inverno, uma fogueira levantou alto nos fundos do 3º Batalhão de Polícia Militar de Canoinhas. Sob ordens superiores, um soldado queimou o que restava de documentos produzidos pelo quartel sobre os investigados de subversão durante o ápice da Ditadura Militar no Brasil.

Viraram cinzas os relatos de um dos momentos mais obscuros, mas não menos importantes de nossa história.

Nesta segunda-feira, 31, chega-se a 50 anos do golpe militar no Brasil. A importante da data tem sido lembrada com fatos inéditos com a recente declaração do coronel reformado Paulo Malhães, que afirmou à Comissão Nacional da Verdade que torturou, matou e ocultou cadáveres de presos políticos na ditadura. Disse não ter remorso e que mutilar corpos era “necessidade”.

A despeito da repercussão nacional da data, o CN mergulhou nos seus arquivos e, numa comparação com seu arquirrival e contemporâneo durante a ditadura, o jornal Barriga Verde, analisou como os canoinhenses absorveram o golpe. Testemunhas contam como, nos anos seguintes, os canoinhenses sentiriam a mão pesada dos militares no poder.

 

A imprensa e o golpe

“Voltou o Brasil à liberdade! Vitoriosa a democracia”, festejava o Barriga Verde de 2 de abril de 1964. O CN não deixava por menos: “Voltou ao Brasil à normalidade.”

O texto diz o seguinte: “A nação brasileira que vivia num clima de insegurança, apreensões e incertezas, foi sacudida nas primeiras horas de terça-feira última pelo vigoroso movimento militar, apoiado desde o início, pelos governadores Magalhães Pinto, de Minas Gerais, Ademar de Barros, de São Paulo, Ney Braga, do Paraná, Ildo Meneghetti, do Rio Grande do Sul, e Carlos Lacerda, de Guanabara, que visava única e exclusivamente, recolocar o país no clima de ordem, paz e trabalho, que sempre foi seu apanágio.”

O jornal pertencia a Aroldo Carneiro de Carvalho que, então era da UDN. O Barriga Verde defendia seu principal opositor, o PSD.

Mais tarde, todos os partidos brasileiros seriam extintos pelos militares. Somente dois tinham autorização para existir: o governista Arena, ao qual Carneiro se filiou e o MDB, ao qual se filiou Acácio Pereira, que viria a ser sócio majoritário do Barriga Verde.

O MDB era a forma de os militares negarem a ditadura. Na medida do possível o partido era oposição.

Enquanto o CN ignorou os desmandos da ditadura, considerando que Carneiro estava no partido dos militares, o Barriga Verde chegou a fazer algumas tentativas de resistência. Um poema do historiador Fernando Tokarski publicado em 1974, no auge da repressão, demonstra muito bem isso. Em geral, ambos seguiram a tendência de alienação da grande imprensa.

 

BOXMarchando com Deus, pela família e liberdade

A imprensa canoinhense pode até ter influenciado o povo, mas não foi a única responsável pela adesão ao golpe. No dia 27 de maio de 1964, centenas de moradores da cidade saíram às ruas para prestar apoio ao governo militar. O convite para a Marcha da Família com Deus pela Liberdade partiu do próprio prefeito à época, João Colodel, e da Câmara de Vereadores. O evento era uma réplica do que vinha ocorrendo em várias capitais brasileiras.

A Marcha, segundo o CN, era “em homenagem à Revolução Democrática do dia 31 de março e que apontou à Nação nossos patrícios que agiam clandestinamente contra o nosso país sob a égide do Partido Comunista.”

A Marcha canoinhense não se limitava a apoiar o regime. “Houve apoio financeiro, por meio de doações de joias de senhoras da sociedade”, conta o ex-prefeito Alcides Schumacher, que assumiria a prefeitura no período mais repressor da ditadura.

O ex-prefeito conta que durante seu governo (1970-1973) recebia visitas de militares pedindo informações sobre supostos subversivos. “A pressão foi muito grande, no sentido de obter informações de pessoas da comunidade. Eles queriam saber sobre educação, professores, diretores e também sobre religiosos”, conta. Quando não aparecia um militar em seu gabinete, vinha um formulário para Schumacher preencher com os nomes dos contrários ao regime que poderiam influenciar a população. “Mas eu resisti. Saí-me bem, não prejudiquei ninguém”, afirma.

Schumacher, inclusive, enfrentou os militares ao entrar com uma ação judicial contra o Estado para receber dividendos do Imposto sobre Vendas e Conciliações (IVC). “Recebi pressão por parte de um general do Exército para retirar esse processo, mas não retirei”, conta. A ameaça falava em “consequências”. Anos depois, o então prefeito José João Klempous receberia, finalmente, esses dividendos.

 

 

DITABRANDA

O termo que provocou furor contra a Folha de S. Paulo pode ser usado para descrever o impacto da repressão em Canoinhas. Não há notícias de pessoas mortas ou agredidas por atos de subversão. “Não podia haver formação de grupos nas ruas, disso me lembro, mas ninguém desapareceu ou coisa parecida”, conta Schumacher.

Na região, no entanto, houve desaparecimentos. O pai do professor Arlindo Costa, de Mafra, saiu de casa para uma viagem e jamais voltou. Crítico ao regime e como professor, há tempos ele vinha sendo visado pelos militares.

O livro Brasil: Nunca Mais, um verdadeiro tratado do Dom Paulo Evaristo Arns sobre desaparecidos da ditadura, registra dois casos de pessoas que foram presas no 5º Batalhão de Engenharia e Combate, em Porto União, que jamais retornaram. Um deles também era professor. “Toda a cidade tinha olheiros. Aqui (em Canoinhas) quem fazia esse papel era a própria Polícia Militar”, conta o historiador Fernando Tokarski.

O poder da Polícia Militar, por sinal, foi ampliado. Com carta branca do Governo, muitos cometeram atitudes arbitrárias ao longo de duas décadas.

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Especial 1964

Era uma fria madrugada. Era uma neblina só. Pouco se podia ver, mesmo à pequena distância. Mas, algo de anormal estava no ar… Cachorros latindo em sons e tons diferentes. Uivos e gemidos até. Passarinhos quietos em seus ninhos não avisavam do clarear do dia. Apenas um rouco e solitário cantar de um galo.

Um amanhecer diferente. Mudo o conhecido apito da serraria lá em frente, apito há uma existência ouvido em todas as manhãs, acordando a vila para o trabalho.

Não houve o contumaz ruído dos trens em movimento e nem os silvos das locomotivas. E nem o ronco dos motores dos caminhões ou dos automóveis.

O silêncio daquela manhã era mais silêncio que o silêncio de Finados.

A azáfama era só dentro de casa. O café, o fogo, o preparar-se para o trabalho, para a escola.

A saída de minha mãe, enrolada em sua manta, rumo ao restaurante da estação e o seu abrupto retorno, com as mãos para o alto, clamando aos céus e chorando é a cena inesquecível de um dia que ficou marcado na história de nossa vila, a vila de Marcílio Dias. No instante em que abria o pequeno portão, para sair para a rua, foi, abruptamente, surpreendida por duas baionetas armadas, cruzadas a sua frente e por uma autoritária voz de comando:

“Daqui para fora ninguém sai!”

No Hospital aguardavam-me duas emergências. Duas pacientes com hemorragia. E, mesmo com o desespero de minha mãe, fui até a garagem. Com os sobrinhos que estudavam nos colégios da cidade. Chegamos a entrar no meu carrinho. Cheguei a ligar o motor e tentar dar a ré quando baionetas cruzaram-se, atrás do carro, já na saída que ficava a uns dez metros da rua, em plena propriedade de meus pais.

A voz que falou “a senhora não pode sair” foi tão somente balbuciada, quase humilde, com o olhar que exprimia quase uma súplica, quase um “por favor”.  Eram os meninos de nossa vila, de verde vestidos, que ali estavam com seus pretos coturnos, a ordens maiores obedecendo.

E então vieram outros. Comandados por um sub, truculentamente abrindo caminho entre as flores, no intuito de adentrar à nossa casa. Para encontrar e levar preso um terrível comunista que lá deveria se encontrar e que era o filho de meus pais, que era o meu irmão, que era o advogado do Sindicato dos Mineiros de Criciúma, que era Aldo Pedro Dittrich.

E, ao tentarem entrar, com as botas carregadas de barro, naquela sala de assoalho translúcido eu tive que lhes dizer que delas deveriam desfazer-se e lhes entreguei chinelos. Preferiram ficar só com as imundas meias…

Enquanto vasculhavam a casa, a tudo derrubando, eu pedi ao sub, pelo amor de Deus, que eu precisava ir ao Hospital, que emergências me aguardavam. Recebi só a permissão para um rápido telefonema, sob vigilância, para um colega, pedindo que assumisse as pacientes!

Depois de muito tempo, depois de exaustivas buscas nos porões e no sótão, entre as duplas paredes e tábuas removidas, no galinheiro e nos ranchos e até nas árvores que rodeavam a casa, e nem a nada e nem a ninguém encontrando, retiraram-se, deixando atrás deles um mar de angústia, de desespero, de devastação.

Meu pai, acometido de um mal súbito, sofre uma queda e fratura o braço esquerdo, próximo ao local onde antes havia um câncer há seis anos debelado. Dezoito meses depois ele falece com o aparecimento de novos tumores que já não mais cederam ao tratamento.

E, para minha mãe, que emudeceu depois do grito de dor, a angústia foi tamanha que um infarto se instalou em seu coração.

Nada funcionou normal naquele 30 de abril de 1964 em Marcílio Dias. Nem os trens, nem a serraria, nem a cerâmica, nem a escola, nem o comércio.

Não sei a que horas o cerco à vila teria começado. Mas o operário da firma, aquele que era o encarregado de ativar o fogo para o aquecimento das máquinas e acionar o apito das seis horas da manhã, às quatro e meia da madrugada já tinha sido barrado na estrada. Foi um dia inútil, de uma imobilização inútil, por causa de uma inútil denúncia de alguém inútil, onde muitos pagaram um preço alto por algo que nunca haviam ficado devendo.

Manhã de um dia guardado no fundo do baú de minha memória ao qual jamais eu gostaria de ter tido acesso.

E agora vejo que os heróis que tanto lutaram com suas vozes e suas penas para a restauração da democracia no Brasil, estão sendo vilipendiados e relegados ao mesmo denominador comum daqueles que hoje ocupam os soberanos cargos de direção de nosso país.

Candidatos do MDB, partido de oposição ao regime, tinham destaque no Barriga Verde em 1974

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Poema de Fernando Tokarski, publicado no Barriga Verde, continha indiretas ao regime

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Marcha da Família com Deus pela Liberdade também teve participação de Canoinhas, noticiada no Correio do Norte

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Droga e material apreendido/Polícia Civil/Divulgação

Droga e material apreendido/Polícia Civil/Divulgação

APREENSÃO RECORDE DE CRACK

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Canoinhas fez uma apreensão recorde de crack na tarde desta terça-feira, 25.

Os policiais vinham já há algum tempo monitorando o principal suspeito, Tiago Ribeiro da Silva, que morava junto a um posto de lavação de carros, na rua Adolfo Bading, no bairro Campo d’Água Verde, em Canoinhas. Havia fortes indícios de tráfico de drogas no local. Os policiais levantaram informações e monitoraram por vários dias o local.

Na tarde desta terça-feira, 25, policiais civis estavam  nas proximidades do local de investigação, quando avistaram um veículo Uno vermelho, com placas de Mafra. Os agentes suspeitaram ser o carro de um fornecedor do investigado. Os policiais acompanharam a negociação e, em seguida,  invadiram a casa, onde encontraram 1,1 quilo de crack e 210 gramas de cocaína.

Silva tentou argumentar com os policiais civis que somente havia recebido a droga para repassar a um terceiro traficante, alegando que receberia R$ 1 mil pelo trabalho. Contudo, conforme as investigações apontaram, ele estava mentindo. Silva foi conduzido para a Delegacia de Polícia e autuado pela prática de tráfico de drogas. Após prestar depoimento na Delegacia, foi encaminhado para a Unidade Prisional Avançada (UPA) de Canoinhas.

A droga apreendida com o homem, se fracionada para venda, renderiam aproximadamente 5.500 pedras. Se vendida a usuários, renderia aproximadamente R$ 55  mil ao traficante. A cocaína renderia ao condutor do veículo aproximadamente  mais R$ 10 mil.

 

 

 

Daniel Horacio Ramonda/Polícia Civil/Divulgação

Daniel Horacio Ramonda/Polícia Civil/Divulgação

ESTELIONATÁRIO PRESO

A Polícia Civil de Itaiópolis conseguiu elucidar nesta terça-feira, 25, um crime de estelionato ocorrido no dia 13 de março contra um estabelecimento comercial do ramo de tintas. O suspeito adquiriu produtos e efetuou o pagamento por meio de um cheque clonado. A vítima desconfiou e anotou a placa do veículo do estelionatário. Embora o carro não estivesse registrado no nome do suspeito, a investigação resultou na identificação do argentino Daniel Horácio Ramonda, de 54 anos. Ramonda possui contra si, apenas no estado de Santa Catarina, 18 boletins de ocorrência por delito de estelionato em diversas cidades.

O autor do crime foi identificado pela vítima e já interrogado na cidade de Campo Alegre, onde confessou a prática.

A Polícia Civil acredita que possa haver outras vítimas na região.

 

 

 

 

Jacir Caetano/Polícia Civil/Divulgação

Jacir Caetano/Polícia Civil/Divulgação

GOLPE NO JOGO DO BICHO

A Polícia Civil, por meio do setor de investigações de Papanduva, prendeu mais duas pessoas envolvidas com o jogo do bicho na cidade.  Depois de receber denúncias de populares, a polícia passou a investigar um suspeito que se utilizava de uma motocicleta para recolher e processar apostas em alguns estabelecimentos comerciais.

Na tarde desta terça-feira, 25, os policiais surpreenderam o motociclista, Jacir Caetano da Luz, enquanto ele recolhia apostas no estabelecimento comercial de Ilena Calabaide da Rocha.

Ambos foram conduzidos até a Delegacia de Polícia, onde foi lavrado Termo Circunstanciado de contravenção penal.  A motocicleta e uma máquina de apostas foram apreendidas. O dono da banca, Inivaldo Machado de Oliveira, da cidade de Santa Cecília, também responderá a procedimento policial.

A Polícia Civil reitera que o combate ao jogo ilegal é permanente e solicita que a população continue colaborando com informações.

 

 

Cãezinhos foram encaminhados para adoção/Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Cãezinhos foram encaminhados para adoção/Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

FILHOTES ABANDONADOS

Um cadela e cinco filhotes foram resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) às margens da BR-116, em Mafra. Um motorista de um Uno foi flagrado abandonando os animais na rodovia na noite de quinta-feira, 20.

O homem estava parado às margens da rodovia, por volta de 20h, quando foi flagrado deixando os animais na estrada. Segundo a PRF, o motorista de 26 anos alegou que não queria mais os bichinhos. Após ser lavrado um termo circunstanciado por maus-tratos de animais, o homem foi liberado.

Os filhotes de cerca de dois meses e a mãe foram recolhidos no momento do flagrante e passaram a madrugada no posto policial. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os animais aparentam não ter raça definida.

 

Conforme a PRF, um dos filhotes foi adotado pelo segurança do posto da Polícia Rodoviária Federal de Mafra. Já os outros quatro filhotes e a mãe foram encaminhados na manhã desta sexta-feira, 21, para um abrigo de animais.

 

 

Soldados com o bebê/Corpo de Bombeiros/Divulgação

Soldados com o bebê/Corpo de Bombeiros/Divulgação

PARTO EMERGENCIAL

Os soldados do Corpo de Bombeiros de Três Barras, Robinson, Fagundes e André passaram uma noite bem diferente durante o trabalho nesta quarta-feira, 26.
Por volta das 19h40, uma gestante acionou a corporação por estar em trabalho de parto. Imediatamente, os três foram até a rua Paul Harris, no bairro Argentina, onde a mulher mora.
Ao chegarem no local, no entanto, não dava mais tempo. O bebê já estava nascendo. Sendo assim, os três ajudaram a mãe de 23 anos a dar à luz uma menina que, segundo o médico pediatra que a examinou, posteriormente, no Hospital Félix da Costa Gomes, é saudável.
Assim que a criança foi examinada, os bombeiros que a ajudaram a nascer fizeram questão de posar para uma foto.

 

 

 

 

Paulo Sérgio Magueroski/Reprodução/Facebook

Paulo Sérgio Magueroski/Reprodução/Facebook

DRAMA EM ITAIÓPOLIS

Depois de sofrer um acidente de carro que causou a morte do marido, uma grávida de nove meses entrou em trabalho de parto na noite desta quinta-feira, 27, e deu à luz a uma menina. O casal estava voltando para casa, quando o carro deles bateu de frente com um caminhão na SC-114, em Itaiópolis, no Planalto Norte de SC.

Paulo Sérgio Magueroski, de 40 anos, ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos. A esposa dele, Rosangela Cristina Magueroski, de 34 anos, deu à luz a uma menina na Maternidade Catarina Kuss, em Mafra. Por telefone, a irmã de Rosangela informou que as duas passam bem.

A ocorrência foi atendida pelas polícias militar e rodoviária federal. Segundo a PM, o carro de Paulo seguia no sentido Itaiópolis quando bateu contra o caminhão. Com o impacto, o veículo rodopiou na pista e parou em uma área de vegetação. A esposa dele, que estava na carona e o motorista do caminhão não se feriram.

De acordo com a polícia, Paulo chegou a ser levado para o Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, mas como o estado era grave, morreu cerca de dez minutos depois de dar entrada. A equipe de enfermagem da maternidade de Mafra informou que a filha de Rosângela nasceu às 21h11 desta quinta-feira.

Na noite desta quinta-feira, 29, a Polícia Militar de União da Vitória recebeu uma denúncia anônima de que três pessoas em um veículo Honda Fit estariam transportando produto entorpecente, vindos do Paraguai.

Diante da situação, a PM iniciou buscas por meio de duas equipes que foram até a cidade de General Carneiro. À meia noite, o veículo passou pelo local e imediatamente os PMs fizeram a abordagem. dentro do veículo encontraram um pacote de plástico contendo aproximadamente 22 gramas de cocaína.

Diante dos fatos foi dada a voz de prisão para o trio, que foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil.

 

 

1-Pelo seu perfil social morariam no Tricolin.
2-Bart e Lisa estudariam no Cabral.
3-O Bar do Zóiudo seria o Bar do Moe.
4-Mr. Burns não trabalharia na área de energia nuclear e sim no setor de papel e celulose, e é nessa empresa que o Homer trabalharia.
5-Mafra seria equivalente a Shelbyville.
6-Marge teria como diversão jogar bolão no time da cidade.
7-Patty e Selma (irmãs de Marge) em vez de fumar, ficariam tomando chimarrão o dia todo e falando da vida alheia.
8-Abbie(pai de Homer) seria um sobrevivente da Guerra do Contestado.
9-Nó de Pinho seria a cerveja Duff.

10-Flanders seria aquele vizinho que sabe mais de sua vida, do que você mesmo, mas no fundo o cara é gente boa.1 - rotatoriadadiscordia 3 - winterircoming2 - obraalmirante cópia 4 - simpsonscanoinhenses

Equipe de juniores perdeu para o time do Concórdia nos pênaltis por 4 a 1/ Foto: Arquivo
 

Foi realizado na tarde desta quarta-feira (26), durante a tarde, dois jogos dos times do Canoinhas Atlético Clube (CAC) das categorias de base juvenil e juniores. A disputa aconteceu no estádio municipal Benedito Therezio de Carvalho (Ditão), em Canoinhas.

Os jogos das duas categorias são pelo Estadual e contou com grande presença da torcida.

No primeiro jogo às 13h30m, o time juvenil venceu o time do Concórdia por 4 a 2, com o time da casa mostrando superioridade num jogo difícil.

A equipe de juniores perdeu o jogo na decisão dos pênaltis por 4 a 1, dando a vitória ao time do Concórdia.

 

Os vencimentos dependem do final da placa, mas os contribuintes podem antecipar o pagamento a qualquer momento/ Foto: Arqvuio

A próxima segunda-feira, 31 de março, é o último dia para que proprietários de veículos com placa final 3 paguem o IPVA 2014 sem multa. O pagamento deve ser feito em cota única. O prazo para parcelamento do imposto em três vezes terminou no dia 10 de março. A quitação é um dos requisitos para licenciar o veículo.

A Secretaria de Estado da Fazenda, responsável pelo recolhimento do imposto, lembra ainda que os donos de veículo com placa final 4 já devem programar o pagamento do IPVA, cujos prazos começam a vencer no dia 10 de abril. Os vencimentos dependem do final da placa, mas os contribuintes podem antecipar o pagamento a qualquer momento.

As guias de pagamento, taxas, multas e seguro DPVAT podem ser emitidas na internet e pagas nas agências bancárias conveniadas: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal, Sistema Bancoob/Sicoob, HSBC, Sicred e Cecred. O não pagamento implica em Notificação Fiscal, com multa de 50% do valor devido, mais juros SELIC ao mês ou fração.

Para saber qual o valor do IPVA do seu carro, acesse a tabela disponível no site da Secretaria da Fazenda http://www.sef.sc.gov.br/servicos-orientacoes/diat/valores-e-prazos-tabelas

PASSO A PASSO PARA GERAR A GUIA DE PAGAMENTO

– Acesse o site da Fazenda em http://www.sef.sc.gov.br/

– Na barra lateral direita, clique no link IPVA no campo Serviços ao Cidadão

– Digite o número da placa e Renavan do veículo

– Em seguida, clique sobre o item que deseja pagar

– Imprima o boleto e faça o pagamento em qualquer agência bancária conveniada

– Após o pagamento e compensação, vá até o Ciretran mais próximo e retire o documento novo