14 anos depois, Galeski, Norma e Verka se reencontram na Câmara

Verka, Norma e Galeski/Arquivo

Em 2004, relação entre Norma e Verka foi bastante conturbada                                                                   

 

A  posse de Edmilson Verka (PR) e o retorno de Célio Galeski (PR) à Câmara de Canoinhas nesta semana mostram como o mundo dá voltas, mas, às vezes, para dar no mesmo lugar. Em 2004, eles também eram vereadores, assim como Norma Pereira (PSDB). Quatorze anos depois, Norma deixou e retomou a política, Galeski e Verka seguiram alternando em cargos de gestão e mandatos e trocando de partido. Quis o destino que os três se reencontrassem agora, com a obrigação de conviver por pelo menos um ano.

 

 


     Se Norma for de guardar mágoa, o convívio não deve ser fácil, ao menos com Verka. Em 2004 ela estava em pé de guerra com o colega. Ambos estavam no PSDB e Verka a teria traído na disputa pela Presidência da Câmara. Numa manobra que se tornou praxe nas eleições seguintes, Verka prometeu apoio a Norma, mas no frigir dos ovos, foi ele o eleito. O clima se acirrou de vez quando o malfadado feriado de 3 de maio entrou em pauta.

 

 

     Tudo começou quando a vereadora à época Anita Pereira (PMDB), entrou com requerimento para realização de uma audiência pública sobre a questão. A pouco tempo de expirar o prazo de 30 dias para que o presidente da Câmara atendesse o pedido, Anita decidiu retirar o requerimento. Verka disse à época que Norma concordou com a medida e depois o acusou de estar querendo “enfiar goela abaixo” o feriado em Canoinhas. Norma rebateu dizendo que “apoiou a retirada do requerimento, por ver que a audiência não sairia”.

 

 

  A troca de farpas não parou por aí. Em entrevista ao então radialista Beto Passos, Verka disse que Norma foi “infeliz” ao acusá-lo de ser contra a audiência pública, cobrando-o sobre o que ela mesma foi contra. Norma, por sua vez, disse que Verka “quer que tudo seja conduzido de acordo com a opinião dele”. Sobre a disputa da presidência da Câmara, Norma havia sido sucinta – “Quatro vereadores queriam transparência”, referindo-se aos quatro votos que recebeu na disputa.

 

 

      Depois do estremecimento, perguntada se guardava mágoas, Norma disse à época que não havia motivos, porém, disse que sempre incomodou e que continuaria incomodando (na Câmara).

 

 

     Naquele ano houve eleição e Norma não disputou. Galeski foi reeleito vereador e Verka vice-prefeito na chapa de Leoberto Weinert (PMDB).

 

 

     Nesta terça-feira, 6, Norma deu as boas-vindas aos dois.  Se foi apenas diplomática só o tempo dirá.   

 

 

Resposta ao deputado

Vereadora Telma Bley (PMDB) ficou irritada com fala do deputado Antonio Aguiar (PMDB) no programa Repórter 98, da 98FM, criticando a demora para inaugurar duas unidades de saúde.

Durante sua fala se empolgou e afirmou que “as pessoas mudam de ideia tão rapidamente quanto mudam de partido”. Ao se tocar que no plenário estava o recordista municipal de troca de siglas, Célio Galeski (hoje no PR), disse “Me desculpe quem pula de partido.”

 

MOVIMENTO

Vereadores Wilmar Sudoski (PSD) e Paulinho Basílio (PMDB) apoiam iniciativa de concursados para o Corpo de Bombeiros que estão fazendo uma campanha estadual pela contratação imediata. Hoje, segundo o movimento, o déficit de efetivo dos bombeiros chega a 3 mil em Santa Catarina.

 

A ira de Passos

Prefeito Beto Passos (PSD) não gostou nem um pouco de ter sido instado pelo 1º vice-presidente da Cooperalfa, Cládis Furlanetto, a conservar estradas para escoamento da produção agrícola durante inauguração da unidade de beneficiamento de sementes (UBS) da Cooperalfa na sexta-feira, 2.  O pedido foi aplaudido pelos agricultores presentes.

 



Terminada a cerimônia, Passos abordou Cládis (foto) e fez uma minuciosa explicação de tudo que foi feito para garantir o escoamento da produção em 2017.  Romeo Bet (D), presidente da Cooperalfa, ouviu atentamente a explanação.

 

 

 

A ira de Passos 2

Na segunda-feira, 6, em discurso na abertura do ano legislativo, Passos voltou às baterias a Cooperalfa. “Eles usam nossas estradas com cargas pesadas, cobram a conservação, mas e a contrapartida? Falam em investimento de R$ 200 milhões em Canoinhas, mas onde estão esses investimentos? No meu entendimento eles estão devendo para Canoinhas”, afirmou.

 

 

Citou o aporte de R$ 30 milhões na UBS, mas frisou que apenas 17 empregos foram gerados.

 

 

UM POUCO DE HISTÓRIA: A Cooperalfa encampou em 2003 o patrimônio da falida Coopercanoinhas, com o compromisso de saldar dívidas e tentar reerguer a cooperativa. Esse processo, segundo a Cooperalfa, foi concluído com sucesso em 2014.

Uma curiosidade: Romeo Bet, presidente da Cooperalfa, também é da diretoria da Coopercentral Aurora, o que dispensa comentários.

 

 

RÁPIDAS

PEGADINHA: O Deinfra informou que não há previsão de liberação de verbas para recuperação da SC-477.

 

PIADA: Ou seja, tivemos todos um delírio coletivo quando anunciada a liberação de R$ 18 milhões para a rodovia.

 

FORA: Vice-prefeito Renato Pike (PR) informa que a funcionária do setor de Licitações que supostamente vazava informações a grupos de “cidadãos fiscalizadores” foi removida para outro setor há meses.

 

É PÚBLICO:  Acrescenta que com a informatização, todos os detalhes de toda e qualquer licitação ficam disponíveis em questão de minutos para qualquer cidadão.

 

DOMINADO: O PMDB passa a controlar a Assembleia e o Governo nos próximos dias. Raimundo Colombo sai de cena para Pinho Moreira governar. Aldo Schneider comanda a Alesc.

 

FALTOU…: Deputado Antonio Aguiar (PMDB) se declarou contra a compra de um prédio no valor de R$ 83 milhões para abrigar setores administrativos da Assembleia.

 

… DIÁLOGO: Enquanto a imprensa promovia um debate público sobre a compra, Silvio Dreveck (PP) consumou o negócio no apagar das luzes de seu mandato.

 

PERGUNTA PERTINENTE: 

Aguiar erra o tom ao atacar a gestão passada?

 

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